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Niterói já retirou mais de 500 veículos abandonados das ruas desde 2025

Veículo em situação de abandono estacionado em rua de Niterói

Niterói já retirou mais de 500 veículos abandonados das ruas desde 2025 | Divulgação

Mais de 500 veículos em situação de abandono foram retirados das ruas de Niterói desde 2025. A fiscalização considera sinais de deterioração, ocupação prolongada do espaço público e, após os procedimentos de notificação, pode remover o veículo para depósitos municipais.

A retirada das ruas não significa, necessariamente, reboque em todos os casos. Parte dos veículos pode sair por ação dos próprios proprietários após fiscalização ou notificação. Além disso, quando o automóvel vai para o pátio e não é regularizado no prazo legal, ele pode seguir para leilão.

Cinco carros foram rebocados no Engenho do Mato

Na operação mais recente, realizada no Engenho do Mato, oito veículos deixaram de ocupar as ruas. Desse total, cinco foram removidos para o depósito e três foram retirados pelos próprios proprietários.

O caso mostra como a fiscalização pode terminar de formas diferentes. Portanto, nem toda identificação de abandono resulta, automaticamente, em reboque.

Em 2026, segundo os dados divulgados, mais de 200 vagas e áreas de calçada foram recuperadas com esse tipo de ação. Esse número não equivale, necessariamente, à quantidade de veículos removidos no ano.

Quando um veículo pode ser considerado abandonado

A fiscalização avalia sinais de abandono em conjunto. Entre os indícios observados estão:

  • deterioração da carroceria;
  • partes removíveis degradadas;
  • mais de dois pneus arriados;
  • vidros quebrados;
  • sinais de colisão;
  • vandalismo;
  • sujeira acumulada;
  • deterioração estrutural.

No entanto, um único sinal isolado não deve ser tratado como causa automática de remoção. Um carro velho, por exemplo, não vira veículo abandonado apenas por estar desgastado.

Como ocorre a fiscalização

O procedimento pode incluir identificação do veículo, vistoria, notificação e prazo para regularização, quando aplicável. Caso o proprietário não resolva a situação, a fiscalização pode acionar a remoção.

A retirada busca liberar vagas, áreas de circulação e trechos de calçada ocupados por veículos sem uso aparente. Além disso, veículos deteriorados podem acumular lixo, água e criar condições favoráveis à presença de insetos e roedores.

Ainda assim, a Prefeitura não informou, no material divulgado, tempo médio entre denúncia, vistoria, notificação e eventual remoção.

Morador pode denunciar pelo Colab

Moradores podem comunicar possíveis casos de abandono pelo aplicativo Colab. A denúncia serve como informação para que a fiscalização avalie o local.

No entanto, o registro feito pelo cidadão não gera reboque automático. As equipes precisam verificar a situação do veículo e seguir o procedimento administrativo.

Veja para onde o veículo removido é levado

Quando há remoção, o veículo pode ser encaminhado para um dos pátios municipais.

Região Oceânica:
Avenida Central Ewerton Xavier, nº 3345, Serra Grande, Itaipu.

Centro:
Rua Desidério de Oliveira, s/nº, Centro.

Dessa forma, o proprietário pode consultar para qual depósito o veículo foi levado pelo sistema de consulta de veículos removidos da NitTrans. A consulta, porém, não substitui os procedimentos necessários para liberação.

Proprietário tem até 60 dias antes de possível leilão

Enfim, depois da remoção, o proprietário tem até 60 dias para providenciar a regularização e retirar o veículo do pátio.

Caso isso não ocorra, o automóvel pode ser encaminhado a leilão, conforme os procedimentos legais. Contudo, isso não significa que o leilão seja automático imediatamente após o prazo.

A divulgação não detalha valores de reboque, diárias, taxas, multas ou documentos necessários para retirada. Por isso, o proprietário deve consultar a NitTrans e regularizar pendências antes de buscar o veículo.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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