Um terremoto no Peru deixou pelo menos cinco mortos, mais de 20 feridos e cerca de 300 desalojados na região central do país. O tremor de magnitude 5,5 ocorreu na noite de sábado (18), e provocou desabamentos nas proximidades de Huancayo.
Equipes de emergência permanecem nas áreas atingidas neste domingo, 19 de julho. Além disso, as autoridades ainda tentam determinar quantas pessoas estão desaparecidas sob os escombros.
Terremoto no Peru derruba casas e prédios históricos
O abalo danificou ou destruiu diversas construções na região andina. Entre os imóveis afetados estão residências, uma igreja e um convento.
A comunidade agrícola de Chongos Bajo aparece entre as localidades mais atingidas. No local, moradores passaram a noite ao ar livre, protegidos por cobertores, diante do risco de novos desabamentos.
Imagens divulgadas por veículos locais também mostraram animais presos entre os escombros. Enquanto isso, bombeiros, policiais e equipes médicas realizaram buscas e avaliaram a segurança das estruturas.
O Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru informou que o total de desaparecidos ainda não havia sido confirmado até a atualização mais recente.
Epicentro ficou próximo à cidade de Sicaya
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o terremoto ocorreu às 21h24 no horário local, correspondente às 23h24 em Brasília.
O epicentro ficou a aproximadamente dois quilômetros de Sicaya, na província de Huancayo. Além disso, o tremor ocorreu a cerca de dez quilômetros de profundidade.
Por ser relativamente raso, o abalo produziu maior intensidade na superfície. Dessa forma, mesmo uma magnitude considerada moderada pode causar danos graves em áreas povoadas e com construções vulneráveis.
O Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo apresentou uma medição inicial diferente. O órgão calculou magnitude 5,6 e profundidade de aproximadamente 22 quilômetros.
Diferenças entre as estimativas são comuns nas primeiras horas após um terremoto. Posteriormente, as agências revisam os dados com base em uma quantidade maior de registros sísmicos.
Moradores deixam casas por risco de desabamento
Centenas de pessoas precisaram abandonar suas residências após o tremor.
Além das casas completamente destruídas, outros imóveis apresentaram rachaduras e danos estruturais. Por isso, moradores permaneceram nas ruas durante a madrugada.
A falta de energia elétrica aumentou a tensão em algumas localidades. Ao mesmo tempo, as autoridades pediram que a população evitasse entrar em prédios comprometidos antes das inspeções técnicas.
Os 300 desalojados precisam de abrigo temporário, alimentação e atendimento médico. Entretanto, esse número poderá aumentar à medida que as equipes concluírem o levantamento dos danos.
Magnitude não determina sozinha o nível de destruição
Um terremoto de magnitude 5,5 é classificado como moderado. Contudo, a magnitude representa apenas um dos fatores relacionados aos danos.
A profundidade do foco, a proximidade das cidades, o tipo de solo e a resistência das construções também influenciam as consequências.
Abalos rasos liberam energia mais perto da superfície. Portanto, podem causar destruição significativa mesmo sem alcançar magnitudes associadas aos terremotos mais fortes.
Nesse caso, a proximidade do epicentro com comunidades da província de Huancayo contribuiu para os desabamentos e para o elevado número de desalojados.
Peru fica no Anel de Fogo do Pacífico
O Peru está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, faixa marcada pelo encontro de placas tectônicas e pela ocorrência frequente de terremotos e erupções vulcânicas.
Na costa oeste da América do Sul, a placa de Nazca mergulha sob a placa Sul-Americana. Esse movimento acumula energia e provoca abalos sísmicos em diferentes regiões do país.
Por isso, terremotos fazem parte da realidade peruana. Ainda assim, a vulnerabilidade das construções pode transformar tremores moderados em tragédias.
Terremoto de 2007 matou quase 600 pessoas
Um dos episódios mais graves da história recente do Peru aconteceu em 2007.
Naquele ano, um terremoto de magnitude 7,9 atingiu a província de Pisco, na região de Ica. O desastre deixou quase 600 mortos e destruiu milhares de imóveis.
O episódio reforçou a necessidade de construções mais resistentes, planos de evacuação e sistemas eficientes de resposta a emergências.
Agora, as autoridades concentram os esforços na procura por desaparecidos, no atendimento aos feridos e na assistência às famílias afetadas pelo novo tremor.








