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Moradores do Rio Comprido denunciam invasão a antigo prédio do Inmetro

Foto: Reprodução/Gov.br/site oficial.

Desde o início desta semana, moradores do Rio Comprido denunciam que pessoas em situação de rua e usuários de crack invadiram o antigo prédio do Instituto Nacional de Metrologia Qualidade e Tecnologia, o Inmetro, na Rua Santa Alexandria. Vídeos e fotos mostram uma série de saques de objetos do local.

Dois moradores do bairro conversaram com exclusividade com o portal Folha do Leste sob condição de anonimato. Um deles falou que a situação e rotineira e que há invasores que voltam ao prédio mais de uma vez para fazer saques de materiais no local.

Teve uma vez que vi um desses invasores descansando perto de um terreno da Light na mesma Rua Santa Alexandrina. Ele fica um tempo lá e depois volta ao mesmo prédio para roubar mais material”, afirmou.

No vídeo abaixo é possível ver uma pessoa saindo com uma material em mãos pelo portão da frente.

Outra pessoa afirma que as invasões são frequentes.

Eles invadem de dia, tarde, noite e até de madrugada. São inúmeras invasões em várias partes do dia. Já ouvi barulhos fortes por volta de um hora e até quatro da manhã. Além disso, já presenciei gente quebrando vidro, roubando estrutura metálica de janelas, além de outros objetos. Eles não têm hora para agir”, denuncia.

Em outro vídeo, é possível ver uma pessoa tentando saquear uma parte de uma das janelas do prédio.

Além dos vídeos, os moradores próximos ao local fizeram vários registros em imagens, como a foto abaixo.

invasor sair tranquilamente com um pedaço de ferro na mão após deixar o antigo prédio do Inmetro. Foto: Reprodução/WhatsApp.

Em outra foto, é possível ver mais uma pessoa tentando arrancar a parte metálica de uma janela de um dos andares.

Foto: Reprodução/WhatsApp

Posicionamento oficial das entidades

Em publicação de 17 de setembro do ano passado, o Inmetro informou que nunca foi dono do imóvel. Além disso, desde 2022 entregou as chaves à Superintendência da Secretaria do Patrimônio da União no Rio de Janeiro (SPU/RJ), que é, segundo o Instituto, a responsável pelo prédio.

Atual situação do prédio é de abandono. Foto: Reprodução/WhatsApp.

A Polícia Militar informou que realiza “ações ostensivas, abordagens e revistas sistematicamente”, Além disso, explicou que pode fazer prisões caso haja “flagrante delito”. Mas salientou que as “demais ações de ordenamento são conduzidas por outros órgãos”. Por isso, a reportagem procurou a Secretaria Especial de Ordem Pública, e Subprefeitura do Centro e a Superintendência de Patrimônio da União. Entretanto, nenhuma das entidades responderam aos contatos feitos pelo portal Folha do Leste.

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