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Vexame histórico: Flamengo dá mole e perde Recopa derrotado para o Lanús em pleno Maracanã; futuro de Filipe Luís vira incógnita

Ação de jogo durante partida decisiva da Recopa, com o Flamengo derrotado pelo Lanús no Maracanã: 3x2 no placar e festa dos argentinos na casa do rubro-negro

Ação de jogo durante partida decisiva da Recopa, com o Flamengo derrotado pelo Lanús no Maracanã: 3×2 no placar e festa dos argentinos na casa do rubro-negro | Crédito: Reprodução/Lanus

ESPECIAL ESPORTES: Ação de jogo durante partida decisiva da Recopa, com o Flamengo derrotado pelo Lanús no Maracanã: 3×2 no placar e festa dos argentinos na casa do rubro-negro

direto ao ponto: O que você precisa saber agora

  • Decepção Histórica: O título escapou de forma dolorosa quando o Flamengo perde Recopa para o Lanús dentro do Maracanã;
  • Fator Torcida: As arquibancadas fizeram a sua parte com festa e lotação máxima, mas a equipe não correspondeu dentro das quatro linhas;
  • Erros Táticos: Um meio-campo engessado e falhas na saída de bola defensiva entregaram o protagonismo do jogo aos argentinos;
  • Crise na Gávea: O revés ocorreu justamente no jogo de número 100 de Filipe Luís, deixando o futuro do treinador completamente incerto.

Maracanã, símbolo de grandeza e orgulho máximo do torcedor rubro-negro, que nesta quinta-feira, 26/02, lotou o estádio querendo soltar o grito de campeão, mas a emoção veio em lágrimas de tristeza diante de um Flamengo que jogou mal e saiu de campo derrotado pelo Lanús na decisão da Recopa. O placar, de 3×2 definido na prorrogação, traduz, em síntese, o atual futebol jogado pelo time. Afinal, o resultado negativo escancarou fragilidades da equipe

Além disso, em uma noite que prometia glória continental, sobretudo pela marca de 100 jogos de Filipe Luís como técnico, o roteiro se tornou trágico. Agora, a dramaticidade está aumentada pelo clima de incerteza da permanência ou não no ex-atleta no comando da equipe.

Assim que o apito final sacramentou a morte do título, o otimismo de horas atrás logo se converteu em cobranças imediatas. Tanto por parte dos conselheiros quanto de torcedores. Isso porque além de perder a taça internacional para os argentinos, o rubro-negro flerta com uma crise interna que exige respostas rápidas da alta cúpula do futebol.

A festa da torcida e a apatia em campo

Primeiramente, é fundamental registrar a festa feita pela Nação Rubro-Negra, cumprindo com excelência seu papel nas arquibancadas. O estádio pulsou com mosaicos deslumbrantes. Houve apoio incondicional desde o aquecimento dos atletas. No entanto, a potente energia ensurdecedora no entorno do campo não contagiou a postura da equipe no gramado. Pareciam robôs.

Logo nos primeiros minutos de bola rolando, a falta de intensidade da equipe carioca ficou evidente para quem acompanhava o duelo. Por consequência, os argentinos dominaram as ações no meio-campo. Ao passo que diminuíram os espaços de criação, ditaram o ritmo burocrático do jogo.

Lances cruciais e os erros táticos do Flamengo

Durante o confronto, o sistema defensivo carioca apresentou buracos de posicionamento que facilitaram as infiltrações do adversário. A transição ofensiva rubro-negra, quando acontecia, esbarrou repetidamente na forte marcação imposta pela linha de zaga do Lanús.

Cronologia do drama: a virada no tempo normal e os 5 gols do jogo

O roteiro da tragédia rubro-negra começou um um capítulo de pura tensão, com um erro crasso de saída de bola do sistema defensivo. Aindano primeiro tempo, aos 29 minutos, o lateral Ayrton Lucas recuou mal a bola para a defesa. O goleiro Rossi escorregou e o atacante Rodrigo Castillo aproveitou a falha crassa para abrir o placar para o Lanús, tocando para o gol vazio da intermediária.

