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Procuradoria Eleitoral opina para deixar Carlos Jordy inelegível

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro se manifestou no escopo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) opinando a favor da inelegibilidade do deputado federal Carlos Jordy (PL) pelo período de oito anos. Os autores do pedido se tratam do Ministério Público Eleitoral, assim como da coligação “Por Amor a Niterói” e seu candidato, o atual prefeito de Niterói, Rodrigo Neves. Já o fundamento do pedido consiste em abuso de poder econômico através do jornal O Fluminense.

O prazo começaria a contar a partir do pleito de 2024, quando o parlamentar disputou — e perdeu — a eleição para prefeito de Niterói. O processo, que agora tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), tem como relatora a Desembargadora Kátia Valverde Junqueira. A manifestação da Procuradoria ocorreu à pedido da magistrada.

A resposta, em total desfavor de Carlos Jordy, veio acompanhada de argumentos contundentes contra o parlamentar e a postura adotada por ele, juntamente com O Fluminense, no pleito eleitoral passado. Principalmente, no trecho em que o Procurador Regional Eleitoral Flávio Paixão de Moura Júnior acusa o veículo de dar apoio a Carlos Jordy além dos limites jornalísticos.

“O Jornal ‘O Fluminense’ ultrapassou os limites do jornalismo informativo e plural, assumindo postura escancaradamente favorável ao candidato ‘Carlos Jordy’, com reiteradas manifestações positivas à sua candidatura e sistemáticos e veementes ataques ao então candidato Rodrigo Neves, associando-o, inclusive, a atos de corrupção não comprovados, sem que lhe fosse oportunizado sequer o direito de resposta”, diz o procurador.

O representante da Procuradoria Eleitoral ainda disse que a veiculação de notícias desfavoráveis apenas a Rodrigo Neves ao mesmo tempo em que somente publicava conteúdos enaltecendo Carlos Jordy configurariam um fato conteúdo probatório. Para o procurador, isso comprometeu o equilíbrio do pleito, independentemente de Jordy não ter vencido a disputa.

“Não se faz necessário, para configuração do ilícito, o potencial de efetivamente modificar o resultado das eleições, exigindo-se, apenas, a gravidade das circunstâncias que caracterizam o ato abusivo”, aduz no parecer.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral

A mencionada AIJE tem como autores o Ministério Público Eleitoral, assim como o atual prefeito da cidade, Rodrigo Neves e sua coligação  “Por Amor a Niterói” na época da eleição. O caso gira em torno da acusação de uso indevido do jornal O Fluminense durante as eleições municipais de 2024, em Niterói. Além de Jordy, Lindomar Alves Lima, proprietário do periódico, figura como réu.

Inicialmente, em primeira instância, a AILE teve sentença julgando totalmente improcedentes os pedidos. A Justiça Eleitoral de Niterói, encarregada da apreciação do processo entendeu que “não restou demonstrado nos autos, a alegada gravidade na conduta dos representados, a dar ensejo a eventual desequilíbrio no processo eleitoral”.

Porém, tanto o Ministério Público quanto a Rodrigo Neves e sua coligação entenderam de forma diferente e recorreram ao TRE-RJ. Agora, caberá à corte, sobretudo após essa manifestação da procuradoria, deliberar sobre o futuro político de Carlos Jordy.

André Freitas
Diretor-Executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Radialista e Jornalista desde a década de 1990. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Tem vasta experiência na cobertura da editoria de política em razão dos cargos públicos que exerceu nos poderes Legislativo e Executivo: Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes, além da Alerj e ainda na Prefeitura de Niterói. Dirigiu a Rádio Absoluta por 15 anos, onde apresentou programas noticiosos diários. Pela emissora, cobriu por mais de uma década a seleção brasileira de futebol e esteve em duas Copas do Mundo e uma Olimpíada. Narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, tem 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Trabalhou, também, nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e (Litorânea/ES). Exerceu cargo de editor-chefe em Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ). Colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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