Anvisa aprova medicamento para fenilcetonúria e amplia tratamento no Brasil

Anvisa aprova medicamento para fenilcetonúria e amplia tratamento no Brasil | Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Anvisa aprova medicamento para fenilcetonúria e amplia as possibilidades de tratamento no Brasil. O órgão liberou o registro do Sephience, indicado para pacientes pediátricos e adultos. A decisão representa avanço no controle da doença genética rara. O medicamento ajuda a reduzir os níveis de fenilalanina no sangue.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a fenilcetonúria ocorre pela deficiência de uma enzima hepática. Essa enzima é responsável por converter a fenilalanina em tirosina. O aminoácido está presente nas proteínas da alimentação diária.
Excesso de fenilalanina causa danos graves
A Anvisa alertou que a fenilalanina é essencial ao organismo. Porém, em pacientes fenilcetonúricos, a ingestão precisa de controle rigoroso. A elevação desse aminoácido no sangue tem efeito neurotóxico.
O acúmulo provoca sequelas graves. Entre elas, déficits neurocognitivos e deficiência intelectual severa. Os danos são irreversíveis quando o tratamento não começa cedo.
A Anvisa aprova medicamento para fenilcetonúria justamente para ajudar na quebra desse aminoácido. O objetivo é ampliar a dieta permitida. O tratamento também melhora o bem-estar e a qualidade de vida.
Tratamento deve começar no primeiro mês de vida
O controle dos níveis séricos da fenilalanina deve iniciar no primeiro mês de vida. O acompanhamento segue por toda a vida. O novo medicamento atende crianças e adultos.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a doença é rara. A incidência varia entre 1 caso a cada 15 mil a 17 mil nascimentos no Brasil.
A Anvisa aprova medicamento para fenilcetonúria em um cenário de diagnóstico precoce consolidado. O país conta com triagem neonatal universal.
Diagnóstico é feito pelo teste do pezinho
O diagnóstico ocorre pela detecção de níveis elevados da fenilalanina no sangue. A coleta acontece entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. O ideal é realizar o exame após 48 horas do nascimento.
Esse intervalo garante ingestão proteica suficiente. Assim, o teste evita resultados falso-negativos.
O exame integra o Programa Nacional de Triagem Neonatal. Ele é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde em todo o território nacional.
Crianças com fenilcetonúria não apresentam sintomas ao nascer. No entanto, sinais de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor surgem por volta dos seis meses. Sem tratamento precoce, evoluem para deficiência intelectual, odor característico na urina e suor, além de alterações comportamentais.
Atenção aos rótulos e ao aspartame
Especialistas reforçam o cuidado diário. A família deve verificar rótulos de alimentos e medicamentos. A presença de fenilalanina precisa de controle rigoroso.
Produtos com aspartame são proibidos para pacientes fenilcetonúricos. O adoçante contém fenilalanina na composição.









































