Mylena Ciribelli fala da volta ao rádio após 40 anos

Foto: Reprodução/redes sociais
Dona de um rosto que marcou gerações e de um sorriso inconfundível, a jornalista Mylena Ciribelli está com um desafio novo. Vai trabalhar na Rede Massa FM, que pertence ao apresentador e empresário Carlos Roberto Massa, o Ratinho. O anúncio foi na terça (24) em publicação no Instagram. E esta nova etapa profissional marca o retorno da niteroiense à caixinha depois de pouco mais de 40 anos. Afinal, a estreia dela foi na extinta, e saudosa, Fluminense FM 94,9, a eterna Maldita, em 1983. Pela emissora, ela ficou até 1985, quando estrou na televisão pela Rede Manchete com o programa Som Maior.
Em uma conversa exclusiva com o portal Folha do Leste, Mylena disse à reportagem que comentou com o Ratinho, durante uma participação dela no programa que ele apresenta no SBT, sobre ter conhecido os estúdios da Massa FM na cidade de São Paulo. Foi nesse momento que surgiu o convite para a apresentadora trabalhar na rede de rádios.
Eu fui convidada para conhecer a Rádio Massa, em São Paulo, e recebi um convite também para ir no programa do Ratinho no SBT. E aí eu comentei com ele: ‘Ah, fui conhecer a tua rádio. Ela é muito legal’. E aí eles me convidaram para fazer essa cobertura do Mundial. Então eu vou fazer os boletins que vão para todas as rádios. E nos dias dos Jogos do Brasil, vou estar com eles, de preferência presencialmente, nos estúdios para a gente comentar, falar dos jogos e fazer a nossa resenha lá em cima das partidas da Seleção Brasileira”, comentou.
Apesar da volta ao rádio, Mylena afirma que vai trabalhar da mesma forma como atuou em toda a carreira, tendo o “cuidado com a informação”. Além disso, afirma que não vai abrir mão da descontração e da espontaneidade com as quais se consagrou no jornalismo esportivo, principalmente na televisão.
Lembranças positivas da Fluminense FM
Ao lembrar da Rádio Fluminense 94,9 FM, Mylena brinca com o apelido Maldita afirmando que a emissora foi “bendita” para ela e todas as locutoras que passaram por lá.
Para mim, a Fluminense FM foi bendita, pois um marco para mim. Ela abriu um espaço que não existia à época, o da locução feminina. Ela só aceitava esse tipo de voz lá. Esse leque foi aberto para outras rádios e para a televisão. Hoje, o espaço da mulher está bem definido nos meios de comunicação e também nas redes sociais”, reforça.
A jornalista afirma carregar até hoje alguns dos aprendizados da época, como “ter disciplina, cumprir horários e ser pontual”. Além disso, recorda o trabalho em buscar a informação para passar ao ouvinte. No caso da Fluminense FM, Mylena lembra que pesquisava muito sobre o universo Rock’N Roll, algo que, confesssa, “não ser muito difícil” pelo fato de gostar de do tema.
Amizade com as locutoras da Maldita
Mylena conta que até hoje integra um grupo de WhatsApp com as demais locutoras da época de Fluminense FM. Ela também demonstra muito carinho com um dos fundadores, o jornalista Luiz Antonio Mello, morto em abril de 2025. Além disso, recorda uma situação curiosa que viveu nos bastidores durante o expediente.
No livro A Onda Maldita, LAM, como era chamado, cita uma vez em que precisou ir até o estúdio principal da emissora, no Centro de Niterói, para resolver um problema na mesa de som. Na obra, ele explica que, embora a locutora que estivesse no ar desligasse o áudio, ainda assim o som do microfone vazava ao vivo. Isso propiciou um momento curioso. A locutora Monikinha Venerábile, sem saber disso, fazia duras críticas a Mello. Ele, enquanto ia de carro até a rádio, ouvia tudo no aparelho do interior do veículo. Por isso, Mylena revela que quase cometeu a mesma gafe de falar no estúdio. A sorte é que uma colega a alertou
Eu estava no dia em que aconteceu isso. Fui render, se não me engano, a Selma Vieira, que me alertou para eu ficar em silêncio. Elas passaram por esses perrengues lá, ela (Monikinha) falou um monte de coisa no ar. Na Fluminense aconteceram coisas bem interessantes. Tem muita história”, detalha aos risos.
A jornalista também recorda os shows que participava junto com as locutoras e relembra, com afeto, do tempo “intenso” que conviveu com todas elas. Além disso, elogiou o filme Aumenta Que é Rock’N Roll, no qual Jhonny Massaro interpretou o Luiz Antonio Mello.
Esse filme tem muito de real. Claro que há outros trabalhos, como livros e documentários, mas essa produção mostou bastante coisa que vivemos à época. Nos identificamos demais com o que vimos no cinema. A Rádio Fluminense fez história e segue fazendo. Todo esse legado que ela deixou segue de pé até hoje. Isso porque vamos até os dias atuais nos shows das bandas daquela época”, afirma.
Gratidão à Record Tv, outros trabalhos e recordações de Niterói
Ao ser questionada sobre a saída da Record TV em 2023, Mylena prefere demonstrar gratidão à emissora. Isso porque afirma que foi por meio do canal que realizou um sonho. Cobrir uma Olimpíada in loco, como aconteceu nos Jogos Olímpicos de 2012. Também destacou a participação em “muitos eventos” no jornalismo esportivo por lá.
Até receber o convite para fazer parte da Massa FM, a apresentadora participou de uma série de eventos, pois reconhece que “não consegue ficar parada, não”. Mas um deles a marcou mais. A participação em um filme.
Nesse período, pude realizar um grande sonho da minha vida. Participar de um longa-metragem. Nele interpretei a mim mesma, uma repórter. O elenco era incrível, com atores e atrizes maravilhos. Foi algo emocionante para mim. O nome do filme é Um Rio de Janeiro, que eu não vejo a hora de estrear”, revela.
Outra coisa que Mylena conta ter feito mais foi participar de projetos musicais junto ao irmão, e igualmente niteroiense, Márvio Ciribelli, pianista. Atuando como cantora, ela explica que participou de vários shows nesse ínterim.

Mylena Ciribelli no Parque da Cidade, em São Francisco. Foto: Reprodução/redes sociais.
E quanto o assunto é Niterói, Mylena diz só ter memórias positivas sobre a cidade.
Tudo em Niterói me traz boas lembranças. Adoro caminhar na Praia de Icaraí, o Campo de São Bento me lembra muito à infância. Quando eu e meu irmão éramos crianças, nosso pai nos levava muito para andar de bicicleta por lá. São muitas hitórias e muitos tombos também (risos). E, claro, a Rádio Fluminense, que foi onde tudo começou. Os amigos de infância…Enfim, tudo em Niterói é muito bom”, finaliza.









































