Rodoviários em greve interromperam a circulação de ônibus no Centro do Rio na tarde desta terça-feira (30). Na Avenida Presidente Antônio Carlos, manifestantes retiraram chaves das ignições, pararam coletivos e fizeram passageiros descerem para continuar o trajeto a pé.
Em seguida, ônibus ficaram atravessados nas pistas e travaram o trânsito em uma das vias mais movimentadas da região. O protesto começou logo após a audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) terminar sem acordo entre o sindicato da categoria e o Rio Ônibus.
Com a negociação frustrada, os trabalhadores mantiveram a greve e ampliaram a pressão nas ruas.
Protesto bloqueou coletivos e atingiu o trânsito no Centro
Imagens do local mostram passageiros deixando os ônibus parados e procurando outras formas de seguir viagem. Enquanto isso, rodoviários impediram motoristas de manter os veículos em circulação.
Segundo o Rio Ônibus, manifestantes vandalizaram pelo menos 15 coletivos durante os atos. A entidade também afirma que motoristas que trabalhavam nas linhas sofreram agressões.
A paralisação ganhou força justamente em um momento de grande movimento no Centro. Por isso, o bloqueio afetou tanto quem seguia para outras regiões da cidade quanto passageiros que tentavam acessar terminais e estações próximas.
PM prende três homens após abordagem a ônibus
A Polícia Militar prendeu três homens na Avenida Presidente Vargas, perto do Sambódromo. De acordo com a corporação, o grupo abordava um ônibus para pegar a chave da ignição.
Policiais do 5º BPM (Centro) e do Recom reforçaram o patrulhamento nas ruas da região depois das ocorrências.
Além disso, o Terminal Gentileza também registrou tensão entre rodoviários e agentes da PM. Durante a confusão, policiais usaram spray de pimenta para dispersar manifestantes.
Audiência no TRT terminou sem consenso
Mais cedo, representantes dos trabalhadores e das empresas participaram de audiência no TRT. No entanto, a reunião não produziu acordo e manteve aberto o conflito sobre o reajuste salarial.
O presidente do Rio Ônibus apresentou proposta de 4,39% de aumento. Segundo ele, as empresas enfrentam dificuldades financeiras e perderam subsídios, o que impediria uma oferta maior.
Por outro lado, o Sindicato dos Rodoviários propôs uma divisão do reajuste: 8% imediatamente e mais 8,3% em novembro. As empresas rejeitaram a alternativa.
Além do reajuste, o Rio Ônibus pediu uma trégua no movimento até a próxima segunda-feira (6). A categoria, porém, decidiu manter a paralisação.
Nova assembleia vai definir próximos passos
Os rodoviários convocaram nova assembleia para segunda-feira (6). Nela, a categoria deverá avaliar o resultado das negociações e decidir se amplia, mantém ou altera a greve.
Até lá, o impasse tende a continuar impactando a circulação de ônibus no Rio, principalmente nos pontos onde os protestos interrompem a operação das linhas.








