Quem planeja visitar o Cristo Redentor a partir de agosto encontrará uma mudança importante no acesso ao monumento. A capacidade de visitação no Alto Corcovado será reduzida em 50% durante cerca de dez meses, período previsto para a substituição das quatro escadas rolantes que ligam o Centro de Atendimento ao Visitante ao platô.
O ICMBio e o Ministério do Meio Ambiente anunciaram nesta quarta-feira (1º) que os trabalhos começam em 3 de agosto. Na data, as quatro escadas serão desligadas ao mesmo tempo.
O monumento continuará aberto. Turistas poderão chegar ao Corcovado pelas vans oficiais e pelo Trem do Corcovado. Contudo, o espaço de circulação no trecho final ficará mais restrito enquanto as equipes executam a obra.
Obras incluem novos elevadores para ampliar acessibilidade
Além de substituir as escadas rolantes, o projeto instalará dois elevadores inclinados para atender pessoas com deficiência e visitantes com mobilidade reduzida.
Atualmente, o percurso entre o Centro de Atendimento ao Visitante e o monumento tem 80 degraus. Durante as obras, o ICMBio usará cinco carros escaladores e cinco cadeiras escaladoras automatizadas para transportar esse público.
O atendimento será gratuito e contará com profissionais treinados.
“Vamos acompanhar a obra constantemente e com o suporte inédito de cadeiras e carros escaladores para o público com mobilidade reduzida”, afirmou a chefe do Parque Nacional da Tijuca, Viviane Lasmar.
Segundo o instituto, os novos equipamentos de acesso terão capacidade para transportar até 6 mil pessoas por hora depois da conclusão dos serviços.
Escadas atuais funcionam há mais de 20 anos
As escadas rolantes que atendem o Alto Corcovado operam há mais de duas décadas. Por isso, o ICMBio afirma que a modernização se tornou necessária para atualizar a estrutura e melhorar a circulação de visitantes.
A restrição temporária de público busca reduzir riscos durante a obra e evitar que o fluxo intenso comprometa a segurança no local.
O investimento previsto soma cerca de R$ 15 milhões. Os recursos vêm de compensação ambiental relacionada à plataforma P-56, na Bacia de Campos.
Parque da Tijuca terá cooperação técnica com Prefeitura do Rio
O anúncio da reforma também marcou a assinatura de um acordo de cooperação entre o ICMBio e a Prefeitura do Rio para a gestão técnica do Parque Nacional da Tijuca.
A parceria terá duração de cinco anos e envolverá pelo menos 19 órgãos municipais. As equipes deverão atuar em ações de preservação ambiental, manutenção de estruturas, ordenamento público e apoio ao turismo.
O presidente do ICMBio, Mauro Pires, afirmou que o acordo amplia a capacidade de proteção da unidade de conservação.
“A parceria com a prefeitura resgata a oportunidade de cuidar ainda melhor do parque, enfrentar desafios da pressão urbana e servir de modelo para outros lugares”, declarou.
O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) também destacou a integração entre os órgãos.
“Trabalhar em parceria com o ICMBio significa somar esforços para cuidar de um dos nossos principais cartões-postais, qualificar a experiência dos visitantes e garantir que esse patrimônio continue sendo motivo de orgulho para os cariocas”, afirmou.








