
STF: julgamento sobre crise do Banco Master termina com 4 a 3 e pedido de vista | Alejandro Zambrana/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) terminou nesta terça-feira (15) a primeira sessão sobre a crise envolvendo o Banco Master com placar de 4 votos a 3 para manter separadas as análises sobre o ministro Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça.
O presidente do STF, Edson Fachin, votou pela separação dos casos e foi acompanhado por Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.
Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam a análise conjunta. Flávio Dino, que inicialmente acompanhou essa corrente, pediu vista após um confronto entre Gilmar Mendes e André Mendonça, suspendendo o julgamento.
Entenda a crise
A disputa aumentou depois que Mendonça retirou o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre o caso Banco Master. Um dos documentos aponta 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, além de encontros entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.
Moraes acusou Mendonça de divulgar informações de forma seletiva e omitir documentos. Mendonça negou e afirmou ter mantido sob sigilo apenas dados necessários à preservação de investigações em andamento e informações de terceiros.
A discussão também envolve o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Zanin e Gilmar pediram acesso integral ao material. A Polícia Federal confirmou na segunda-feira (14) que entregou cópias aos três gabinetes.
Diante do conflito, Fachin decidiu separar as análises. O julgamento foi suspenso após o pedido de vista de Dino.








