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Prêmio Estandarte de Ouro 2026: Conheça as escolas de samba vencedoras de todas as categorias

Prêmio Estandarte de Ouro 2026: Conheça as escolas de samba vencedoras de todas as categorias

Prêmio Estandarte de Ouro 2026: Conheça as escolas de samba vencedoras de todas as categorias

Os jornais O Globo e Extra divulgaram, agora há pouco, as escolas de samba vencedoras do Prêmio Estandarte de Ouro edição Carnaval 2026. A maior de todas as premiações — a de melhor escola dos três dias — ficou para a Unidos do Viradouro. A agremiação niteroiense desfilou no domingo de carnaval com uma memorável homenagem em vida ao Ciça, seu Mestre de Bateria.

André Freitas
Por André Freitas
Diretor-executivo e repórter do Folha do Leste, desde os anos 1990 cobrindo carnaval direto da Marquês de Sapucaí
Do Rio de Janeiro • EM TEMPO REAL

 

Além da Viradouro, outras duas escolas de samba chegaram à finalíssima do chamado Oscar do Samba de 2026: Imperatriz Leopoldinense, pelo desfile de domingo (15); e Vila Isabel, eleita a melhor de terça-feira (17).

Comissão de Frente da Viradouro, cujo elemento alegórico de apito do mestre se transforma no emblemática forma arquitetônica da Praça da Apoteose de Oscar Niemeier | Alex Ferro/Riotur

Comissão de Frente da Viradouro, cujo elemento alegórico de apito do mestre se transforma no emblemática forma arquitetônica da Praça da Apoteose de Oscar Niemeier | Alex Ferro/Riotur

A agremiação de Niterói também conquistou o prêmio de Mestre-Sala com Julinho, assim como a de Comissão de Frente. Enquanto o bailarino representou um tributo à Deixa Falar — primeira escola de samba da história — a abertura da agremiação representou o chão sagrado do Estácio, onde essa pioneira agremiação surgiu.

Julinho e Rute representaram pioneirismo da Deixa Falar, a primeira a se autodenominar “escola de samba” e berço do ritmo “pra cima” de Mestre Ciça | Alex Ferro

Lá, onde samba foi berço…

Tal chão sagrado iniciou o ainda menino Ciça, nascido e criado no Morro de São Carlos, nos fundamentos do ritmo, do carnaval e da tradição das escolas de samba.

O velho Leão desperta o menino Moacyr, que depois se tornaria o Mestre Ciça | Alex Ferro/Riotur

O velho Leão desperta o menino Moacyr, que depois se tornaria o Mestre Ciça | Alex Ferro/Riotur

Já no conjunto da obra, Ciça ganhou seu segundo Estandarte de Ouro da vida, mas agora como Personalidade. Anteriormente, havia vencido apenas uma vez: no quesito Bateria pela União da Ilha, em 2017.

Ciça no alto do elemento alegórico na Comissão de Frente | João Salles/Riotur

Ciça no alto do elemento alegórico na Comissão de Frente | João Salles/Riotur

 

Por fim, a Viradouro ainda levou o prêmio de Melhor Enredo, com  “Pra Cima, Ciça!” Literalmente, com cinco Estandartes de Ouro!

Tripé "Lá... Onde o Samba Fez Berço", resgata a musicalidade ancestral do Estácio, berço do samba urbano e das escolas de samba, herança cultural que inspirou o menino Moacyr, representado aqui como um pequeno leão em meio ao lirismo dos antigos carnavais | Rafael Catarcione/Riotur

Tripé “Lá… Onde o Samba Fez Berço”, resgata a musicalidade ancestral do Estácio, berço do samba urbano e das escolas de samba. Acima de tudo, herança cultural que inspirou o menino Moacyr, representado aqui como um pequeno leão em meio ao lirismo dos antigos carnavais | Rafael Catarcione/Riotur

Para justificar a premiação, o júri da premiação de O Globo teceu as seguintes considerações:

“Ficou a clareza de que a escola soube explorar com maestria o carisma dessa figura, tanto como representante do sambista tradicional quanto pela sua presença marcante. Ciça abriu e fechou o desfile. Após se apresentar na comissão de frente, foi de moto encontrar os ritmistas da Viradouro, que foram posicionados no final. Junto com a bateria, o mestre subiu em um carro alegórico, acompanhado pela atriz Juliana Paes — que voltou ao posto de rainha após um hiato de 17 anos. De lá, Ciça regeu a escola de cima.

Demais premiações

No geral, 14 jurados do Estandarte de Ouro apontaram uma finalista por dia do Grupo Especial. O anúncio aconteceu ao final de cada noite de apresentações. Portanto, a Viradouro, como representante da segunda-feira (16), levou a melhor sobre Imperatriz e Vila Isabel, respectivamente apontas como melhores de domingo e terça-feira.

Figurante da Imperatriz Leopoldinense interpreta Ney Matogrosso na Sapucaí, no enredo "Camaleônico" em homenagem cantor | Bianca Santos/Riotur

Figurante da Imperatriz Leopoldinense interpreta Ney Matogrosso na Sapucaí, no enredo “Camaleônico” em homenagem cantor | Bianca Santos/Riotur

No ano em que um Mestre entrou para a história, o título na categoria Bateria ficou com a Unidos da Tijuca, sob a batuta do consagrado Casagrande. Com apresentação mais convencional, porém irretocável, a Pura Cadência deu um show de ritmo e sustentação de todo desfile da amarelo-ouro e azul-pavão do Morro do Borel. Ressaltamos, ainda, que a Tijuca desfilou, imediatamente, após a Viradouro, fechando a noite de segunda-feira (17).

Se de um lado a Viradouro teve Julinho como o Mestre-Sala, do outro a Estação Primeira de Mangueira ficou a premiação de Porta-Bandeira. Cintya Santos desfilou personificando os participantes do ritual sagrado Turé, dos povos originários do Amapá. O estado do extermo-norte brasileiro esteve no centro da homenagem ao centenário Mestre Sacaca, membro ativo da cultura popular e célebre curandeiro.

Academia do Samba

O Salgueiro venceu em uma categoria: Puxador — Igor Sorriso, na linda homenagem à carnavalesca Rosa Magalhães, falecida em junho de 2024. Igor Sorriso venceu na categoria pela primeira vez, mas em 2011, quando estreou, recebeu o Estandarte de Ouro de Revelação.

Nilopolitana

Em seu primeiro ano sem contar com Neguinho da Beija-Flor liderando seu time de cantores, a Beija-Flor de Nilópolis teve a intérprete Jéssica Martin consagrada como Revelação, sendo este o único prêmio da escola.

Vila Isabel

A Vila Isabel, finalista da premiação pelo desfile de terça-feira, ganhou o prêmio de melhor samba-enredo. De igual forma, venceu também na categoria Inovação, com seu tamborim quadrado, em seu desfile de forte densidade simbólica em homenagem a Heitor dos Prazeres.

 

Alas

Vale ressaltar que esse ano tivemos o retorno de Fantasias como premiação após décadas de ausência. Nesse sentido, a finalista Imperatriz Leopoldinense ficou com o troféu. Paraíso do Tuiuti teve suas Baianas premiadas, enquanto a Mocidade Independente de Padre Miguel ficou  com o prêmio para sua Ala de Passistas. 

Vencedores da Série Ouro

 

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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