
PF faz operação no Rio e em Búzios contra fraude de R$ 5 milhões com benefícios “fantasmas” | Divulgação/PF
A Polícia Federal cumpre, na manhã desta sexta-feira (14), dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos. A ação faz parte da Operação Operatio Umbra, que apura pagamentos de benefícios previdenciários a beneficiários considerados “fantasmas”, segundo a PF.
A investigação estima que o prejuízo pode ultrapassar R$ 5 milhões. Até o momento, porém, a Polícia Federal não informou prisões, nomes de investigados, quantidade de benefícios analisados ou período de funcionamento do esquema.
PF apura pagamentos a beneficiários “fantasmas”
Segundo a Polícia Federal, a investigação mira pagamentos de benefícios previdenciários feitos a beneficiários tratados como “fantasmas” pela apuração.
No entanto, o comunicado não explica quem seriam esses beneficiários. Portanto, não há confirmação de que o caso envolva pessoas mortas, identidades falsas, documentos forjados, laranjas ou servidores públicos.
Além disso, a PF não informou bloqueio de contas, apreensão de dinheiro ou condução de investigados à delegacia. Com os dados divulgados até agora, a operação se limita ao cumprimento de dois mandados de busca e apreensão.
Buscas ocorrem no Rio e em Búzios
Embora o comunicado tenha identificação de Niterói/RJ, a Polícia Federal informou que os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro e em Armação dos Búzios.
Assim, com base no material divulgado, não há mandado informado para Niterói nesta etapa da operação.
A PF também não citou nominalmente o INSS no comunicado. Por isso, a investigação deve ser descrita, neste momento, como apuração sobre benefícios previdenciários.
Operação ainda está em andamento
A Operatio Umbra ocorre durante a manhã desta sexta-feira. Portanto, a Polícia Federal ainda pode divulgar novos detalhes ao longo do dia.
Até a última informação disponível, a corporação não detalhou a estrutura do esquema investigado. Também não informou como os pagamentos teriam sido feitos, quem recebeu os valores ou qual órgão administrava os benefícios.
Por isso, a reportagem deve tratar o caso como investigação em andamento. Não há, até agora, informação oficial sobre prisões, indiciamentos ou denúncia criminal.
Nome faz referência a “sombra”
A Polícia Federal informou que o nome Operatio Umbra usa a palavra latina “umbra”, que significa “sombra”.
Segundo o comunicado, no imaginário romano, as “umbras” eram associadas às sombras dos mortos. A PF afirma que escolheu o nome em referência aos beneficiários “fantasmas” investigados.







