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Clubes comentam premiação que Ferj vai oferecer na Série A2

Campeão da Série A2 em 2025, o Bangu recebeu R$ 150 mil como prêmio. Foto: Bangu A.C.

Daqui a exatamente seis semanas, em 18 de abril, o Campeonato Carioca da Série A2 terá início. E para 2026, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, a Ferj, dará um robusto valor aos times participantes. Com isso, há a expectativa de que o nível técnico seja mais alto por causa da quantia oferecida. E os presidentes de três clubes que vão jogar o torneio comentaram sobre a premiação que a Ferj vai oferecer neste ano.

No início desta semana, na segunda-feira (2), a Ferj realizou em sua sede, no Maracanã, na Zona Norte carioca, a reunião do Conselho Arbitral para divulgar os valores. O campeão receberá 400 mil reais. O vice vai ganhar R$ 150 mil. O terceiro colocado levará 90 mil e o quarto, 80 mil. Do 5ª ao 8º lugar, cada clube vai receber 40 mil. E os demais, ou seja, do 9º ao 12º, 30 mil cada. Com isso, todos os times vão levar um valor em dinheiro, inclusive quem ficar na última posição na tabela e, consequentemente, cair para a Série B1, a terceira divisão estadual.

O portal Folha do Leste buscou contato com alguns dirigentes e teve resposta dos representantes do Bonsucesso, do Araruama e do São Gonçalo.

Valor insuficiente para cobrir gastos

Para George Joaquim Ferreira, presidente do Rubro-Anil da Leopoldina, na Zona Norte do Rio, o valor é baixo. Ele salientou que o gasto do clube na Série B1, em 2025, quando foi vice-campeão – perdeu o título para o Serrano, de Petrópolis, mas conseguiu o acesso à A2 -, foi superior à quantia que a Ferj vai destinar ao campeão deste ano.

Infelizmente o prêmio é muito pouco. O valor de 400 mil não pagaria as despesas que os investidores do futebol do Bonsucesso tiveram no ano passado com a B1. Para se ter uma ideia, o total gasto foi entre 200 a 300 mil a mais. Infelizmente a segunda divisão não tem os holofotes da grande mídia. Talvez essa medida seja o máximo que federação consiga fazer no momento”, afirma.

Neste ano, o Bonsucesso virou uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). E um dos responsáveis é o gestor Thiago Abrahão. Ele concordou com Ferreira sobre o valor ser baixo. Mas pondera que a iniciativa da federação é bem-vinda.

Eu concordo com o presidente George Joaquim que o valor, para a nossa realidade, é baixo. Mas fico feliz em ver a Ferj dar um aumento ao valor da premiação de forma substancial. Isso significa, no meu entendido, que a federação quer valorizar o produto. Ou seja, para mim, é um passo bem positivo”, salienta.

Vice-campeão da B1 em 2025, Bonsucesso vai jogar a segundona este ano. Foto: Agência Ferj.

Clubes do Leste Fluminense também opinam

Tanto o Araruana quanto o São Gonçalo disputaram a semifinal da segundona no passado. Por isso, ambos os clubes receberam um valor já em 2025. Entretanto, a quantia foi menor em comparação com o que a Ferj vai pagar para a edição de 2026. Dessa forma, os presidentes de ambos os clubes gostaram do valor atual.

Finalista no ano passado, o São Gonçalo perdeu o título para o Bangu. Foto: Divulgação.

Para o presidente do São Gonçalo Reginaldo Assad, o aumento do prêmio vai influenciar positivamente os atletas.

Em se tratando de uma das competições mais difíceis, a Série A2 deste ano vai ganhar em qualidade com esse incentivo. Pois esse valor certamente vai ser passado aos jogadores como premiação”, comentou Assad.

Álvaro Mikele, presidente do Araruama, diz estar “satisfeito com os esforços da Federação” para aumentar o nível da competição. E em relação ao valor do prêmio da segundona, defende que a quantia poderia ser melhor distribuída. Mas também elogia a novidade para este ano.

semitinalista da segundona no ano passado. Foto: Araruama F.C.

Araruama foi semitinalista da segundona no ano passado. Foto: Araruama F.C.

Estamos satisfeitos com os esforços da federação e das empresas que patrocinam o campeonato. Isso é muito importante para desenvolver o futebol no estado. Agora em relação ao prêmio, penso que o ideal seria dividir igualmente o valor com todos os clubes para dar mais equilíbrio às finanças dos times. Mas a Ferj entende que a quantia tem estar diretamente ligada ao desempenho na tabela. Até concordo que o campeão, por levar o título, deve receber mais. Entretanto, isso já é um passo gigantesco para esse ano. Penso que também seria o ideal haver uma premiação para todas as divisões. E seria interessante se os custos de participação fossem mais baixos, pois teríamos mais dinheiro para investirmos nos atletas e na estrutura das instalações que oferecemos a eles”, pontuou Mikele.

A título de comparação, o Araruama, terceiro colocar em 2025, recebeu por volta de 70 mil reais. Já o São Gonçalo, vice-campeão, recebeu R$ 80 mil. No ano passado, o Bangu, campeão da segundona, recebeu R$ 150 mil.

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