A Secretaria Municipal de Educação de Itaboraí (Semed) realizou, no último sábado (27), dois encontros de formação continuada para profissionais da rede pública. As atividades reuniram professores e coordenadores pedagógicos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e do Ensino Fundamental Anos Finais.
Na Escola Municipal Professora Marly Cid Almeida de Abreu, em Nancilândia, educadores da EJA participaram do segundo encontro previsto no calendário anual da rede. Já em Venda das Pedras, professores e coordenadores discutiram educação para as relações étnico-raciais.
A iniciativa busca ampliar a troca de experiências, atualizar práticas pedagógicas e oferecer ferramentas para o trabalho em sala de aula.
Formação debate desafios da Educação de Jovens e Adultos
A professora e doutoranda em Linguística Nicole Stallivieri conduziu a palestra destinada aos profissionais da EJA. Durante o encontro, ela apresentou metodologias para tornar o ensino mais eficiente e inclusivo.
Um dos pontos centrais da discussão foi a convivência de alunos com diferentes idades e trajetórias escolares na mesma turma. Na modalidade, estudantes adolescentes, adultos e idosos compartilham o mesmo ambiente de aprendizagem.
Por isso, os educadores precisam adaptar estratégias, respeitar ritmos distintos e construir caminhos que atendam às necessidades de cada estudante.
Nicole também abordou conteúdos do livro didático adotado pela rede municipal por meio do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD). A política pública, coordenada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), distribui gratuitamente livros e materiais para escolas públicas.
Secretário destaca papel dos professores na EJA
O secretário municipal de Educação, Mauricílio Rodrigues, afirmou que a formação reforça o compromisso da Semed com a qualidade do ensino em todas as etapas da rede.
“A educação evolui constantemente, e é fundamental que o professor esteja sempre estudando e se atualizando para levar novas práticas à sala de aula e facilitar o processo de aprendizagem”, afirmou.
Segundo ele, a EJA exige ainda mais preparo dos profissionais, porque reúne alunos em diferentes fases da vida.
“Em uma mesma turma convivem adolescentes de 15 anos que desejam concluir os estudos rapidamente e idosos que retornam à escola motivados pelo desejo de aprender. Essa diversidade exige preparo, sensibilidade e estratégias específicas”, acrescentou.
Coordenadora ressalta troca de experiências
A coordenadora da EJA, Raquel Santos, destacou que os encontros oferecem espaço para reflexão coletiva sobre a prática pedagógica.
“Poder proporcionar, em um sábado, um momento de estudo e troca de experiências entre os profissionais que estão diariamente no chão da escola é muito importante”, disse.
Ela ressaltou que cada formação trabalha temas específicos para apoiar os professores diante das diferentes realidades encontradas nas turmas.
“Buscamos oferecer ferramentas para construir um currículo mais flexível e que atenda às necessidades dos estudantes”, completou.
Educação antirracista também entrou na programação
Além da formação voltada à EJA, a Semed promoveu uma atividade para professores dos Anos Finais do Ensino Fundamental e coordenadores pedagógicos.
O encontro aconteceu na Escola Municipal Antônio Santos da Silva, em Venda das Pedras, e foi conduzido pelos Agentes de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER).
A programação abordou a valorização da educação antirracista e discutiu contribuições das culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas para o contexto escolar.
Dessa forma, a Secretaria de Educação reuniu, no mesmo sábado, iniciativas voltadas tanto à inclusão de estudantes da EJA quanto ao fortalecimento de práticas pedagógicas que reconheçam a diversidade cultural e racial nas escolas.








