O técnico Luis Zubeldía defendeu as escolhas feitas durante o empate por 1 a 1 com o Botafogo, na noite do último sábado (08), no Nilton Santos. Ao explicar as alterações, Zubeldía explicou as substituições justamente no período em que o Fluminense perdeu intensidade depois de dominar o início do segundo tempo pelo Campeonato Brasileiro.
O Tricolor teve dificuldades durante a primeira etapa e saiu para o intervalo perdendo por 1 a 0, após gol de falta de Alex Telles.
Entretanto, voltou melhor e passou a controlar as ações. A pressão deu resultado aos 11 minutos, quando Serna cruzou e Ignácio empatou de cabeça.
O melhor momento tricolor permaneceu até aproximadamente a metade da etapa final.
Aos 25 minutos, porém, Zubeldía retirou Paulo Henrique Ganso e Serna. A equipe perdeu parte da capacidade de controlar o jogo, situação que gerou questionamentos sobre as escolhas do treinador.
Zubeldía explica saídas de Ganso e Serna
Depois do clássico, o argentino afirmou que os dois jogadores já demonstravam desgaste e que seria difícil manter a mesma intensidade até o fim.
“Me parece que já haviam feito um grande trabalho, como Paulo, que havíamos analisado que estava para sair. E o Serna, consideramos que não podíamos seguir com o mesmo nível. Era impossível manter o nível. Teríamos que fazer mudanças graduais”, explicou.
Segundo Zubeldía, o Fluminense fez um esforço elevado durante os primeiros 20 a 25 minutos da segunda etapa.
O treinador admitiu, contudo, que as peças que entraram não conseguiram manter imediatamente a organização apresentada naquele período.
“Não nos acomodamos bem, é verdade. Mas gradualmente coloquei pessoas do banco que poderiam ter resolvido a partida”, afirmou.
Soteldo e Ganso recebem elogios
Apesar de o Fluminense não ter conseguido a virada, Zubeldía destacou individualmente alguns jogadores.
Soteldo recebeu um dos principais elogios.
“Soteldo fez uma partidaça, Ganso também, Serna, mas não conseguimos arrematar”, disse o treinador.
O venezuelano participou das principais construções ofensivas do Tricolor e criou problemas para a defesa botafoguense principalmente pelo lado esquerdo.
Ganso, por sua vez, ajudou o Fluminense a controlar a posse e acelerar a circulação da bola no melhor momento da equipe.
Serna também teve participação direta no gol ao fazer o cruzamento para Ignácio empatar.
Técnico explica permanência de Castillo
Outra decisão questionada foi a permanência de Rodrigo Castillo até os 40 minutos do segundo tempo.
O centroavante teve dificuldades para finalizar e apareceu pouco nas principais oportunidades ofensivas.
Ainda assim, Zubeldía explicou que sua presença fazia parte de uma estratégia para enfrentar a pressão alta do Botafogo.
“Castillo é uma referência de área, um 9. Se Botafogo encaixa bem a pressão alta, precisava sair pelo alto para o ataque, o que aconteceu nos últimos 10 minutos, porque você está um pouco cansado para circular a bola atrás”, explicou.
Por isso, o técnico pretendia manter uma referência para disputar lançamentos e bolas divididas no campo ofensivo.
“Minha ideia era manter Castillo o maior tempo possível por isso. Para disputar uma bola lá na frente dividida.”
Hulk entrou para mudar característica do ataque
Castillo deixou o campo aos 40 minutos para a entrada de Hulk.
Segundo Zubeldía, a troca também representava uma mudança na maneira como o Fluminense pretendia avançar.
“Com Hulk, poderíamos chegar ao último terço com quatro ou cinco passes”, explicou.
A ideia era utilizar a mobilidade do atacante para permitir uma construção com bola no chão nos minutos finais.
A alteração, entretanto, não produziu o gol da virada.
O clássico terminou em 1 a 1.
Fluminense teve melhor momento no início do segundo tempo
A avaliação de Zubeldía acompanha o comportamento do jogo.
Depois de sofrer no primeiro tempo, o Fluminense aumentou a intensidade imediatamente após o intervalo.
Soteldo chegou à linha de fundo aos quatro minutos e iniciou uma jogada que terminou com finalização bloqueada de Otávio.
Pouco depois, Castillo também conseguiu concluir dentro da área, mas Vitinho bloqueou.
Aos 11 minutos, a pressão resultou no empate.
Serna recebeu pela esquerda e cruzou na segunda trave. Ignácio ganhou pelo alto e cabeceou no canto de Warleson.
A partir daquele momento, o Fluminense viveu sua melhor sequência no clássico.
Depois das alterações, entretanto, o Botafogo voltou a equilibrar as ações e também criou oportunidades para vencer.
Fluminense permanece no G-4
O empate levou o Fluminense aos 35 pontos, mantendo a equipe na quarta colocação do Campeonato Brasileiro ao fim do clássico.
O Botafogo chegou aos 30.
Embora não tenha conseguido vencer, o Tricolor evitou a terceira derrota consecutiva depois dos dois reveses sofridos diante do Vasco pela Copa do Brasil.
Agora, porém, o calendário oferece pouco tempo para ajustes.
Libertadores vira prioridade
O Fluminense volta a campo já nesta terça-feira (11) para iniciar a disputa das oitavas de final da Copa Libertadores.
O adversário será o Independiente Rivadavia, da Argentina.
A partida de ida acontece às 19h, no Maracanã.
O confronto também representa um reencontro entre as equipes. Fluminense e Independiente Rivadavia estiveram no mesmo grupo da Libertadores nesta temporada.
Os argentinos venceram por 2 a 1 no Maracanã durante a fase de grupos. Depois, em Mendoza, o Fluminense buscou empate nos acréscimos.
Agora, os dois clubes voltam a se enfrentar em uma eliminatória.
A partida de volta está marcada para 18 de agosto, também às 19h, no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza.
Assim, Zubeldía terá poucos dias para recuperar fisicamente o elenco e definir se manterá a estrutura utilizada no clássico ou promoverá novas alterações para o início do mata-mata continental.








