EsportesFutebol

Botafogo sofre goleada histórica de 6 a 1 para o Cienciano na Sul-Americana

Jogadores do Botafogo durante a derrota por 6 a 1 para o Cienciano, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, pelo jogo de ida das oitavas da Copa Sul-Americana de 2026

Botafogo sofre goleada histórica de 6 a 1 para o Cienciano na Sul-Americana | Vitor Silva/Botafogo

O Botafogo sofreu uma goleada histórica na noite desta quinta-feira (13). O Alvinegro perdeu por 6 a 1 para o Cienciano, no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana.

O time peruano marcou quatro vezes ainda no primeiro tempo e deixou a equipe de Franclim Carvalho em situação extremamente complicada na disputa por uma vaga nas quartas.

Matías Succar comandou a goleada com três gols. Neri Bandiera marcou outros dois, enquanto Marcos Martinich completou o placar peruano. Já Matheus Martins fez o único gol do Botafogo, em cobrança de falta.

Além disso, o resultado entrou para a história do futebol sul-americano. Segundo a Conmebol, nenhuma equipe peruana havia conseguido uma vitória tão larga sobre um clube brasileiro em torneios organizados pela entidade.

Cienciano faz quatro gols no primeiro tempo

O Botafogo chegou a Cusco invicto nesta edição da Sul-Americana. Entretanto, encontrou enormes dificuldades desde o início da partida.

O Cienciano abriu o placar aos 18 minutos. Alejandro Hohberg avançou pela direita e cruzou para Succar, que ganhou pelo alto e cabeceou para a rede.

Apenas dois minutos depois, os peruanos ampliaram. Martinich iniciou a jogada, Amondarain desviou de cabeça e Bandiera completou para o gol.

Os jogadores do Botafogo reclamaram do lance. A própria ficha publicada pelo clube registrou o segundo gol como um “gol de mão validado pelo VAR”. Apesar da contestação alvinegra, a arbitragem confirmou o 2 a 0.

Depois disso, a situação piorou rapidamente.

Falha de Warleson facilita terceiro gol

Aos 30 minutos, o Botafogo sofreu o terceiro.

Após cruzamento de Bandiera, Warleson não conseguiu afastar a bola. Assim, Succar aproveitou a sobra e marcou pela segunda vez na partida.

O Cienciano continuou pressionando. Pouco depois, transformou a vantagem em goleada.

Martinich recebeu com liberdade longe da área e arriscou de aproximadamente 35 metros. O lateral acertou o ângulo de Warleson e fez 4 a 0.

Segundo a Conmebol, a finalização aconteceu a 34,7 metros do gol. Foi o quarto gol de maior distância entre Libertadores e Sul-Americana nesta temporada.

Dessa forma, o Botafogo foi para o intervalo com quatro gols de desvantagem.

Matheus Martins ensaia reação

Franclim Carvalho tentou mudar o cenário ainda antes do intervalo. O treinador colocou Arthur Cabral e Kauan Toledo nas vagas de Kadir Barría e Álvaro Montoro.

Na volta para o segundo tempo, a resposta apareceu rapidamente.

Aos quatro minutos, Matheus Martins cobrou falta com precisão e marcou o primeiro do Botafogo. Com isso, o Alvinegro passou a ocupar mais o campo ofensivo e ensaiou uma reação.

Entretanto, a esperança durou pouco.

Bandiera marca o quinto do Cienciano

Aos 17 minutos, Hohberg encontrou Bandiera em profundidade. O atacante entrou livre e finalizou na saída de Warleson para fazer 5 a 1.

Depois, o Cienciano voltou a controlar a partida.

Aos 33 minutos, Cristian Souza avançou pela direita e cruzou para Succar. O centroavante cabeceou novamente e completou seu hat-trick.

Assim, Succar se tornou o primeiro jogador a marcar três gols em uma partida nesta edição da Sul-Americana. Além disso, nenhum peruano havia conseguido um hat-trick na história da competição.

Na reta final, Edenilson ainda balançou a rede pelo Botafogo. Porém, a arbitragem apontou impedimento e anulou o lance.

Goleada entra para a história da Sul-Americana

O 6 a 1 estabeleceu uma marca inédita.

Antes desta quinta-feira, a maior vitória de um clube peruano sobre um brasileiro em competições da Conmebol pertencia ao Sporting Cristal. Em 2004, o time venceu o Coritiba por 4 a 1 pela Libertadores.

Agora, o Cienciano superou esse resultado.

Além disso, o clube de Cusco se tornou o primeiro a fazer quatro gols no primeiro tempo de uma partida eliminatória da Conmebol desde o Racing, em 2024.

O resultado também ganha peso porque o Botafogo chegou às oitavas após fazer a melhor campanha geral da fase de grupos. O Alvinegro havia somado 16 pontos, com cinco vitórias e um empate.

O que o Botafogo precisa para se classificar?

A situação ficou extremamente difícil, mas a disputa ainda não terminou.

Botafogo e Cienciano fazem o jogo de volta na próxima quinta-feira (20), às 21h30, no Estádio Nilton Santos. O próprio clube já iniciou a venda de ingressos para a partida.

Como o Cienciano venceu por cinco gols de diferença, o Botafogo precisa devolver exatamente cinco gols de vantagem para levar a decisão aos pênaltis.

Portanto, resultados como 5 a 0, 6 a 1 ou 7 a 2 levam a disputa para as cobranças.

Por outro lado, uma vitória alvinegra por seis ou mais gols de diferença garante a classificação direta às quartas de final.

Qualquer vitória por até quatro gols de diferença elimina o Botafogo.

Botafogo enfrenta Vitória antes da decisão

Antes de tentar uma reação histórica na Sul-Americana, o Botafogo precisa virar a chave para o Campeonato Brasileiro.

O Alvinegro visita o Vitória neste domingo (16), às 18h30, no Estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador, pela 23ª rodada. A tabela oficial da CBF confirma data, horário e local.

Depois disso, Franclim Carvalho terá poucos dias para preparar a equipe para o reencontro com o Cienciano.

O Botafogo precisará, então, realizar uma remontada de proporções históricas no Nilton Santos para evitar a eliminação nas oitavas da Copa Sul-Americana.

+ MAIS NOTÍCIAS DE ESPORTES
Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

Leave a reply