
CAF e Niterói avançam em projeto para resiliência urbana | Divulgação/Evelen Gouvêa/Prefeitura de Niterói
As prefeituras de Niterói e do Rio de Janeiro assinaram nesta terça-feira (25) um acordo para ampliar a troca de informações na área de segurança pública. Na prática, as duas cidades vão integrar dados e tecnologias usadas em sistemas de monitoramento, cercamento eletrônico e análise de deslocamentos.
A parceria busca acelerar o compartilhamento de informações em casos que atravessam a divisa entre os municípios. Portanto, o foco está em ocorrências que envolvem circulação pela Região Metropolitana, especialmente pela Ponte Rio-Niterói.
O acordo não significa, por si só, redução imediata da criminalidade. Ele cria uma base de cooperação para que dados produzidos pelas duas cidades possam se complementar em investigações, monitoramentos e reconstrução de trajetos.
Integração aproxima CISP e CIVITAS Rio
Em Niterói, a integração passa pelo Centro Integrado de Segurança Pública (CISP). A estrutura municipal reúne videomonitoramento, cercamento eletrônico e acionamento de forças de segurança.
Segundo os dados divulgados, o CISP conta com 932 câmeras integradas. Desse total, 120 equipamentos inteligentes fazem parte do cercamento eletrônico instalado em acessos estratégicos da cidade.
No Rio, a parceria envolve a CIVITAS Rio, que trabalha com integração e análise de dados. A estrutura possui mais de 13 mil equipamentos, entre eles mais de 3.500 supercâmeras.
Com o acordo, as duas bases poderão compartilhar informações sobre deslocamentos de veículos suspeitos, rotas, imagens e dados associados a ocorrências que tenham relação entre os dois municípios.
Ponte Rio-Niterói será ponto estratégico
A Ponte Rio-Niterói aparece como eixo central da cooperação. Isso ocorre porque a travessia conecta diretamente as duas cidades e também serve como rota para deslocamentos em direção a outros municípios do interior do estado.
Além disso, a parceria prevê um novo reforço em 16 de setembro. Nessa data, está prevista a instalação de uma Muralha Digital na subida da Ponte Rio-Niterói, no lado do Rio.
A estrutura deve integrar a estratégia de cercamento eletrônico e ampliar o compartilhamento de informações produzidas pelos sistemas das duas prefeituras.
O que a Muralha Digital pode fazer
A Muralha Digital deve ajudar na identificação de deslocamentos e dinâmicas criminais que envolvam Rio e Niterói. Com isso, as equipes poderão cruzar informações, mapear rotas e apoiar a solução de crimes na Região Metropolitana.
No entanto, a tecnologia funciona como ferramenta de apoio. Ela não substitui investigação policial, decisão judicial, flagrante ou atuação das forças de segurança.
Também ainda faltam detalhes operacionais, como quantidade de equipamentos, pontos exatos de instalação, órgãos com acesso aos dados e protocolo de compartilhamento das informações.
Acordo foi assinado pelos dois prefeitos
O acordo foi assinado pelo prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.
Também participaram do ato o secretário de Ordem Pública de Niterói, Gilson Chagas; o secretário executivo de Niterói, Felipe Peixoto; o chefe executivo da CIVITAS Rio, Davi Carreiro; e o secretário municipal da Casa Civil do Rio, Leandro Matiele.
Rodrigo Neves afirmou que a parceria amplia a capacidade de monitoramento entre as duas cidades. Ele citou o Cerco Eletrônico Total e o CISP como estruturas já usadas por Niterói.
Eduardo Cavaliere destacou a integração entre municípios e o uso de tecnologia para apoiar segurança pública, investigações e planejamento.
Compartilhamento pode reconstruir trajetos
O principal ganho operacional anunciado está na troca de informações sobre deslocamentos.
Segundo a divulgação das prefeituras, os fluxos de dados poderão apoiar o monitoramento de veículos suspeitos, a reconstrução de trajetos e a análise de casos com ligação entre Niterói e Rio.
Assim, uma ocorrência iniciada em uma cidade poderá ser analisada com informações da outra. Isso pode ajudar quando há fuga, passagem pela Ponte ou circulação entre municípios.
Ainda assim, o resultado dependerá da qualidade dos dados, da velocidade de resposta, da integração com forças policiais e das regras de acesso às imagens.










