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Saiba onde Mestre Ciça vai desfilar com a bateria no desfile em sua homenagem na Unidos do Viradouro

Folha do Leste desvenda mistério sobre homenagem a Ciça sobre onde o Mestre de Bateria e também enredo da Viradouro vai desfilar. A escola deve deve repetir feito histórico de 2007, com ritmistas sobre carro alegórico.

Folha do Leste desvenda mistério sobre homenagem a Ciça sobre onde o Mestre de Bateria e também enredo da Viradouro vai desfilar. A escola deve deve repetir feito histórico de 2007, com ritmistas sobre carro alegórico | Reprodução

Há uma pergunta que movimenta os bastidores do Carnaval 2026: Onde o Mestre Ciça vai desfilar na Viradouro, no enredo que o homenageia? A resposta veio nesse domingo, com a nossa análise técnica do caderno oficial do desfile da vermelho e branco de Niterói.

André Freitas
Por André Freitas
Diretor-executivo e repórter do Folha do Leste, desde os anos 1990 cobrindo carnaval direto da Marquês de Sapucaí
Do Rio de Janeiro EM TEMPO REAL

O Livro abre-alas, geralmente dado a julgadores e acessado pela imprensa afirma que o mestre será consagrado no alto do 6º carro alegórico, juntamente com sua bateria e músicos.

Mas instantes antes da escola entrar na avenida, surgiu outra surpresa na hora do desfile. Essa, totalmente fora do livro. Simplesmente, Ciça deixou o diretor Marquinhos com a bateria no primeiro recuo para desfilar na Comissão de Frente.

Como resultado, a bateria não fará uso do recuo do espaço Candonga. Porque todos os responsáveis pela parte musical do desfile estarão integrados ao módulo cenográfico durante toda a apresentação na Marquês de Sapucaí. Além disso,

O texto descritivo afirma que “a bateria desfila sobre a inovação alegórica de 2007”. Portanto, não há menção a descida estratégica nem referência a troca no segundo recuo. Dessa forma, a leitura mais coerente é de permanência integral sobre a estrutura.

Além disso, o conjunto musical aparece listado dentro da própria descrição do carro. Wander Pires, instrumentistas e cantores de apoio integram o módulo cenográfico. Assim, o carro não funciona apenas como alegoria visual, mas também como plataforma sonora embarcada.

Sem recuo

Veja carro onde Mestre Ciça deve desfilar com sua bateria a seus pés pela Viradouro no Carnaval 2026

Veja carro onde Mestre Ciça vai desfilar com sua bateria a seus pés pela Viradouro no Carnaval 2026

Tradicionalmente, o segundo recuo representa o momento de estabilização rítmica da escola. No entanto, ao configurar a bateria como ala elevada, a Viradouro altera essa lógica. Em vez da parada clássica no chão, a escola sinaliza verticalização contínua do espetáculo.

Consequentemente, o impacto visual se mantém do primeiro ao último setor da Avenida. Ao mesmo tempo, a dramaturgia do enredo se fortalece, pois a imagem da Furacão Vermelho e Branco “aos pés do Mestre” permanece constante.

Do ponto de vista estrutural, a solução exige base reforçada para 282 ritmistas. Além disso, demanda monitoramento acústico preciso e sincronização direta com o canto embarcado. Por outro lado, a permanência no alto entrega monumentalidade contínua e reforça a mensagem de apoteose e catarse do setor.

O tema “PRA CIMA, CIÇA!” não surge como efeito pontual. Pelo contrário, ele sintetiza a proposta estética do desfile. Ao elevar a bateria durante todo o percurso, a escola transforma a homenagem em imagem permanente.

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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