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Dia Mundial Sem Tabaco 2025: Cigarro mata mais que guerra

Dia Mundial Sem Tabaco 2025: Cigarro mata mais que guerra

Dia Mundial Sem Tabaco 2025: Cigarro mata mais que guerra

O cigarro não perdoa, mata mais de 8 milhões de pessoas por ano no mundo — mais do que guerras, fome e epidemias, de forma silenciosa, assim como viciante. No próximo 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco chega como um grito por vidas salvas. Em resumo, tratam-se de 24 horas de conscientização global contra o vício que adoece corpos, destrói famílias e devasta o meio ambiente.

A maioria dos fumantes começou cedo, antes dos 17 anos. Mas permanece refém da nicotina, mesmo conhecendo seus efeitos fatais.

“O cigarro está no centro das estatísticas mais cruéis da saúde pública. A informação é a principal arma para quebrar esse ciclo”, alerta Paulo Leme Filho, advogado e voluntário na luta contra a dependência química.

4.700 venenos por trago

Dentro de cada cigarro, há um coquetel de 4.700 substâncias tóxicas. Entre elas, nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não existe consumo seguro de tabaco. Assim sendo, todas essas substâncias são altamente prejudiciais, pouco importando a forma de consumo. Tanto cigarro, tal qual vape, narguilé, charuto ou fumo-de-corda.

Impacto imediato: corpo agradece em minutos

Largar o cigarro traz benefícios já nos primeiros minutos. Em 20 minutos, a pressão arterial diminui, ao passo que, após 12 horas, o sangue se livra do monóxido de carbono. Enquanto em um ano, o risco de infarto despenca, passados 15, o corpo pode funcionar como se nunca tivesse fumado.

Cigarro envenena até a natureza

Não bastasse a destruição nos pulmões humanos, o cigarro também sufoca o planeta. Dados da OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) mostram o tamanho do estrago:

  • 600 milhões de árvores derrubadas para a produção de cigarros;

  • 84 milhões de toneladas de CO₂ despejadas na atmosfera;

  • 22 bilhões de litros de água desperdiçados — enquanto o mundo enfrenta crises hídricas;

  • Rios, praias e ruas contaminadas com microplásticos de bitucas e vaporizadores.

Quem ainda fuma no Brasil

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (IBGE, 2019), 20,4 milhões de brasileiros ainda usam produtos à base de tabaco, seja diariamente ou ocasionalmente. A prevalência é maior em áreas rurais (14,3%) do que nas cidades (12,6%). A Região Sul lidera com 14,7% da população fumante, seguida pelo Sudeste e Centro-Oeste.

Criado em 1987 pela OMS, o Dia Mundial Sem Tabaco é um chamado à vida. Uma data para interromper ciclos de destruição — física, emocional e ambiental. Uma chance de romper o vício e respirar o futuro com pulmões livres.


 

 

 

 

 

 

André Freitas
André Freitas é diretor-executivo e repórter do Folha do Leste e da Brasil 21 Comunicação. Jornalista e radialista desde a década de 1990, é narrador esportivo e cronista especializado em Carnaval, com 26 coberturas presenciais na Marquês de Sapucaí. Possui ampla experiência na cobertura da editoria de política, em razão de funções exercidas nos poderes Legislativo e Executivo, com atuação nas Câmaras Municipais de Niterói, São Gonçalo e Campos dos Goytacazes, além da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e da Prefeitura de Niterói. Dirigiu por 15 anos a Rádio Absoluta, onde apresentou programas noticiosos diários e conduziu coberturas esportivas, incluindo mais de uma década acompanhando a seleção brasileira de futebol. Nesse período, esteve presente em duas Copas do Mundo e em uma edição dos Jogos Olímpicos. Trabalhou também nas rádios Campos Difusora (Campos/RJ) e Litorânea (ES). Exerceu o cargo de editor-chefe nos jornais Olho Vivo (Niterói/RJ) e A Tribuna (Niterói/RJ), além de atuar como colunista do jornal O Diário (Campos dos Goytacazes/RJ).

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