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STF já tem data para julgamento que decide futuro de Jair Bolsonaro e trama golpista

STF Jair Bolsonaro golpista

STF já tem data para julgamento que decide futuro de Jair Bolsonaro e trama golpista | Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para um dos julgamentos mais explosivos da história política brasileira. Sob os refletores da Constituição Federal e da democracia, o ex-presidente Jair Bolsonaro, bem como um seleto grupo de militares e ex-ministros já tem dia para saber o desfecho da trama golpista denunciada pela Procuradoria Geral da República.

O ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, marcou para o dia 25 de março, às 9h30 a sessão que pode mudar para sempre os rumos políticos do país. O agendamento do julgamento ocorreu após o relator do caso, Alexandre de Moraes, liberar a ação para julgamento.

Caberá então, ao STF, decidir se Bolsonaro e outros sete acusados se tornarão réus ou não, neste processo que testa os alicerces da democracia brasileira.

O VEREDICTO DO DESTINO: O QUE ESTÁ EM JOGO?

Se a maioria dos ministros da Primeira Turma aceitar a denúncia, os acusados passarão a responder pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e deterioração de patrimônio público. A sessão está reservada para manhã e tarde, podendo se estender até o dia seguinte.

OS NOMES QUE ESTÃO NO OLHO DO FURACÃO

A lista de denunciados no chamado “Núcleo 1” da investigação inclui:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto – general e ex-ministro;
  • General Augusto Heleno – ex-chefe do GSI;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Abin;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça;
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira – general e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator do caso.
A PRIMEIRA TURMA E O JULGAMENTO HISTÓRICO

A responsabilidade de decidir o destino dos acusados está nas mãos de cinco ministros: Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Pelo regimento interno do STF, as ações penais são julgadas pelas turmas da Corte. Como Moraes é o relator do caso e integra a Primeira Turma, cabe a esse colegiado decidir se a denúncia será aceita. Se isso acontecer, Bolsonaro e os outros envolvidos passarão a responder criminalmente.

CONVULSÃO POLÍTICA E OS DESDOBRAMENTOS

O julgamento promete estremecer o cenário político nacional, com repercussões que podem ecoar dentro e fora do país, principalmente com os pedidos de intervenção feitos aos Estados Unidos. O que representa, em outras palavras, um avilte à soberania do Brasil. Enquanto o ex-presidente mal dorme, seus aliados criam narrativas em sua defesa mirabolantes. Ao passo  que a tensão está no ar, o Brasil assiste aos próximos capítulos de mais essa página infeliz da sua história.

O QUE DIZ JAIR BOLSONARO

O ex-presidente cita exemplos de casos de acusações contra ex-presidentes ou acusados de golpes de estado, terem tido seus julgamentos iniciados em primeira instância. Nesse sentido, o ex-presidente cita países como Estados Unidos e Alemanha. Entretanto, no que se refere ao Brasil, ele cita que o país tem a 30ª justiça mais lenta do mundo, segundo o Banco Mundial.

“Parece que o devido processo legal, por aqui, funciona na velocidade da luz. Mas só quando o alvo está em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto para Presidente da República nas eleições de 2026”, afirma, esquecendo de mencionar o fato de estar inelegível.

Bolsonaro também diz que o Brasil, segundo diversas fontes (que ele não indica, como se tivesse direito a esse sigilo), não está nem entre os 70 melhores no ranking global do Estado de Direito. Por fim, diz que nosso país somente supera a Venezuela em imparcialidade. 

“Mas nesse Brasil de índices que impressionam níveis, um inquérito repleto de problemas e irregularidades contra mim e outras 33 pessoas está indo a julgamento em apenas 1 ano e 1 mês (de 8 de fevereiro de 2024 a 25 de março de 2025). É impressionante!”, diz, colocando-se como vítima.

 

 

 

André Freitas
Diretor-Executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Radialista e Jornalista desde a década de 1990. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Tem vasta experiência na cobertura da editoria de política em razão dos cargos públicos que exerceu nos poderes Legislativo e Executivo: Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além da Alerj e ainda na Prefeitura de Niterói. Dirigiu a Rádio Absoluta por 15 anos, onde apresentou programas noticiosos diários. Pela emissora, cobriu por mais de uma década a seleção brasileira de futebol e esteve em duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, tem 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Trabalhou, também, nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e (Litorânea/ES). Exerceu cargo de editor-chefe em Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ). Colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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