João Carlos Mansur pede licença do Palmeiras após investigações da PF

João Carlos Mansur pede licença do Palmeiras após investigações da PF | Reprodução/Google Street View
A licença de João Carlos Mansur no Palmeiras expõe o impacto direto das investigações da Polícia Federal na política interna do clube. Investigado desde o ano passado, o empresário solicitou afastamento de 90 dias dos cargos que ocupa no Conselho Deliberativo e no Conselho de Orientação Fiscal (COF).
O pedido ocorreu após pressão de outros conselheiros e foi formalizado na semana passada. Procurado, Mansur não respondeu aos contatos da imprensa.
Pressão interna levou ao afastamento
O estatuto do Palmeiras prevê suplentes para ambas as funções ocupadas por Mansur, o que garante a continuidade administrativa durante o período de licença.
Ao fim dos 90 dias, o empresário pode solicitar nova licença ou justificar ausências, caso não retorne às reuniões.
Ligação com a atual gestão do clube
Mansur foi o mais votado na eleição do COF em abril do ano passado, com 168 votos. Ele integra o grupo político de apoio da presidente Leila Pereira.
Além disso, teve papel relevante na negociação entre o clube e a WTorre, administradora do Allianz Parque, ajudando a intermediar o acordo que encerrou disputas históricas entre as partes.
Alvo de operações da Polícia Federal
A situação de Mansur se agravou desde agosto do ano passado, quando foi alvo de mandado de busca e apreensão na Operação Carbono Oculto, que apura crimes ligados ao mercado financeiro e ao setor de combustíveis.
Em janeiro, o empresário voltou a entrar na mira da Polícia Federal em investigação que apura suspeitas envolvendo o Banco Master. Ele estava fora do país no dia da operação e não teve celulares apreendidos.
Reag, Banco Central e suspeitas de lavagem
Fundador da Reag, Mansur deixou a presidência do conselho da gestora em setembro. A empresa, que chegou a administrar R$ 341,5 bilhões, foi liquidada pelo Banco Central do Brasil no mês passado.
As investigações apontam que a gestora atuava de forma coordenada com o Banco Master para estruturar fundos usados no desvio de recursos em favor de Daniel Vorcaro e familiares.
Acusações atingem o núcleo familiar
Em trechos do inquérito, o Ministério Público Federal afirma que Mansur teria utilizado até os próprios filhos para executar crimes financeiros.
Os argumentos embasaram o pedido da Polícia Federal para incluí-lo entre os alvos das ações de busca e apreensão, ampliando o alcance das investigações.









































