Bruno Guimarães explicou que a cobrança do segundo pênalti do Brasil na vitória por 4 a 2 sobre a Austrália foi definida por Carlo Ancelotti. O meio-campista afirmou que não houve disputa pela bola e destacou que a prioridade era ajudar Vini Jr a recuperar confiança.
O atacante sofreu a penalidade no segundo tempo e converteu o quarto gol brasileiro no Suncorp Stadium, em Brisbane.
“Não tem vaidade alguma. Na Copa do Mundo, Ancelotti me mandou bater. Hoje, mandou o Vini cobrar. Ele estava precisando fazer um gol, bateu muito bem. Queremos o bem do Brasil, é isso que importa. Estou feliz por ele.”
A fala esclarece o que aconteceu depois que Raphinha, cobrador principal da Seleção, deixou a partida no intervalo com desconforto na coxa direita.
Ordem partiu de Ancelotti
O Brasil teve dois pênaltis no amistoso.
No primeiro, ainda antes do intervalo, Raphinha assumiu naturalmente a cobrança e empatou o jogo em 2 a 2.
Na segunda etapa, porém, o jogador já não estava em campo.
Bruno Guimarães seria uma das opções para assumir a responsabilidade, mas Ancelotti orientou que Vini Jr ficasse com a bola.
O meio-campista tratou a decisão com naturalidade e reforçou que a Seleção não pode permitir disputas individuais em situações como essa.
A cobrança também tinha um contexto importante para o atacante do Real Madrid.
Depois da partida, Vini afirmou que vinha de alguns jogos sem marcar e valorizou a oportunidade de voltar a balançar a rede.
Bruno Guimarães também marcou em Brisbane
O próprio Bruno teve participação direta na vitória.
O meio-campista marcou o terceiro gol brasileiro depois de boa combinação entre Vini Jr e Endrick.
Vini encontrou Endrick, que serviu Bruno livre na pequena área. O camisa 8 apenas completou para recolocar a Seleção na frente.
O gol teve peso especial dentro de um momento de reconstrução pessoal.
Bruno ficou marcado pela participação no lance decisivo da eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Agora, inicia um novo ciclo tentando recuperar protagonismo dentro da Seleção de Ancelotti.
“Começo de uma nova caminhada”
Depois da vitória, Bruno também analisou o momento da Seleção.
O Brasil havia empatado por 1 a 1 com a Austrália no primeiro amistoso e sofreu críticas pela atuação.
Nesta terça-feira, Ancelotti fez sete mudanças na equipe titular, abandonou o 4-2-4 e utilizou o 4-3-3.
Para Bruno, a mudança tática ajuda, mas não resolve tudo sozinha.
“Muita gente quer o resultado logo de cara, entendemos o torcedor, estão sofrendo, estão magoados. O primeiro jogo não foi nada bom, nada do que estávamos esperando.”
O jogador continuou:
“Hoje entramos com uma estratégia nova. Mas acima do jeito de jogar, se é no 4-3-3 ou no 4-2-4, nós temos que chamar a responsabilidade para desempenhar melhor.”
Meio-campista vê evolução no segundo amistoso
Bruno também destacou a diferença entre os dois confrontos.
No primeiro jogo, o Brasil encontrou dificuldades para acelerar a circulação da bola e terminou buscando o empate apenas no último lance.
Em Brisbane, a equipe teve maior domínio territorial e conseguiu criar mais oportunidades.
“No primeiro jogo, o campo dificultou muito. Hoje, ficamos mais com a bola.”
A quantidade de alterações também entrou na avaliação.
“Trocamos sete jogadores em relação ao jogo passado, é uma equipe em formação. Precisamos dar uma resposta.”
O meio-campista considerou que a Seleção conseguiu oferecer essa reação.
“Acho que quem gosta ficou feliz com o resultado, com o desempenho. Foi bom. Dá para ser melhor, mas mostra que estamos num bom caminho.”
Brasil encerra Data Fifa contra Índia
A vitória sobre a Austrália foi a primeira da Seleção desde a eliminação na Copa do Mundo.
O Brasil agora segue para Calcutá, onde enfrenta a Índia no sábado (3), às 11h, no horário de Brasília.
Ancelotti deve continuar testando jogadores e formações.
A partida contra os australianos, porém, já deixou uma mensagem importante dentro do elenco.
Mesmo depois de um Mundial frustrante e em um período de reconstrução, Bruno Guimarães destacou que a nova caminhada precisa ter responsabilidade coletiva acima de qualquer protagonismo individual.









