
Ponte Preta encerra paralisação após seis dias, mas salários seguem atrasados | Divulgação/Ponte Preta
Os jogadores da Ponte Preta encerraram na terça-feira (1º) uma paralisação de seis dias e retomaram os treinamentos mesmo sem solução para os salários atrasados. Segundo o advogado Filipe Rino, que representa atletas envolvidos no movimento, a diretoria não efetuou pagamentos nem apresentou uma resposta capaz de encerrar a crise financeira.
A greve começou em 26 de agosto, quando os jogadores entregaram uma carta assinada à direção. O grupo apontou atrasos salariais que, de acordo com o advogado, já alcançam seis meses.
Apesar do impasse, o elenco decidiu voltar ao trabalho e disputar normalmente a sequência da Série B do Campeonato Brasileiro. A Ponte enfrenta o São Bernardo no domingo (6), às 18h30, no Moisés Lucarelli, pela 26ª rodada.
“Voltaram a treinar e vão para o jogo. Os jogadores fizeram a paralisação esperando que a diretoria se pronunciasse, comparecesse, efetuasse algum pagamento, desse alguma satisfação, mas nada mudou”, afirmou Filipe Rino ao Estadão.
Jogadores retornam sem pagamento ou acordo
A volta aos treinamentos não significa que o conflito tenha terminado.
Segundo o advogado, nenhuma das principais reivindicações apresentadas pelo elenco recebeu solução durante os seis dias de paralisação.
Os jogadores esperavam algum pagamento ou, ao menos, uma manifestação formal da direção sobre como o clube pretende regularizar a situação.
Ainda assim, optaram por retomar as atividades.
“Em respeito à instituição, mesmo com a diretoria permanecendo inerte, eles resolveram voltar e continuar o campeonato, respeitando a instituição e a torcida”, declarou Rino.
Portanto, o retorno encerra a interrupção dos treinamentos, mas não resolve a dívida salarial relatada pelos atletas.
Greve começou com carta entregue à diretoria
O elenco iniciou a paralisação na quarta-feira, 26 de agosto.
Na ocasião, os jogadores formalizaram o movimento por meio de uma carta entregue à diretoria da Ponte Preta.
A principal reclamação envolve os salários em atraso. De acordo com a representação dos atletas, o período acumulado chega a seis meses.
A situação levou o grupo a suspender as atividades por quase uma semana, aumentando a pressão sobre uma administração já envolvida em uma grave crise financeira.
Advogado critica postura da diretoria
Filipe Rino também responsabilizou a direção pela continuidade do impasse.
“Apenas mais uma prova de que a Diretoria não está preocupada com a situação”, afirmou.
A declaração representa a posição do advogado dos atletas. A retomada dos treinos, portanto, não deve ser interpretada como concordância com a situação financeira nem como desistência das cobranças.
Na prática, os jogadores decidiram manter os compromissos esportivos enquanto a disputa pelos pagamentos continua.
Série B volta ao centro das atenções
Com o retorno, a Ponte Preta tenta reorganizar a preparação para o próximo compromisso.
A equipe recebe o São Bernardo no domingo (6), às 18h30, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
O duelo vale pela 26ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.
Depois de seis dias sem treinamento coletivo regular, a comissão técnica terá poucos dias para preparar o time.
Assim, a crise financeira passa a produzir também uma consequência esportiva direta: o elenco precisa retomar o ritmo competitivo em meio a um conflito trabalhista ainda sem solução.
Ponte volta a campo com crise aberta nos bastidores
O fim da paralisação evita, por enquanto, uma ruptura no calendário da equipe.
Entretanto, a causa que levou os jogadores a interromperem os trabalhos permanece, segundo a representação do elenco.
A Ponte, portanto, chega ao duelo contra o São Bernardo em uma situação incomum: os atletas voltaram a treinar e confirmaram presença em campo, mas seguem cobrando salários atrasados e uma posição efetiva da diretoria.
A bola volta a rolar. A crise, não.








