ColunistasEnzo Carvalho: Tecnologia e Inovação

The Walking Trade leva loja de zumbis ao PS5 e Xbox

Cena de The Walking Trade mostra prateleira destacada em verde durante a construção de uma loja, com zumbis próximos à janela.

The Walking Trade leva loja de zumbis ao PS5 e Xbox | Divulgação/Steam

The Walking Trade estreia nesta sexta-feira (23/10) no PlayStation 5 e Xbox Series X|S, com uma proposta diferente para os fãs de jogos de zumbis: administrar uma loja durante o apocalipse. O simulador combina comércio, fabricação de produtos, contratação de funcionários e combates contra mortos-vivos. Além disso, o jogador pode explorar sobreviventes para aumentar os lucros ou ajudar a comunidade, enfrentando as consequências de suas decisões.

Desenvolvido pela Microwave Games e publicado pela PlayWay, o título já estava disponível para PC pela Steam desde 5 de março de 2026. Agora, a chegada aos consoles amplia o público de uma experiência que mistura gerenciamento, sobrevivência e humor sombrio.

Entretanto, sobreviver não depende apenas de enfrentar os zumbis. O jogador também precisa manter as prateleiras abastecidas, negociar mercadorias e proteger funcionários e clientes. Afinal, até durante o fim do mundo alguém precisa administrar o caixa.

Como funciona The Walking Trade?

Em The Walking Trade, o jogador assume o controle de uma loja que atende sobreviventes durante um apocalipse zumbi.

A primeira tarefa é organizar o estabelecimento. Para isso, é necessário distribuir prateleiras, armazenar mercadorias e estabelecer preços.

Entretanto, o ambiente não oferece a segurança de um supermercado convencional. Criaturas podem invadir a loja, obrigando o jogador a interromper as vendas para defender o patrimônio e continuar vivo.

Além disso, cada decisão comercial influencia os recursos disponíveis. Cobrar valores elevados pode aumentar a receita por produto, mas também afeta a relação com a comunidade.

O jogo mistura elementos de simulação econômica, construção de bases, crafting e combate em primeira pessoa. Dessa forma, administrar o negócio exige equilibrar atividades que normalmente aparecem em gêneros diferentes.

Preços abusivos podem transformar sobreviventes em inimigos

Uma das mecânicas mais interessantes envolve a liberdade para definir o comportamento comercial do estabelecimento.

O jogador pode ajudar a comunidade, oferecer mercadorias em condições favoráveis ou aproveitar a escassez para cobrar preços abusivos.

Além disso, o jogo permite sabotar assentamentos em busca de lucro, criando situações em que a expansão econômica entra em conflito com a sobrevivência de outras pessoas.

Entretanto, essas escolhas não acontecem sem consequências. Segundo a desenvolvedora, a reputação da loja influencia quem aparece para negociar.

Assim, adotar uma estratégia oportunista pode modificar o relacionamento com outros sobreviventes e afetar as oportunidades disponíveis.

Essa proposta acrescenta uma camada de decisões ao gerenciamento. Afinal, o jogador precisa escolher entre construir um estabelecimento útil para a comunidade ou explorar um mercado marcado pela escassez.

Entretanto, a PlayWay não divulgou uma descrição detalhada das fórmulas econômicas utilizadas pelo sistema. Portanto, ainda não é possível determinar como cada decisão modifica os preços, a procura por mercadorias ou a frequência dos encontros.

Hordas de zumbis invadem a loja durante o expediente

O comércio não representa a única preocupação. Em determinados momentos, hordas de mortos-vivos atacam o estabelecimento, exigindo respostas rápidas para impedir a destruição da loja.

Durante os confrontos, o jogador pode utilizar armas brancas, armas de fogo e objetos encontrados no cenário.

Além disso, o sistema permite construir barricadas e armadilhas improvisadas para reforçar a defesa.

Assim, a disposição dos equipamentos também ganha importância. Um estabelecimento organizado exclusivamente para atender clientes pode apresentar dificuldades quando os inimigos aparecem.

Por outro lado, investir em estruturas defensivas exige recursos que também poderiam financiar a expansão comercial.

Essa relação entre comércio e combate cria um desafio constante: manter o estabelecimento funcionando sem comprometer sua capacidade de resistir às invasões.

Funcionários ajudam nas vendas e na proteção do comércio

Conforme o negócio cresce, o jogador pode contratar outros sobreviventes para dividir as tarefas.

Os funcionários desempenham funções diferentes. Alguns procuram suprimentos, enquanto outros atendem clientes ou protegem a loja.

Além disso, é necessário fornecer equipamentos e manter a equipe motivada.

Assim, contratar trabalhadores não elimina a necessidade de planejamento. O jogador precisa decidir quais atividades devem receber prioridade e como distribuir os recursos disponíveis.

Por exemplo, concentrar todos os funcionários no atendimento pode deixar o estabelecimento vulnerável durante uma invasão.

Entretanto, utilizar muitos sobreviventes na defesa também pode comprometer o abastecimento e a organização das mercadorias.

A proposta, portanto, combina gerenciamento de funcionários e sobrevivência, exigindo decisões que afetam diferentes áreas da operação.

Crafting permite fabricar armas e melhorar a loja

Outro sistema importante envolve o crafting, mecânica de fabricação de objetos a partir de materiais disponíveis.

