
Danilo vira peça central do ataque do Botafogo e números explicam protagonismo | Vitor Silva/Botafogo
Danilo deixou de ser apenas um volante de equilíbrio para se transformar em uma das principais fontes ofensivas do Botafogo em 2026. No Campeonato Brasileiro, o camisa 8 participa diretamente de quase quatro em cada dez gols marcados pelo time nas partidas em que esteve em campo.
O impacto aparece também na construção das jogadas. Em um recorte que considera finalizações, passes para chute e pré-assistências, Danilo participa de aproximadamente uma a cada três ações que terminam em tentativa de gol do Botafogo.
Os números ajudam a explicar por que o meio-campista passou a jogar mais perto da área e voltou a ganhar espaço também na Seleção Brasileira.
Danilo participa de quase 40% dos gols
Danilo disputou 20 das 28 partidas do Botafogo no Brasileirão.
Nesse período, o Alvinegro marcou 28 gols com o volante em campo. O jogador fez nove gols e distribuiu duas assistências.
São, portanto, 11 participações diretas, equivalentes a 39,29% dos gols marcados pelo time nas partidas em que atuou.
O dado chama atenção principalmente pela posição do jogador.
Embora tenha funções importantes na saída de bola e na recomposição, Danilo passou a ocupar zonas mais avançadas do campo e aumentou sua presença perto da área adversária.
Uma a cada três finalizações passa por Danilo
O protagonismo não aparece somente quando a bola entra.
Nas partidas com Danilo, o Botafogo produziu 269 finalizações, considerando também cobranças diretas de falta e pênaltis.
O volante terminou 38 jogadas, sendo três cobranças de falta direta e 35 finalizações com a bola em movimento.
Além disso, deu 30 passes que terminaram em finalização de um companheiro e participou de outras 21 jogadas com o passe anterior à assistência para chute.
Considerando as ações com bola rolando utilizadas no levantamento, são 86 participações em 255 finalizações, índice de 33,73%.
Na prática, Danilo está envolvido em aproximadamente uma de cada três conclusões ofensivas do Botafogo.
Mudança de posição aumentou peso ofensivo
A produção ganhou força quando Danilo voltou a atuar mais próximo do gol.
Durante parte da temporada, o meio-campista atravessou uma fase de rendimento inferior justamente em um período marcado por especulações de mercado.
O jogador entrou no radar de Palmeiras e Zenit, da Rússia, mas permaneceu no Botafogo.
Depois da mudança no comando técnico durante a temporada, Danilo voltou a receber liberdade para pisar mais no último terço.
A resposta apareceu rapidamente nos números.
Contra o Grêmio, por exemplo, marcou dois gols na vitória do Botafogo por 3 a 2, no Nilton Santos.
Atuações levaram Danilo novamente à Seleção
A temporada também levou Danilo de volta à Seleção Brasileira.
O volante já havia se destacado durante o primeiro semestre e integrou o grupo brasileiro na Copa do Mundo.
Depois, voltou a ser chamado por Carlo Ancelotti e começou como titular no empate entre Brasil e Austrália durante a atual Data Fifa.
A presença na Seleção reforça uma mudança importante em seu jogo: Danilo não aparece apenas como jogador de proteção e circulação.
Hoje, o volante também oferece gol, último passe e chegada à área.
Botafogo depende cada vez mais da produção do camisa 8
Os números também revelam um ponto importante para o Botafogo.
Quando quase 40% dos gols passam diretamente por um único jogador, o protagonismo individual se transforma em uma arma, mas também aumenta a necessidade de encontrar outras fontes ofensivas.
O Alvinegro atravessou oscilações depois da Copa do Mundo e viu sua eficiência cair no segundo semestre.
Nesse cenário, Danilo virou uma peça ainda mais importante para o novo trabalho de Tite.
O treinador terá agora o desafio de preservar a influência ofensiva do volante sem deixar a equipe excessivamente dependente de suas chegadas ao ataque.
Os números até aqui mostram uma mudança clara: Danilo não apenas ajuda o Botafogo a construir. Em muitos momentos, é ele quem transforma a construção em perigo real.








