O técnico Franclim Carvalho assumiu a responsabilidade pela queda de rendimento do Botafogo no início do segundo tempo do empate por 1 a 1 com o Fluminense, no último sábado (08), no Nilton Santos. Ao analisar o clássico,Franclim Carvalho no Botafogo apontou falta de agressividade justamente no período em que o Tricolor chegou ao gol de empate.
O Alvinegro havia terminado o primeiro tempo em vantagem após Alex Telles marcar de falta aos 43 minutos.
Entretanto, a equipe voltou do intervalo com postura mais passiva.
O Fluminense aproveitou o momento, aumentou a pressão e empatou aos 11 minutos, com Ignácio, de cabeça.
Depois da partida, Franclim não procurou justificativas.
Franclim assume responsabilidade
O treinador afirmou que o Botafogo ficou abaixo do nível esperado nos primeiros minutos da segunda etapa.
“Estivemos abaixo do que queríamos e conseguimos fazer. Responsabilidade única e exclusiva do treinador.”
Segundo Franclim, o principal problema esteve na perda de agressividade.
“Parece-me que os primeiros 15 minutos do segundo tempo foram muito abaixo, principalmente em termos de agressividade.”
O português também criticou a maneira como o time esperou as ações do adversário.
“Estamos à espera, espera, espera e o adversário acaba por ter um escanteio, digamos assim, em uma terceira bola e fazer o gol.”
Para o treinador, portanto, o empate tricolor surgiu como consequência direta da postura alvinegra.
“Fruto da nossa passividade no início do segundo tempo.”
Fluminense tomou controle após intervalo
A leitura do treinador encontra respaldo no comportamento da partida.
O Fluminense voltou pressionando.
Logo nos primeiros minutos, Soteldo chegou à linha de fundo, Serna apareceu na construção e Otávio teve finalização bloqueada.
Pouco depois, Castillo também conseguiu concluir dentro da área.
A pressão resultou no empate aos 11 minutos.
Serna cruzou na segunda trave e Ignácio ganhou pelo alto para cabecear no canto de Warleson.
Assim, o Botafogo perdeu a vantagem construída pouco antes do intervalo.
Botafogo reagiu no fim
Franclim considerou que a equipe conseguiu recuperar parte da iniciativa posteriormente.
Entretanto, admitiu que a reação teve menos organização do que gostaria.
Segundo ele, o Botafogo terminou a partida atacando “mais com o coração do que com a cabeça, um pouco mais atrapalhado”.
Ainda assim, o Alvinegro voltou a ocupar o campo ofensivo e criou oportunidades para recuperar a vantagem.
Barrera obrigou Fábio a fazer uma boa defesa, enquanto Montoro e Danilo também participaram das principais ações na reta final.
Arthur Cabral ainda teve chances nos acréscimos, mas não conseguiu marcar.
Franclim explica mudanças ofensivas
O treinador também detalhou as substituições feitas durante o segundo tempo.
Com o Botafogo conseguindo novamente levar a bola pelos lados, Franclim procurou aumentar o número de jogadores dentro da área.
“Nós tínhamos que colocar gente na frente, porque estávamos tendo mais bola que o adversário neste momento do jogo”, explicou.
A intenção era aproveitar principalmente as jogadas pelos corredores.
“Estávamos chegando com a bola fora para tirar cruzamentos, e eu queria ter mais presença na área.”
Por isso, o técnico aumentou o número de jogadores com características ofensivas durante os minutos finais.
Mudanças buscavam ocupar área tricolor
A estratégia ficou clara na reta final.
Com o Fluminense mais recuado em alguns momentos, o Botafogo conseguiu avançar pelos lados, mas precisava transformar a posse territorial em finalizações.
Franclim, então, priorizou jogadores capazes de atacar a área e disputar cruzamentos.
A equipe chegou perto de marcar principalmente nas últimas bolas levantadas.
No último lance do clássico, Arthur Cabral apareceu pelo alto, mas cabeceou na rede pelo lado de fora.
Assim, o 1 a 1 permaneceu até o apito final.
Botafogo chega aos 30 pontos
O empate levou o Botafogo aos 30 pontos no Campeonato Brasileiro.
O Alvinegro terminou o clássico na sétima colocação, ainda próximo dos clubes que disputam vagas nas competições continentais.
O resultado também manteve a equipe sem derrota desde a retomada do calendário após a Copa do Mundo.
Entretanto, a atuação irregular no segundo tempo deixou pontos de atenção para Franclim justamente antes de um compromisso eliminatório.
Sul-Americana vira prioridade
O Botafogo volta a campo na próxima quinta-feira (13).
O adversário será o Cienciano, do Peru, pelo primeiro jogo das oitavas de final da Copa Sul-Americana.
A partida começa às 21h30, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco.
Além da condição de visitante, o Botafogo enfrentará um fator adicional: a altitude da cidade peruana, superior a 3,3 mil metros.
O duelo de volta está previsto para a semana seguinte, no Nilton Santos.
Por isso, Franclim terá poucos dias para corrigir a queda de intensidade observada no clássico antes de iniciar uma disputa eliminatória continental.
A autocrítica feita depois do empate deixa justamente esse ponto como principal preocupação: evitar períodos prolongados de passividade diante de um adversário que jogará em condições diferentes das encontradas no Brasileirão.







