
El Niño 2026-2027: previsão indica calor acima da média e mudanças nas chuvas no Brasil até setembro | Reprodução/Inmet
O fenômeno El Niño 2026-2027 deve influenciar o clima no Brasil durante o trimestre de julho, agosto e setembro, com previsão de temperaturas acima da média em grande parte do país e alterações no regime de chuvas.
No Sudeste, a expectativa é de chuvas próximas do normal, mas com temperaturas elevadas, aumentando a atenção para agricultura, recursos hídricos e risco de queimadas.
O primeiro boletim do Painel El Niño 2026-2027 aponta que o fenômeno tem mais de 90% de probabilidade de permanecer ativo até o início de 2027. Os modelos climáticos indicam ainda possibilidade de intensidade forte ou muito forte entre a primavera e o verão no Hemisfério Sul.
O estudo foi elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Serviço Geológico do Brasil (SGB) e Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
Previsão do tempo para julho, agosto e setembro: Brasil terá mudanças no clima
A previsão climática para o trimestre indica chuvas acima da média no Sul do Brasil e volumes abaixo do esperado no Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
As temperaturas devem ficar mais altas em praticamente todas as regiões, aumentando a possibilidade de ondas de calor e períodos de baixa umidade.
El Niño no Sudeste: calor, chuvas e impactos na agricultura
No Sudeste, a previsão do El Niño indica chuvas próximas da média histórica durante o inverno. O cenário pode favorecer culturas de inverno e a produção de café, mas as temperaturas acima do normal podem acelerar ciclos agrícolas e aumentar a incidência de doenças nas plantações.
O aumento do calor e a redução da umidade também elevam o risco de queimadas e incêndios florestais. Minas Gerais já apresenta áreas com registros de seca moderada ou severa.
El Niño aumenta alerta para seca e recursos hídricos
O boletim destaca o monitoramento dos recursos hídricos diante dos possíveis impactos do fenômeno sobre rios, reservatórios e a disponibilidade de água em regiões vulneráveis.
O El Niño ocorre com o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Mesmo distante do território brasileiro, o fenômeno altera a circulação atmosférica e influencia diretamente o clima, provocando mudanças nas chuvas e nas temperaturas.
Diante da previsão de intensificação do El Niño, órgãos federais recomendam que estados e municípios reforcem planos de prevenção, ampliem sistemas de alerta e acompanhem as previsões meteorológicas para reduzir impactos na população, na economia e no meio ambiente.
Fonte: gov.br







