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Programa Vida Nova no Morro avança com audiência pública em Niterói

Programa Vida Nova no Morro avança com audiência pública em Niterói | Divulgação/Claudio Fernandes/Prefeitura de Niterói

O Programa Vida Nova no Morro em Niterói deu um passo decisivo com a realização da primeira audiência pública nesta quarta-feira (7). A Prefeitura abriu o debate à população e apresentou as diretrizes da maior política de urbanização e inclusão social já planejada para as comunidades do município.

Gestão participativa no centro do projeto

Além de marcar o início do diálogo com as comunidades, o encontro lotou o auditório do Caminho Niemeyer. Moradores, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil participaram ativamente.

Enquanto isso, técnicos da Prefeitura detalharam as etapas do programa. O planejamento conta com cooperação técnica do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e atuação integrada de todas as secretarias municipais.

A Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária organizou o evento, em parceria com o Escritório de Políticas Transversais de Direitos e Cuidados.

Habitação como ponto de partida

Durante a audiência, a prefeita em exercício, Isabel Swan, destacou o impacto social da iniciativa. Segundo ela, o programa representa um novo marco para o desenvolvimento urbano de Niterói.

“Quando falamos de habitação, falamos do primeiro passo para que as famílias possam sonhar mais alto. O Vida Nova no Morro será um divisor de águas para a cidade e uma referência nacional”, afirmou.

Ao mesmo tempo, a gestora reforçou a importância da participação popular. Segundo ela, nenhuma transformação acontece sem escuta ativa da população.

Alcance e impacto social

O Programa Vida Nova no Morro em Niterói prevê atuação em 83 comunidades, beneficiando mais de 150 mil moradores. As ações incluem:

  • melhorias habitacionais

  • obras de infraestrutura urbana

  • contenção de encostas

  • saneamento básico

  • políticas integradas de saúde, educação, cultura e segurança

Assim, o projeto busca reduzir desigualdades históricas e promover transformação urbana sustentável.

Investimento histórico

Para viabilizar o programa, a Prefeitura sancionou a Lei nº 4.048/2025, que autoriza o acordo de cooperação e financiamento com o BID.

O investimento total chega a R$ 800 milhões. Desse valor, R$ 620 milhões virão do BID. O restante será contrapartida municipal. Além disso, a Prefeitura negocia parcerias estratégicas com organismos internacionais, como a ONU-Habitat.

Reconhecimento das comunidades

O presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit), Manuel Amâncio, classificou o projeto como o mais relevante da atual gestão.

“É um programa robusto, que exige tempo e acompanhamento. As associações estão prontas para colaborar e agradecem por não terem sido esquecidas”, afirmou.

Próximas consultas públicas

A Prefeitura já definiu novas datas para ouvir moradores de outras comunidades ainda em janeiro:

  • 21/01, às 17h30 – Comunidade Pau Ferro, no CEU Jurujuba

  • 24/01, às 9h – Vila Ipiranga, na quadra do Horto do Fonseca

  • 24/01, às 14h – Comunidade Boa Vista, no mesmo local

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Angélica Carvalho
Angélica Carvalho é jornalista profissional e radialista. Idealizadora e editora-chefe do Folha do Leste, é também sócia-administradora da Brasil 21 Comunicação. Atua na definição das diretrizes editoriais, na coordenação da equipe, na curadoria de pautas e na tomada de decisões estratégicas do veículo. Possui experiência consolidada em assessoria de imprensa e comunicação política no setor público. Além disso, trabalhou por mais de uma década em grandes eventos, com destaque para o Desfile das Escolas de Samba do carnaval carioca.

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