Um pastor e um sobrinho de bicheiro são alvos da Polícia Federam na manhã desta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro. A ação da Polícia Federal é referente à nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A nova etapa dá continuidade a uma investigação que teve repercussão em Niterói. Na oitava fase da operação, em 15 de outubro, a PF prendeu em Icaraí o delegado Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-secretário de Polícia Civil do Rio. A ação também resultou na prisão de outros investigados, entre eles o deputado estadual eleito Márcio Canella, conforme informações divulgadas sobre a operação.
Pastor Márcio Poncio é alvo de buscas
Nesta nona fase, três dos quatro endereços investigados são salas comerciais ligadas ao pastor Márcio Poncio, preso na quinta etapa da operação sob suspeita de integrar a chamada Máfia do Cigarro.
O quarto imóvel pertence a Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho de Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, apontado pelas autoridades como chefe do grupo criminoso e preso desde fevereiro.
Celular apreendido levou a novos endereços
Segundo a Polícia Federal, a nova etapa foi motivada pela análise de dados extraídos de um celular apreendido na quinta fase. O material teria revelado novos endereços, empresas e bens que poderiam ser usados para administrar e ocultar recursos financeiros.
Os agentes procuram documentos, celulares, computadores, registros contábeis e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
PF apura imóveis de luxo e empresas no exterior
Os investigadores identificaram indícios de uma rede patrimonial que incluiria imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, pessoas próximas e terceiros. A suspeita é que integrantes do grupo continuassem administrando esses bens.
A PF também apura o uso de dinheiro em espécie, movimentações financeiras de difícil rastreamento e possíveis operações por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive em locais com tributação favorecida.
Outra linha de investigação envolve a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para ocultar a propriedade de bens de alto valor.









