
Dudu Nobre canta por mais de quatro horas no Cacique de Ramos e reúne convidados no 7 de Setembro | Divulgação
Dudu Nobre ficou mais de quatro horas no palco do Cacique de Ramos durante a apresentação realizada no feriado de 7 de Setembro. A roda de samba lotou a tradicional casa da Zona Norte do Rio de Janeiro e reuniu convidados como Mumuzinho, Sandra de Sá, Noelson do Cavaco, Alex Ribeiro, Lily Nobre e Pedrinho da Flôr.
O encontro transformou a tarde e a noite de segunda-feira em uma sequência de participações, sambas compartilhados e interação direta com o público. Em vez de concentrar a apresentação em um repertório fechado, Dudu recebeu artistas de diferentes trajetórias e conduziu o evento no formato de roda, aproximando palco e plateia.
A apresentação também marcou o retorno do cantor a um espaço diretamente ligado à história do samba carioca. Antes do evento, Dudu já havia destacado a importância de cantar no Cacique de Ramos, berço de gerações de sambistas e de movimentos que ajudaram a renovar o gênero no Rio.
Dudu Nobre permanece mais de quatro horas no palco
A duração da apresentação se tornou um dos destaques da noite.
Dudu Nobre permaneceu no palco por mais de quatro horas, alternando repertório próprio, sambas conhecidos pelo público e encontros com os artistas convidados.
Ao longo da apresentação, a plateia acompanhou as músicas em coro e manteve a roda movimentada durante boa parte do evento.

Cacique de Ramos recebeu casa lotada para a roda comandada por Dudu Nobre no 7 de Setembro, com mais de quatro horas de música e diversos convidados | Divulgação
O formato permitiu que as participações surgissem dentro da própria dinâmica do samba, sem interromper a sequência da apresentação.
Assim, o evento assumiu menos a estrutura tradicional de um show e mais a de uma grande roda de samba ampliada pela presença de diferentes convidados.
Mumuzinho e Sandra de Sá participam da roda
Entre os nomes que passaram pelo palco estavam Mumuzinho e Sandra de Sá.
A programação também recebeu Noelson do Cavaco, Alex Ribeiro, Lily Nobre e Pedrinho da Flôr, ampliando a mistura de gerações e referências musicais durante a noite.
As participações reforçaram uma característica presente desde a concepção do encontro: transformar a apresentação de Dudu em um espaço aberto a outros artistas.
Dessa maneira, o público encontrou não apenas o repertório do anfitrião. Contaram com uma sequência de encontros que atravessou diferentes vertentes do samba e da música popular brasileira.
Cacique de Ramos ficou lotado no feriado
O evento também registrou casa lotada no Cacique de Ramos.
Fãs de Dudu Nobre, frequentadores da casa e público ligado ao samba ocuparam o espaço durante a programação do feriado.

Dudu Nobre recebeu Mumuzinho, Sandra de Sá e outros convidados durante a roda de samba de 7 de Setembro no Cacique de Ramos | Divulgação
A escolha do Cacique acrescentou uma dimensão simbólica à apresentação. Fundado em Ramos, o bloco se tornou uma das referências da história do samba carioca e mantém relação direta com artistas, compositores e rodas que atravessaram diferentes gerações.
Por isso, realizar um encontro com longa duração e diversos convidados dentro da casa colocou o próprio espaço como parte importante da noite.
Apresentação reuniu diferentes gerações do samba
A escalação dos convidados também criou uma combinação de trajetórias.
Enquanto artistas como Sandra de Sá e Dudu Nobre carregam décadas de presença na música brasileira. Além disso, outros nomes ampliaram o encontro com referências de diferentes momentos da cena do samba.
Essa mistura apareceu também na relação com o público, que acompanhou tanto músicas consagradas quanto os encontros improvisados entre os participantes.
O resultado foi uma apresentação marcada principalmente pela continuidade da roda e pela troca entre os artistas, em vez de uma sucessão rígida de números individuais.
Evento aconteceu no feriado de 7 de Setembro
A roda começou durante a programação especial preparada para a segunda-feira, 7 de setembro, no Cacique de Ramos.
Antes da apresentação, Dudu Nobre havia resumido a relação com o espaço:
“Cantar no Cacique de Ramos é uma alegria e uma responsabilidade enorme. Esse lugar tem uma história muito forte para o samba e para a nossa cultura.”
O cantor também havia antecipado o desejo de dividir a roda com público e convidados.
A apresentação confirmou essa proposta e terminou depois de mais de quatro horas de música, com diferentes participações ao longo da programação.