Apertem os cintos: o goleiro caiu. Defesa do Flamengo vacila e Lanús não perdoa: 1x0 em pleno Maracanã | Créditos: Lanús

Apertem os cintos: o goleiro caiu. Defesa do Flamengo vacila e Lanús não perdoa: 1×0 em pleno Maracanã | Créditos: Lanús

Contudo, a resposta do Mengão veio rápido: aos 36 minutos, após cruzamento de Varela bater no braço de Carrera, Arrascaeta cobrou o pênalti no canto direito do goleiro Losada e empatou o duelo.

Arrascaeta comemora o gol de empate do Flamengo, ainda no primeiro tempo | Gilvan de Souza/CRF

Arrascaeta comemora o gol de empate do Flamengo, ainda no primeiro tempo | Gilvan de Souza/CRF

Na segunda etapa, empurrado pela massa de quase 65 mil pessoas, o Flamengo pressionou até conseguir a virada. Aos 39 minutos, Arrascaeta foi derrubado na área e sofreu nova penalidade máxima. Mas dessa vez Jorginho assumiu a responsabilidade, deslocou o goleiro com um chute no centro do gol e fez o 2 a 1.

Categoria de Jorginho na cobrança de pênalti instantes antes de a bola entrar | Gilvan de Souza/Flamengo

Categoria de Jorginho na cobrança de pênalti instantes antes de a bola entrar | Gilvan de Souza/Flamengo

Nesse exato momento, o Flamengo devolvia o mesmo placar do jogo de ida, fora de casa, mas ao inverso. Segundo o regulamento da competição, a decisão tinha que ir para o tempo extra.

Água no Chopp

Tudo parecia estar a favor do título, acima de tudo o Maracanã lotado, com cara de festa. Porém, o que ninguém esperava era uma festa argentina.

Logo no início da prorrogação, a falta de intensidade do Flamengo ficou evidente e o Lanús passou a ditar o ritmo decisivo. Em contrapartida, o Flamengo tentava retomar o controle e jogar de acordo com suas forças. Conseguiu fazer isso por 27 minutos.

Mas faltando três minutos para a partida ir para os pênaltis, eis que ocorre o momento mais letal do jogo.

Escanteio para o Lanús, coisa de lance desenhado. Não dá sequer para piscar numa hora dessas. Na marca do corner, como quem se preparava para bater um pênalti, estava Sepúlveda. Como diria o narrador Luiz Roberto, ele põe fé no pé. Ao mesmo tempo, decola o zagueiro José Canale, projetando sua cabeça contra à bola, sem ser contido por nenhum defensor do Flamengo. A bola ultrapassa a linha entre a baliza e as redes, consolidando o tento, o gol, a festa de los hermanos“.

Este seria gol do título, mas ainda houve a pá de cal, logo em seguida, aos 16 minutos. Tarde demais, o Flamengo se lançou ao ataque para um “tudo ou nada”.

Poderia ter dado certo, mas o tudo do Flamengo valeu realmente de nada. Pelo Lanús, Dylan Aquino puxou um contra-ataque letal, avançou em velocidade, driblou Rossi e fechou o placar final em 3 a 2 para os argentinos.

Impacto financeiro milionário e o alerta na Gávea

Financeiramente, o revés representa um prejuízo direto e avassalador aos cofres do clube. Dessa forma, o rubro-negro deixa de embolsar a generosa premiação em dólares reservada pela Conmebol exclusivamente ao campeão do torneio.

A perda dessas receitas cruciais atinge em cheio o planejamento orçamentário e a previsão de caixa para o primeiro semestre. Portanto, a diretoria precisará recalcular imediatamente as metas financeiras estabelecidas para o ano.

Jogo 100 de Filipe Luís termina sob forte pressão

Ironicamente, a fatídica noite marcava o jogo de número 100 de Filipe Luís no comando da equipe principal. Por outro lado, o que foi planejado como uma grande celebração de carreira transformou-se no momento de maior instabilidade da sua trajetória no banco de reservas.

Com a perda do título perante o seu torcedor, o prestígio interno do ex-lateral derreteu de forma assustadora nas últimas horas. Atualmente, o futuro do treinador tornou-se uma imensa incógnita e pauta de discussões acaloradas nos corredores da Gávea.

A diretoria deve se reunir em caráter de urgência para avaliar a permanência ou a ruptura do trabalho técnico. Em conclusão, a derrota dolorosa expõe a ferida de um elenco caro que necessita de cobranças rigorosas e novos rumos táticos.

 

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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