O jogador pode desbloquear estações específicas para produzir armas, ferramentas e equipamentos utilizados no estabelecimento.

Além disso, é possível construir unidades de armazenamento, barricadas e armadilhas, ampliando as opções de organização e defesa.

Essa combinação permite desenvolver o comércio de acordo com diferentes prioridades.

Quem prefere administrar recursos pode investir na produção de mercadorias e na organização do estoque. Já quem enfrenta dificuldades com as invasões pode reforçar as estruturas defensivas.

Entretanto, o acesso aos equipamentos depende da progressão e dos recursos disponíveis. A fabricante não apresenta todas as receitas e condições de desbloqueio nas descrições comerciais.

Por isso, a profundidade do sistema de fabricação precisa ser avaliada durante o gameplay.

The Walking Trade já estava disponível para PC

Embora a estreia nos consoles aconteça nesta sexta-feira, The Walking Trade chegou à Steam em 5 de março de 2026.

Na plataforma da Valve, o jogo possui avaliações positivas dos usuários, que destacam diferentes aspectos da experiência de gerenciamento e sobrevivência.

Entretanto, as avaliações da versão de PC não representam automaticamente o desempenho das novas edições para PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

Além disso, a versão para computadores possui requisitos relativamente modestos.

Segundo a Steam, a configuração mínima informada inclui:

  • Processador: Intel Core i3-2100 ou AMD FX-6300.
  • Memória RAM: 4 GB.
  • Placa de vídeo: GeForce GTX 750 Ti ou Radeon HD 7850, com 2 GB de memória.
  • DirectX: versão 11.
  • Armazenamento: 4 GB disponíveis.

Já a configuração recomendada utiliza processadores como Core i5-4460 ou Ryzen 3 1200, acompanhados de 8 GB de RAM.

Entretanto, esses requisitos correspondem à versão para PC distribuída pela Steam. Não representam informações de desempenho dos consoles.

Xbox Play Anywhere permite continuar no PC

A edição de The Walking Trade para Xbox Series X|S participa do programa Xbox Play Anywhere.

Isso significa que uma compra digital elegível na loja da Microsoft permite acessar o título tanto no console quanto em computadores Windows compatíveis.

Além disso, a ficha oficial confirma salvamentos na nuvem e conquistas do Xbox, facilitando a continuidade da experiência entre os dispositivos.

Entretanto, o benefício não se aplica automaticamente à versão comercializada pela Steam. As duas lojas possuem sistemas próprios de distribuição e licenciamento.

A Microsoft também identifica o jogo como otimizado para dispositivos portáteis compatíveis, ampliando as possibilidades de utilização pelo ecossistema Xbox.

Por outro lado, não existe multiplayer anunciado na ficha consultada. O título oferece uma experiência single-player, centrada na administração do próprio estabelecimento.

Quanto custa The Walking Trade no Brasil?

Na Xbox Store brasileira, The Walking Trade apresenta preço normal de R$ 58,95, mas aparece em promoção de lançamento por R$ 53,05.

A diferença é de R$ 5,90, equivalente a aproximadamente 10% de desconto.

Já a Steam brasileira comercializa a edição para PC por R$ 35,99, conforme a consulta realizada em 23 de outubro.

Portanto, existem diferenças de preço entre as plataformas. Entretanto, o valor mais baixo na Steam não inclui automaticamente os benefícios de licenciamento do Xbox Play Anywhere.

A versão para PlayStation 5 também tem lançamento marcado para 23 de outubro. Contudo, a consulta à loja não permitiu confirmar seu preço específico em reais.

Por isso, quem pretende comprar o jogo no console da Sony deve verificar o valor diretamente na PlayStation Store brasileira.

Os preços promocionais podem mudar conforme o encerramento das ofertas e as condições comerciais de cada loja.

The Walking Trade possui português brasileiro?

A Steam confirma suporte a português brasileiro na interface e nas legendas de The Walking Trade.

Entretanto, a página não informa dublagem em nosso idioma. O inglês aparece como único idioma com áudio completo na relação consultada.

Já a loja brasileira do Xbox indica suporte a 14 idiomas, mas a informação disponível na consulta não permitiu confirmar individualmente todas as opções da edição para consoles.

Portanto, o suporte ao português brasileiro está confirmado na versão Steam, enquanto a disponibilidade específica do idioma nas novas edições deve ser verificada nas respectivas lojas.

Vale a pena conhecer The Walking Trade?

A principal diferença de The Walking Trade está na combinação de atividades normalmente separadas em outros jogos.

Enquanto simuladores tradicionais concentram seus desafios em vendas, funcionários e organização, o título da Microwave Games acrescenta combate e construção defensiva.

Além disso, o sistema de reputação permite escolher entre ajudar outros sobreviventes ou explorar a escassez para aumentar os ganhos.

Entretanto, essas características fazem parte da proposta anunciada pelos desenvolvedores. Ainda são necessários testes próprios das versões de console para avaliar desempenho, controles, estabilidade e profundidade das mecânicas.

A estreia no PS5 e Xbox amplia o alcance de um simulador que já possuía público no PC. Para quem gosta de gerenciamento, crafting e sobrevivência, a novidade apresenta uma pergunta curiosa: quanto vale manter uma loja aberta quando o mundo inteiro está desmoronando?

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

Leave a reply