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São Gonçalo: Adolescente matou a mãe e escondeu corpo em barril enterrado num poço selado a concreto

Barril plástico (tambor), selado com uma espessa camada de concreto, retirado de um poço, após adolescente confessar que matou a mãe e indicar o local onde escondeu seu corpo aos agentes da DHNSG | Divulgação/Polícia Civil

Barril plástico (tambor), selado com uma espessa camada de concreto, retirado de um poço, após adolescente confessar que matou a mãe e indicar o local onde escondeu seu corpo aos agentes da DHNSG | Divulgação/Polícia Civil

Por André Freitas, de NITERÓI, às 13h55 — A Polícia Civil do Rio de Janeiro elucidou, nesta sexta-feira (12), o caso da adolescente de 14 anos que matou a mãe e escondeu o corpo em um barril enterrado num poço selado a concreto, em São Gonçalo. Agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) apreenderam a menor, assim como e prenderam o namorado dela, de 21 anos.

Avanço da investigação resultou em confissão do crime pela adolescente

As autoridades apontam ambos como responsáveis pelo homicídio de Rosa Maria e pela ocultação do cadáver no Complexo do Anaia.

Inicialmente, a equipe policial tratava o fato como um desaparecimento. No entanto, o cenário mudou após os investigadores confrontarem os suspeitos com provas técnicas. Assim sendo, a adolescente confessou o ato infracional na última quarta-feira (11) e indicou o local exato onde escondeu o corpo da mãe.

Motivos que levaram a adolescente a supostamente matar a mãe

As investigações, a princípio, indicam que conflitos familiares, decorrentes do relacionamento da menor com o rapaz, motivaram o crime. Nesse sentido, a polícia afirma que o casal agrediu Rosa Maria com golpes de madeira na cabeça, ação que causou a morte da vítima.

Ocultação no Complexo do Anaia

A crueldade na ocultação do cadáver chamou a atenção dos agentes. Os suspeitos colocaram o corpo da vítima em um tonel e, em seguida, transportaram para o quintal da residência do rapaz. Chegando lá, jogaram o recipiente em um poço profundo. Por fim, aterraram o buraco e o selaram com concreto, numa tentativa de impedir a descoberta.

Poço profundo localizado no quintal da residência no Complexo do Anaia, em São Gonçalo. Segundo a polícia, o barril com o corpo da vítima foi jogado neste local, que posteriormente foi aterrado e selado com concreto para dificultar as buscas. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Poço profundo localizado no quintal da residência no Complexo do Anaia, em São Gonçalo. Segundo a polícia, o barril com o corpo da vítima foi jogado neste local, que posteriormente foi aterrado e selado com concreto para dificultar as buscas. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

As equipes de resgate precisaram usar equipamentos específicos para romper a camada de concreto e remover o material.

Barril plástico (tambor) onde o corpo de Rosa Maria foi encontrado pelos agentes da DHNSG. O recipiente estava selado com uma espessa camada de concreto, exigindo o uso de equipamentos específicos para a remoção do cadáver. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Barril plástico (tambor) onde o corpo de Rosa Maria foi encontrado pelos agentes da DHNSG. O recipiente estava selado com uma espessa camada de concreto, exigindo o uso de equipamentos específicos para a remoção do cadáver. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Desfecho legal

A polícia encaminhou o homem de 21 anos ao sistema prisional, onde ele permanece à disposição da Justiça. Por outro lado, a Justiça determinou a apreensão da jovem de 14 anos, que cumprirá medidas socioeducativas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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