A lesão de Lucas Paquetá abriu uma vaga no time do Brasil para o duelo contra a Noruega, domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Entre as alternativas de Carlo Ancelotti, está Endrick, que afirmou estar preparado caso receba a missão de iniciar a partida.
O atacante de 19 anos não aparece como favorito para substituir Paquetá. Danilo Santos é o nome mais cotado para a função. Ainda assim, Endrick tenta transformar a versatilidade e o crescimento gradual no torneio em argumentos para ganhar espaço.
“Tem 26 jogadores que estão loucos para jogar e todos estão preparados. Também estou muito preparado. Vou esperar. O Mister vai fazer a melhor coisa para a equipe”, disse o jogador em entrevista coletiva.
A partida será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 17h, pelo horário de Brasília. Quem vencer avança às quartas de final.
Entrada contra o Japão surpreendeu Endrick
Endrick ganhou minutos aos poucos na Copa. A comissão técnica optou por conduzir a utilização do jovem sem acelerar sua exposição, sobretudo depois da pressão de torcedores por uma chance desde a estreia contra Marrocos.
Contra o Japão, porém, Ancelotti o chamou para entrar logo após o intervalo. O atacante substituiu Paquetá na vitória brasileira por 2 a 1 e admitiu que não esperava ser acionado naquele momento.
“Eu só sabia conversar com Deus, pedindo calma. Estava no banco torcendo e vibrando. Tentei ficar o mais tranquilo e fazer meu jogo”, relatou.
Na partida, Endrick atuou como referência central, entre os defensores japoneses e mais próximo da área. Ele entende que a movimentação ajudou a abrir o caminho para o empate de Casemiro.
“Pude jogar fazendo movimento nas costas da defesa, para deixar o espaço onde Casemiro pôde fazer o gol. Entrar para ajudar o Brasil é minha maior satisfação”, afirmou.
Camisa 9, ponta e falso nove ampliam opções
Apesar de ser tratado com frequência como centroavante, Endrick disse que pode atuar em mais de uma função ofensiva. No Lyon, ele também jogou aberto pelo lado direito e como falso nove.
A polivalência pode ganhar importância diante dos problemas físicos que atingem o ataque brasileiro. Raphinha ainda está em transição após um problema na coxa direita, enquanto Rayan foi preservado no treino de quinta-feira por controle de carga.
Na ponta direita, Endrick concorre diretamente com Rayan, que ganhou espaço na equipe após a lesão de Raphinha. Por isso, o jovem entende que pode encontrar mais oportunidades atuando por dentro.
“No Lyon eu pude ajudar muito jogando de nove, aberto na direita e como falso nove. O Mister sabe minhas qualidades. Quando ele falar para eu fazer alguma coisa, não vou olhar para trás, só vou fazer”, garantiu.
Atacante rejeita ideia de falta de espaço com Ancelotti
Endrick também tentou encerrar a leitura de que vive sem oportunidades com Ancelotti. Os dois trabalharam juntos no Real Madrid antes de se reencontrarem na seleção brasileira.
O atacante disse que, mesmo com poucos minutos, participava de boa parte das partidas e recebeu confiança do treinador, especialmente na Copa do Rei.
“Ele falava para eu ficar tranquilo que meu momento iria chegar. O Mister é um dos melhores do mundo, ele sabe o que fazer. Acho que vocês podem ficar tranquilos”, declarou.
Segundo Endrick, a relação construída na Europa facilita a adaptação ao trabalho na seleção.
“Foi meu primeiro treinador quando cheguei na Europa. Foi uma das melhores experiências, incrível, onde pude aprender com ele e com o staff”, disse.
Neymar, Marquinhos e Casemiro viram fontes de aprendizado
Fora do campo, Endrick afirmou que aproveita o convívio com atletas mais experientes para absorver conselhos. No banco durante a Copa, ele costuma se sentar ao lado de Neymar e diz usar a proximidade para aprender.
“Tenho uma relação muito boa com Ney. A gente brinca depois dos treinos, joga carta, troca resenha. É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães”, afirmou.
Além de Neymar, o atacante citou Marquinhos, Casemiro e Alisson como referências do elenco. Antes, no Palmeiras, ele adotava postura semelhante com Gómez.
A decisão de Ancelotti deve sair nos próximos treinamentos. Endrick não é a primeira opção para assumir a vaga de Paquetá, mas deixou claro que se considera pronto para qualquer papel que o treinador desenhar contra a Noruega.








