Fluminense mira Nino como principal alvo para reforçar a zaga na janela do meio do ano, prevista para julho. Ídolo tricolor e atualmente no Zenit, da Rússia, o defensor voltou ao radar do clube depois do fim do Campeonato Russo, conquistado pela equipe de São Petersburgo.
A busca por um zagueiro virou prioridade nas Laranjeiras. Além da necessidade de reforçar o setor, o clube também observa possíveis saídas no elenco, especialmente envolvendo Igor Rabello e Freytes.
Nino volta ao radar tricolor
O Fluminense já havia procurado Nino no fim de 2025. Naquele momento, porém, o Zenit informou que não abriria conversas antes da conclusão da temporada russa.
Agora, com o Campeonato Russo encerrado, o cenário voltou a se movimentar. A diretoria tricolor vê o jogador como nome forte para elevar o nível técnico e emocional da defesa.
Nino conhece o clube, tem identificação com a torcida e carrega o peso de uma passagem vitoriosa. Portanto, uma eventual volta teria impacto esportivo e simbólico.
Palmeiras perde força na disputa
O Palmeiras também entrou na concorrência por Nino. No entanto, a contratação de Alexander Barboza, ex-Botafogo, reduziu a intensidade do interesse alviverde pelo zagueiro do Zenit.
Mesmo sem uma desistência formal, o cenário ficou mais favorável ao Fluminense. A chegada de Barboza diminuiu a urgência palmeirense por outro defensor de alto investimento.
Ainda assim, a negociação depende do Zenit. O clube russo tem Nino sob contrato e não tende a liberar o jogador sem compensação financeira relevante.
Saídas podem mudar o elenco
O Fluminense também avalia o setor porque alguns nomes podem deixar o clube. Igor Rabello, por exemplo, jogou apenas duas partidas em 2026 e recebeu sondagens no início do ano.
Com pouco espaço, o defensor pode buscar novos caminhos na próxima janela. Isso abriria uma vaga natural na zaga tricolor.
Freytes também exige atenção. O Bologna, da Itália, mantém interesse no argentino, depois de já ter tentado a contratação no fim de 2025. Na ocasião, o Fluminense recusou uma oferta de 5 milhões de euros, cerca de R$ 32 milhões.
Zaga tem muitos nomes, mas cenário é instável
Hoje, o Fluminense conta com Jemmes, Ignácio, Freytes, Julián Millán, Igor Rabello e Davi Schuindt para a posição.
No papel, o número parece suficiente. Na prática, porém, a diretoria trabalha com outro cálculo. Lesões, baixa minutagem de alguns atletas, interesse europeu e necessidade de liderança tornam a chegada de um zagueiro mais experiente uma prioridade.
Nino se encaixa exatamente nesse perfil. Além disso, já conhece a pressão do clube, o estilo de cobrança da torcida e o peso das competições sul-americanas.
Retorno teria força simbólica
Nino deixou o Fluminense como campeão da Libertadores e capitão de uma geração histórica. Por isso, sua possível volta não seria tratada apenas como contratação comum.
O defensor representa liderança, identificação e memória recente de conquista. Em um elenco que busca estabilidade defensiva, esse tipo de retorno costuma pesar também no ambiente interno.
Ainda assim, o negócio exige cautela. Ídolo não volta apenas pela história. Volta se houver condição financeira, liberação do clube atual e encaixe esportivo.
Janela de julho será decisiva
A abertura da janela do meio do ano deve definir o rumo da defesa tricolor. Se Igor Rabello ou Freytes saírem, a pressão por reforço aumenta. Se Nino ficar acessível, o Fluminense tende a intensificar os movimentos.
Até lá, a diretoria monitora o mercado e tenta preparar terreno para uma investida mais concreta.








