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Operação do MPRJ mira grupo que fazia agiotagem com moeda social Mumbuca em Maricá

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil executaram nesta quarta-feira (12) uma grande ação no Leste Fluminense. Batizada de “Operação Escambo”, as diligências têm como foco uma rede de fraudes que atuam no desvio de finalidade da moeda social Mumbuca, da Prefeitura de Maricá.

Agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão em residências e comércios suspeitos de desviar recursos públicos destinados a programas financiados pela moeda social do município. Além de Maricá, a operação  ocorre ainda em São Gonçalo, Niterói e Tanguá e mira comerciantes e indivíduos envolvidos em um esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro.

O Escambo

Segundo o MPRJ, o esquema de agiotagem com a moeda Mumbuca desviou aproximadamente R$ 64 milhões dos cofres públicos. O prejuízo foi identificado durante as investigações da Operação Escambo, que apura os crimes de organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. As ordens judiciais para os mandados foram emitidas pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa, atendendo ao pedido do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ).

O esquema funcionava através de contas bancárias fraudulentas, algumas abertas sem o consentimento dos próprios titulares. Em seguida, os fraudadores negociavam com comerciantes locais, oferecendo-lhes uma comissão de 10% para converter a moeda Mumbuca em reais. Após a conversão, o dinheiro ia, via transferência bancária, para contas dos líderes do esquema, eliminando indícios das movimentações financeiras irregulares.

Ainda de acordo com as investigações, o grupo se dividia em três núcleos. Primordialmente, o de prospectores, responsáveis por identificar e aliciar comerciantes. De igual forma, comerciantes que aceitavam participar do esquema mediante pagamento de comissão. Por fim,  os receptores finais do dinheiro, responsáveis por receber os valores convertidos em contas específicas.

A operação consiste em mais um capítulo da crescente luta contra a corrupção em programas de assistência social. Infelizmente, ainda há quem atue no sentido de tirar proveito de recursos destinado a promover justiça social.

Em resumo, sabe-se que a Operação Escambo levantará debates acerca do programa social. Entretanto, espera-se que a população beneficiada pelo programa não  sofra impactos negativos e prejuízos.

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André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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