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Multivacinação 2026 começa em todo o Brasil; veja quem deve se vacinar

Campanha Nacional de Multivacinação 2026 atualiza vacinas de crianças e adolescentes

Multivacinação 2026 começa em todo o Brasil; veja quem deve se vacinar | Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 começou nesta segunda-feira (03) em todo o Brasil. A mobilização segue até 1º de setembro e busca atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Durante a campanha, as equipes de saúde verificam o histórico de cada pessoa. Em seguida, aplicam apenas as doses que estiverem atrasadas ou incompletas.

A vacinação é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, pais e responsáveis devem procurar as unidades de saúde do município e apresentar, sempre que possível, a caderneta de vacinação.

Além disso, a mobilização terá um Dia D nacional no sábado, 8 de agosto, para ampliar o acesso às vacinas.

Multivacinação 2026 atualiza doses em atraso

O principal objetivo da campanha é localizar crianças e adolescentes que não receberam todas as doses previstas para sua faixa etária.

Assim, não existe uma vacina única destinada a todos durante a mobilização.

Primeiro, o profissional verifica a caderneta. Depois, identifica quais imunizantes ainda precisam ser aplicados conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

A estratégia é chamada de vacinação seletiva justamente porque considera a situação individual de cada criança ou adolescente.

Dessa forma, quem já está com todas as doses atualizadas não precisa repetir imunizantes desnecessariamente.

Quem deve participar da campanha

A estratégia nacional está direcionada principalmente a crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Por isso, pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal antes do fim da campanha.

Mesmo quem perdeu alguma dose na idade inicialmente recomendada deve procurar uma unidade de saúde.

O Ministério da Saúde orienta que, quando uma vacina está atrasada, a pessoa procure o serviço para atualizar o esquema.

Na maioria das situações, não é necessário reiniciar toda a vacinação. A equipe avalia quais doses ainda faltam.

Quais vacinas podem ser atualizadas

A disponibilidade depende da idade, do histórico vacinal e das recomendações previstas pelo SUS.

Entre os imunizantes que fazem parte do calendário para crianças e adolescentes estão BCG, hepatites A e B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócicas C e ACWY, febre amarela, tríplice viral, DTP, varicela, HPV e Covid-19, conforme a indicação para cada faixa etária.

Outras vacinas também podem ser indicadas de acordo com as regras do calendário vigente e condições específicas de saúde.

Por isso, a avaliação do profissional é fundamental antes da aplicação.

Dia D será no sábado, 8 de agosto

O Dia D da Multivacinação 2026 está previsto nacionalmente para sábado, 8 de agosto.

A data faz parte do calendário de estratégias de vacinação divulgado pelo Ministério da Saúde para este ano.

Durante o Dia D, municípios podem ampliar horários, abrir unidades adicionais ou instalar pontos temporários de imunização.

Entretanto, a programação varia de acordo com cada cidade.

Por isso, antes de sair de casa, os responsáveis devem verificar os horários divulgados pela secretaria municipal de saúde.

A campanha continuará normalmente depois do Dia D e terminará apenas em 1º de setembro.

Sarampo aumenta preocupação durante campanha

A mobilização ocorre também em um período de maior atenção ao sarampo.

Na última semana de julho, o Ministério da Saúde ampliou a recomendação de vacinação em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Nessas três cidades, pessoas de 6 meses a 59 anos passaram a receber uma recomendação ampliada contra a doença durante a campanha.

A medida foi adotada depois da identificação de uma cadeia de transmissão relacionada à introdução do vírus.

Até 28 de julho, o Brasil havia confirmado 14 casos de sarampo em 2026.

Desse total, 11 estavam relacionados ao surto então ativo, sendo nove na cidade de São Paulo e dois em São Bernardo do Campo.

Dose zero protege bebês em áreas com circulação do vírus

Normalmente, a vacina contra o sarampo integra o calendário a partir dos 12 meses de idade.

Entretanto, diante da circulação do vírus, o Ministério da Saúde pode recomendar uma aplicação adicional para bebês entre 6 e 11 meses.

Essa aplicação é conhecida como dose zero.

Ela funciona como proteção emergencial para crianças pequenas, que apresentam maior vulnerabilidade às complicações da doença.

No entanto, a dose zero não substitui as aplicações previstas posteriormente no calendário regular.

Sarampo é altamente contagioso

O sarampo é uma doença viral com alta capacidade de transmissão. O vírus pode se espalhar pela fala, tosse, espirros e contato próximo com uma pessoa infectada.

Por isso, uma cobertura vacinal elevada é fundamental para interromper a transmissão.

A doença pode provocar febre, tosse, coriza, irritação nos olhos e manchas avermelhadas pelo corpo.

Além disso, alguns pacientes podem desenvolver complicações mais graves. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção.

Caderneta Digital ajuda a conferir vacinas

As famílias também podem acompanhar parte do histórico pelo celular.

O Ministério da Saúde disponibiliza a Caderneta Digital da Criança, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital.

A ferramenta mostra as vacinas registradas nos sistemas do SUS. Além disso, apresenta a previsão das próximas doses e pode enviar notificações para lembrar os responsáveis.

O aplicativo também reúne informações sobre consultas e desenvolvimento infantil.

Entre os dados disponíveis estão registros de peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC) e outros indicadores relacionados à saúde da criança.

Caderneta de papel continua válida

A versão digital não substituiu a caderneta tradicional.

A Caderneta da Criança em papel continua sendo distribuída e utilizada nas unidades de saúde.

Além disso, não é necessário ter o aplicativo instalado para receber uma vacina.

Assim, quem não utiliza o Meu SUS Digital pode apresentar normalmente a versão física.

Caso a família não tenha a caderneta disponível, a orientação é procurar a unidade de saúde para que os profissionais verifiquem as informações existentes nos sistemas.

Como acessar a Caderneta Digital da Criança

O recurso está disponível dentro do Meu SUS Digital.

Para consultar informações individualizadas, o responsável precisa acessar sua conta Gov.br e vincular a criança ao perfil.

Depois disso, é possível acompanhar registros de vacinação, próximas doses e outras informações de saúde.

Os dados são integrados à Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

Por isso, vacinas registradas corretamente pelos serviços de saúde podem aparecer posteriormente no histórico digital.

Campanha segue até setembro

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 continuará até 1º de setembro.

Portanto, quem não conseguir comparecer no Dia D ainda poderá procurar a rede de vacinação durante as semanas seguintes.

A recomendação principal é levar a criança ou adolescente à unidade para que a equipe confira a situação vacinal.

Caso exista alguma dose pendente, a imunização poderá ser atualizada conforme as regras do Calendário Nacional de Vacinação.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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