Padre José Luciano Penido morre aos 103 anos durante missa na Tijuca

Padre José Luciano Penido morre aos 103 anos durante missa na Tijuca | Divulgação/Arquidiocese do Rio
O Padre José Luciano Penido morre aos 103 anos na Igreja de Santo Afonso, na Tijuca, Zona Norte do Rio. O religioso passou mal no início da noite de sexta-feira (9) e faleceu enquanto rezava a Ave Maria ao lado de outros cinco padres que residem na paróquia.
Vida dedicada ao sacerdócio
Conhecido como padre Penido, José Luciano Jacques Penido nasceu em outubro de 1922, no município de Belo Vale, em Minas Gerais. Desde a infância, demonstrava vocação religiosa. Ainda menino, imitava homilias e sonhava em se tornar sacerdote.
Aos 11 anos, ingressou no Seminário Redentorista, em Congonhas. A decisão marcou o início de uma trajetória que atravessou mais de oito décadas de dedicação à Igreja.
História ligada à Igreja de Santo Afonso
O religioso chegou ao Rio de Janeiro em 1959 e passou a morar na Igreja de Santo Afonso. Viveu na paróquia por oito anos antes de seguir para Roma, onde estudou entre 1967 e 1969.
Em 1975, retornou definitivamente ao Rio. Desde então, residiu na Igreja de Santo Afonso até os últimos dias de vida.
Reconhecimento da Arquidiocese
Em nota, a Arquidiocese do Rio destacou o carinho dos fiéis pelo sacerdote.
“Era muito querido pelos paroquianos, que o consideravam um sacerdote de grande coração, solícito, gentil, humilde e carinhoso. À frente de diversas pastorais, orientava os fiéis com zelo e testemunho missionário, sempre à luz do carisma redentorista”, informou a instituição.
Homenagens e legado religioso
Em 2022, ao completar 100 anos, padre Penido recebeu a bênção apostólica do Papa Francisco. Também foi homenageado com uma carta do Superior Geral Redentorista, padre Rogério Gomes, em agradecimento pelos 83 anos de vida consagrada e 78 anos de sacerdócio.
Atuação cultural e memória histórica
Além da atuação religiosa, Penido fundou o Museu do Escravo, em Belo Vale. O espaço reúne peças ligadas à escravidão no Brasil e à resistência dos povos africanos escravizados ao longo de 358 anos.
A iniciativa reforça o legado do sacerdote também na preservação da memória histórica e na valorização da justiça social.









