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Heartworm chega hoje aos consoles com terror de PS1 e câmera como arma

Sam aponta câmera para criatura em Heartworm

Heartworm chega hoje aos consoles com terror de PS1 e câmera como arma | Divulgação/Steam

Heartworm deixa de ser exclusivo de PC nesta quinta-feira (1º).

O survival horror desenvolvido por Vincent Adinolfi e publicado pela DreadXP estreia hoje no PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2.

O jogo já estava disponível no Steam desde julho de 2025 e construiu uma recepção bastante positiva entre os jogadores.

Na manhã desta quinta, Heartworm mantinha 86% de avaliações positivas no Steam.

Jogo mistura câmera fixa e visão sobre o ombro

Heartworm assume sem esconder suas principais referências.

O jogo foi pensado como uma homenagem aos survival horrors da segunda metade dos anos 1990.

A inspiração aparece em elementos como:

  • ambientes com estética retrô;
  • câmeras fixas;
  • controles de tanque opcionais;
  • exploração lenta;
  • quebra-cabeças;
  • recursos limitados;
  • combate pontual.

Ao mesmo tempo, o jogo também oferece mira em terceira pessoa por cima do ombro.

Isso cria uma ponte entre o design clássico e controles mais modernos.

Sam tenta reencontrar o avô morto

A protagonista é Sam.

Ela não consegue superar a morte do avô e acaba mergulhando em fóruns da internet atrás da promessa de reencontrá-lo.

A busca leva até uma casa supostamente sobrenatural em uma região montanhosa.

A partir daí, memórias, luto e fenômenos inexplicáveis começam a se misturar.

A narrativa trabalha justamente com essa dificuldade de separar lembrança, desejo e realidade.

A arma é uma câmera fotográfica

O combate também foge da fórmula tradicional.

Sam usa uma câmera como arma.

Em vez de depender principalmente de pistolas ou espingardas, o jogador precisa enquadrar ameaças e utilizar a câmera para se defender.

O recurso combina diretamente com a proposta de investigar o sobrenatural.

Além disso, reforça a sensação de vulnerabilidade da protagonista.

Silent Hill e Resident Evil são referências assumidas

A própria descrição oficial apresenta Heartworm como uma carta de amor a clássicos do gênero.

Silent Hill e Resident Evil aparecem como referências diretas.

A estética lembra especialmente a primeira geração de jogos tridimensionais do PlayStation.

Modelos mais simples, texturas granuladas e efeitos de pixelização podem ser ativados para reforçar essa aparência.

Quem preferir uma apresentação menos retrô pode reduzir parte desses efeitos.

Controles de tanque são opcionais

Heartworm também recupera uma característica que divide jogadores até hoje.

Os tradicionais controles de tanque estão disponíveis.

Nesse esquema, esquerda e direita giram o personagem, enquanto frente e trás determinam o deslocamento.

Era uma solução comum em survival horrors antigos por causa das câmeras fixas.

Mas não é obrigatório utilizá-la.

O jogo também oferece controles modernos em terceira pessoa.

Campanha dura cerca de quatro a seis horas

Segundo a DreadXP, a campanha principal dura aproximadamente quatro a seis horas.

A experiência não tenta ser longa.

A proposta é manter uma narrativa concentrada e permitir diferentes desfechos.

Heartworm possui múltiplos finais, incentivando novas partidas para quem quiser explorar outras possibilidades.

Exploração pesa mais que combate

Apesar da presença de inimigos, o jogo não funciona como um shooter constante.

A ênfase está em:

  • exploração;
  • observação do ambiente;
  • quebra-cabeças;
  • narrativa;
  • administração de recursos.

O combate aparece de forma mais limitada.

Essa escolha aproxima Heartworm dos primeiros survival horrors, nos quais evitar um confronto muitas vezes era tão importante quanto vencer.

Versão de PC já foi bem recebida

Heartworm chegou ao Steam em 31 de julho de 2025.

Desde então, acumulou centenas de avaliações.

Na consulta desta quinta-feira, aparecia com cerca de 86% de avaliações positivas, classificação considerada “Muito positivas” pela plataforma.

Esse histórico diferencia o lançamento de hoje de uma estreia completamente desconhecida.

O público de consoles recebe um jogo que já passou mais de um ano sendo testado por jogadores no PC.

Português do Brasil está disponível

A versão do Steam possui interface e legendas em português do Brasil.

O áudio permanece em inglês.

Isso facilita acompanhar a narrativa, que tem peso importante na experiência.

As versões de console seguem a expansão internacional do jogo e chegam simultaneamente a várias plataformas.

Switch original também recebe o jogo

Um detalhe interessante é a presença do Nintendo Switch original.

Heartworm não está restrito ao Switch 2.

O jogo chega aos dois consoles da Nintendo.

O mesmo acontece no ecossistema PlayStation e Xbox.

Há versões tanto para a geração atual quanto para PS4 e Xbox One.

Outubro começa em clima de terror

A escolha da data combina com o gênero.

Heartworm chega aos consoles logo no primeiro dia de outubro, mês tradicionalmente associado a lançamentos e eventos de terror.

E faz isso recuperando uma estética que marcou uma geração inteira.

Câmeras fixas.

Controles de tanque.

Corredores vazios.

Poucos recursos.

E uma câmera fotográfica como única defesa contra aquilo que talvez nem devesse existir.

Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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