
Polícia Civil interdita clínica onde jovem morreu durante procedimento estético | Reprodução/Google Street View
Na última terça-feira (9), peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e fiscais da Vigilância Sanitária já haviam interditado o centro cirúrgico, onde Marilha passou pelo procedimento. As equipes encontraram uma grande quantidade de medicamentos vencidos, incluindo no carrinho de parada cardíaca, que estava no local da morte da jovem. Duas responsáveis pela clínica foram presas e liberadas mediante pagamento de fiança.
A família de Marilha será ouvida na Delegacia do Consumidor (Decon) na segunda-feira (15), a partir das 11h. Léa Carolina Menezes Antunes, irmã da vítima, pede por justiça.
O Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) realizou fiscalização e abriu uma sindicância sigilosa para apurar os fatos, seguindo os ritos do Código de Processo Ético-Profissional.
Marilha tinha 28 anos, era técnica de segurança do trabalho e deixa um filho de 6 anos. Familiares e amigos deram o último adeus à jovem na tarde de quarta-feira (10), no Cemitério da Cacuia, Ilha do Governador.
Família acusa erro médico e negligência
Segundo Léa Carolina, houve demora para acionar o Samu e o médico responsável só se dirigiu à delegacia após intervenção da Polícia Militar. O cirurgião plástico teria omitido que Marilha teve perfuração de um órgão, informando à família que a causa da parada cardíaca seria bronco-aspiração.
A necrópsia, realizada nesta terça-feira (9), concluiu que a jovem morreu por choque hipovolêmico, hemorragia interna e ação perfuro contundente.
A clínica Amacor destacou que o procedimento foi realizado por uma equipe médica terceirizada, que alugou o centro cirúrgico. A Amacor funciona como “One Day Clinic”, ou seja, hospital dia onde o centro cirúrgico é alugado para procedimentos de terceiros.
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