
PF acha R$ 450 mil sob sofá em operação sobre desvio de verbas da saúde | Divulgação/Polícia Federal
A Polícia Federal encontrou R$ 450 mil em espécie escondidos sob um sofá durante uma operação em Xerém, na Baixada Fluminense, nesta terça-feira (30). Os agentes localizaram o dinheiro em uma sala comercial alvo da segunda fase da Operação Anáfora II.
A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao desvio de recursos públicos, com foco em verbas destinadas à saúde. Em vídeo divulgado pela PF, os policiais mostram maços de notas retirados do imóvel.
Além de Xerém, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na cidade do Rio e em Niterói.
PF mira pessoas ligadas a Washington Reis
Segundo apurado, a nova etapa da operação não cumpriu mandados diretamente contra o ex-prefeito de Duque de Caxias e presidente estadual do MDB, Washington Reis.
No entanto, a Polícia Federal realizou diligências em endereços de pessoas ligadas ao político e à sua irmã, Jane Reis, candidata a vice-governadora na chapa encabeçada por Eduardo Paes.
Washington Reis já havia entrado no radar da primeira fase da Operação Anáfora, deflagrada em 2022. Na época, ele disputava o cargo de vice-governador do Rio.
Agora, a PF vai analisar a origem, a circulação e o possível destino dos R$ 450 mil apreendidos em Xerém. A corporação também deve examinar documentos, equipamentos e outros materiais recolhidos durante as buscas.
Dinheiro estava sob sofá
A forma como os agentes encontraram o valor chamou atenção. O dinheiro estava guardado sob um sofá da sala comercial, em vez de permanecer em cofre, conta bancária ou outro local de armazenamento identificado durante a ação.
Por isso, o material apreendido deve integrar a apuração sobre a movimentação financeira investigada pela Polícia Federal.
A Operação Anáfora II busca identificar se empresas e pessoas físicas participaram de um esquema para ocultar recursos de origem pública.
Washington Reis nega ligação com empresas
Em nota, Washington Reis afirmou que não foi alvo da segunda fase da operação. Ele também declarou que as empresas citadas na investigação não pertencem a ele e que não possui participação societária nelas.
O presidente estadual do MDB disse ainda que sempre colaborou com as apurações e que nada encontrado pela investigação desabona sua conduta.
Além disso, afirmou ter interesse na continuidade do trabalho da Polícia Federal para que eventuais responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
A nota também sustenta que Jane Reis não é citada na investigação e está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
“A candidata a vice-governadora do Estado do Rio de Janeiro, Jane Reis, não é citada na investigação e permanece à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”, diz um trecho da manifestação.
O que a PF apura
A segunda fase da Operação Anáfora II investiga:
- possível lavagem de dinheiro;
- suspeitas de desvio de recursos públicos;
- movimentações relacionadas a verbas da saúde;
- atuação de empresas e pessoas ligadas aos fatos investigados.







