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Aniimo estreia grátis com 100 mil jogadores e deixa você virar os próprios monstros

Personagem e criaturas de Aniimo no mundo aberto de Idyll.

Aniimo estreia grátis com 100 mil jogadores e deixa você virar os próprios monstros | Divulgação/Pawprint Studio

Aniimo mal saiu do spawn e já encontrou uma multidão. O RPG gratuito de captura de criaturas da Pawprint Studio alcançou pico de 100 mil jogadores nas primeiras 12 horas após o lançamento para PC e consoles, nesta quarta-feira (16).

Disponível gratuitamente no Steam, Epic Games Store, PlayStation 5 e Xbox, o título chega como uma das principais apostas do mês para quem gosta de montar equipes de criaturas, explorar biomas e caçar variantes raras. Uma versão para Android e iOS está marcada para 23 de setembro, com progressão compartilhada entre PC e dispositivos móveis.

À primeira vista, a comparação com Pokémon é inevitável. Há criaturas espalhadas pelo mundo, captura, elementos, fraquezas, evoluções e montagem de equipe. No entanto, Aniimo tenta encontrar espaço próprio com uma mecânica central diferente: o jogador pode se transformar na criatura capturada e assumir diretamente seus movimentos e habilidades.

É quase como trocar o “eu escolho você” pelo “agora eu sou você”.

Aniimo mistura captura, mundo aberto e combate direto

A aventura acontece no continente de Idyll, um mundo aberto onde os chamados Pathfinders encontram criaturas em diferentes regiões, horários, condições ambientais e fenômenos.

A Pawprint criou o jogo em torno de um sistema chamado Twining. Em vez de apenas mandar o Aniimo atacar, o jogador pode criar um vínculo com ele e assumir sua forma, explorando o cenário e participando dos combates pela perspectiva da própria criatura.

Essa mecânica também entra na exploração. Determinados Aniimos possuem habilidades de mobilidade ou interação capazes de abrir caminhos e resolver desafios específicos.

A estrutura lembra, em alguns momentos, os puzzles encontrados nos santuários de The Legend of Zelda: Breath of the Wild: o jogo apresenta uma habilidade e depois pede que o jogador descubra como utilizá-la para avançar.

Criaturas mudam conforme região, clima e evolução

A captura não se resume a completar uma Pokédex com outro nome.

Aniimo possui formas alternativas, linhas evolutivas e variantes, enquanto algumas criaturas aparecem sob condições específicas do ambiente.

A própria descrição oficial informa que os encontros podem depender de bioma, clima, fenômenos e horário do dia. A wiki mantida pela Pawprint também detalha criaturas com diferentes formas, habitats, elementos, habilidades de exploração e características próprias.

Algumas variantes mudam apenas visualmente. Outras podem alterar elementos, atributos e funcionamento em combate.

Cada Aniimo possui ainda características próprias, habilidades ativas e uma habilidade passiva. Elementos entram no velho jogo de forças e fraquezas, enquanto a composição do grupo passa a importar conforme o tipo de desafio.

O diferencial é entrar na pele do Aniimo

É aqui que o jogo se distancia mais claramente da fórmula tradicional.

Durante o combate, o Pathfinder pode atuar dando suporte à criatura ou utilizar o Twining para controlá-la diretamente.

A Pawprint diz que essa ideia esteve no centro do projeto desde o início: a equipe queria que o jogador não apenas colecionasse criaturas, mas pudesse “tornar-se” um Aniimo e experimentar o mundo por seus sentidos e habilidades.

A comparação com Palworld também aparece pela estrutura de mundo aberto e pela integração das criaturas a outras atividades. Entretanto, Aniimo não coloca armas de fogo nas mãos do protagonista como parte central de sua fórmula.

Há ainda uma área doméstica que pode ser desenvolvida. Os Aniimos ajudam em atividades do espaço, que possui construção, decoração, produção e eventos próprios. Após os testes, a Pawprint ampliou esse sistema para uma área com múltiplos setores e adicionou novos comportamentos às criaturas que permanecem na base.

É gacha? Aniimo chegou com uma solução menos simples

Aniimo é free-to-play e possui compras dentro do jogo. A quantidade de moedas, passes, itens e sistemas pode lembrar imediatamente um gacha.

Mas há uma diferença importante: as criaturas não dependem de pulls pagos para serem obtidas. A proposta da Pawprint é permitir que todos os Aniimos sejam conquistados jogando, embora existam loja premium, cosméticos e formas de acelerar ou facilitar partes da progressão.

A discussão não surgiu do nada.

Durante os testes, um dos sistemas mais criticados envolvia a captura da lendária Irisalis. O jogador precisava repetir tentativas, consumir recursos e ainda depender de sorte.

A própria Pawprint reconheceu que a combinação de custo, repetição e aleatoriedade havia transformado um encontro que deveria ser especial em uma tarefa cansativa.

Para o lançamento, o estúdio refez a mecânica.

Agora, o jogador coleta tokens lendários explorando o mundo e avançando na história. Depois, fabrica um Legendary Aniipod, desbloqueia uma missão exclusiva, derrota Irisalis e realiza a captura dentro dessa sequência narrativa.

Segundo a desenvolvedora, esse modelo servirá de base para os futuros encontros com Aniimos lendários.

Progressão também mudou depois das reclamações

Irisalis não foi a única vítima do balance patch pré-lançamento.

A Pawprint simplificou sistemas de treinamento, eliminou slots aleatórios de runas, removeu o próprio sistema de runas e facilitou o reaproveitamento de investimentos quando o jogador decide trocar a criatura que está evoluindo.

As variantes Prismana também passaram por mudanças. A chance básica de ativação foi nivelada, enquanto o sistema de garantia permaneceu. Além disso, capturas podem gerar um Lucky Strike, aumentando a energia da região e criando chance de atrair essas formas especiais.

A consequência é uma tentativa clara de reduzir a sensação de que o jogador está lutando contra várias camadas de RNG antes mesmo de lutar contra um monstro.

PvE, PvP e disputa entre jogadores dividem espaço

Aniimo não fica restrito à campanha e à coleção.

O jogo oferece atividades PvE, modos competitivos PvP e experiências nas quais exploração e confronto entre equipes acabam se cruzando.

Um exemplo é Operation: Egg Heist, no qual grupos entram nas Lost Isles, coletam recursos e podem enfrentar outras equipes enquanto tentam garantir ovos raros. O modo recebeu mudanças após os testes e ganhou até uma variante de maior dificuldade chamada Chaos Mode.

Portanto, quem quiser apenas explorar e completar a coleção encontra conteúdo para isso, enquanto jogadores interessados em testar suas builds contra outros Pathfinders também têm uma arena reservada.

Lançamento tem recompensas gratuitas

Para celebrar a estreia, a Pawprint abriu uma série de recompensas e eventos temporários.

Entre os benefícios divulgados estão itens de captura gratuitos, ovos, cosméticos, moedas, trajes e a possibilidade de escolher uma forma Prismana rara conforme o progresso nas atividades do lançamento.

O site oficial também registra mais de 34 milhões de pré-registros globais, que desbloquearam recompensas coletivas antes da abertura dos servidores.

A estreia em grande escala trouxe uma consequência previsível. A própria Pawprint alertou que o volume inicial de Pathfinders poderia provocar filas para entrar nos servidores e carregamentos mais demorados.

Com 100 mil jogadores simultâneos nas primeiras 12 horas, parece que havia mesmo bastante gente esperando na porta de Idyll.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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