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Promotor de Campinas é alvo de atentado do PCC; suspeitos são presos

Promotor de Campinas é alvo de atentado do PCC; suspeitos são presos | Divulgação/Polícia Militar de SP

O promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, do Gaeco, foi alvo de um plano de execução do Primeiro Comando da Capital (PCC), desmantelado nesta sexta-feira (29) com a prisão dos suspeitos. A ação criminosa foi planejada após Amauri comandar a Operação Linha Vermelha, que investigou um aliado da facção em Campinas (SP).

Plano macabro do PCC

Segundo o Ministério Público, os criminosos monitoravam o promotor e chegaram a identificar a academia frequentada por ele. A denúncia anônima recebida pelo MP revelou que uma Hilux SW4 blindada seria equipada com uma metralhadora calibre .50, capaz de perfurar blindagens e derrubar aeronaves.

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O atentado contaria ainda com a contratação de pistoleiros do Rio de Janeiro, financiado pela venda de um Porsche avaliado em quase R$ 1 milhão. O braço operacional do crime seria José Ricardo Ramos, da JR Ramos Transportes, com histórico criminal por homicídio qualificado, receptação e roubo majorado.

Motivo da retaliação

O promotor entrou na mira do PCC após deflagrar buscas na casa de Maurício Silveira Zambaldi, dono da concessionária Dragão Motos, suspeito de lavar dinheiro para a facção. A operação, realizada em fevereiro, teria desmoralizado Zambaldi diante do grupo criminoso, que passou a exigir uma “resposta” para restaurar sua credibilidade no crime organizado.

Segundo o MP, Zambaldi foi forçado a transferir imóveis, causando prejuízo financeiro, e os criminosos planejavam ainda atacar um comandante da Polícia Militar, que segue não identificado.

Prisões preventivas

Após checagem minuciosa das informações, incluindo transações de veículos e imóveis, o Ministério Público pediu a prisão de Ramos e Zambaldi, argumentando que o atentado estava na “iminência” de acontecer. O juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal de Campinas, determinou as prisões e classificou o plano como “macabro”.

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