A Seleção Brasileira venceu a Austrália por 4 a 2, de virada, nesta terça-feira (29), em Brisbane, e apresentou uma resposta bem mais consistente depois do empate frustrante no primeiro amistoso. O time de Carlo Ancelotti começou melhor, sofreu dois gols em sequência, mas retomou o controle e transformou a partida com maior presença no meio-campo e participação decisiva de seus jogadores de frente.
Vanderson, Raphinha, Bruno Guimarães e Vini Jr marcaram os gols brasileiros no Suncorp Stadium. Circati e Metcalfe balançaram a rede para os australianos.
Mais do que o resultado, o segundo teste mostrou um Brasil diferente daquele que empatou por 1 a 1 na sexta-feira. O 4-3-3 utilizado por Ancelotti ofereceu mais conexões, permitiu maior participação de Bruno Guimarães e aproximou os jogadores ofensivos.
A Seleção encerra esta Data Fifa no sábado (3), às 11h, contra a Índia, em Calcutá.
Brasil começa pressionando e marca cedo
A nova formação apresentou resultado imediatamente.
Com apenas três minutos, Gabriel Bontempo participou de uma troca de passes pela direita e encontrou Vanderson próximo da área.
O lateral dominou e acertou um forte chute para abrir o placar.
A vantagem refletia o começo brasileiro.
Raphinha obrigou o goleiro Beach a trabalhar em duas oportunidades, enquanto Rayan também conseguiu chegar à finalização.
O Brasil circulava a bola com mais naturalidade e encontrava espaços principalmente pelos lados.
Austrália aproveita duas chances e vira o jogo
O domínio inicial, entretanto, não virou tranquilidade.
A Austrália praticamente não havia ameaçado quando conseguiu empatar aos 28 minutos.
Após cobrança de escanteio de Metcalfe, Rayan desviou na primeira trave e Circati aproveitou a sobra.
A arbitragem inicialmente anulou o lance por impedimento, mas o VAR revisou a jogada e confirmou o gol.
Pouco depois, veio o maior susto brasileiro.
Metcalfe arriscou de fora da área e virou a partida para os australianos.
Em poucos minutos, o Brasil saiu de um cenário de controle para uma desvantagem inesperada.
Raphinha empata antes do intervalo
A equipe de Ancelotti sentiu a sequência australiana, mas conseguiu reagir ainda no primeiro tempo.
Danilo recebeu dentro da área, tentou passar por Souttar e caiu depois da dividida.
O árbitro precisou revisar o lance no monitor antes de marcar o pênalti.
Raphinha assumiu a cobrança e empatou.
O gol levou o Brasil para o intervalo com o placar novamente equilibrado e evitou que a Austrália carregasse a virada para a segunda etapa.
Endrick entra e participa da virada
Ancelotti voltou para o segundo tempo com uma alteração importante.
Endrick substituiu Raphinha e passou a ocupar a referência do ataque.
O ritmo caiu nos primeiros minutos, mas o Brasil seguiu criando as melhores oportunidades.
Danilo finalizou para fora. Depois, Gabriel Magalhães cabeceou e obrigou Beach a fazer boa defesa.
Endrick ainda protagonizou um momento de tensão com Souttar após uma dividida mais forte.
A entrada do atacante, porém, ganharia importância principalmente na construção do terceiro gol.
Bruno Guimarães recoloca Brasil na frente
Ancelotti também lançou Matheuzinho, Andrey Santos e Estêvão, retirando Vanderson, Bontempo e Rayan.
A Seleção voltou a acelerar a circulação da bola.
Em uma construção coletiva, Vini Jr encontrou Endrick, que levantou a cabeça e serviu Bruno Guimarães livre dentro da área.
O meio-campista apareceu de frente para o gol e completou para fazer o terceiro.
Além de recolocar o Brasil em vantagem, a jogada mostrou uma das diferenças mais claras em relação ao primeiro amistoso: mais jogadores chegando simultaneamente à área adversária.
Vini Jr fecha vitória
Estêvão quase aumentou pouco depois, mas parou no goleiro australiano.
Aos 33 minutos, Vini Jr resolveu.
O atacante recebeu pelo lado, partiu para cima da marcação e foi derrubado por Irankunda dentro da área.
O árbitro marcou o segundo pênalti brasileiro.
Vini Jr cobrou e fez o quarto.
Com a vantagem estabelecida, Ancelotti ampliou ainda mais os testes.
Samuel Lino e Martinelli entraram nas vagas de Vini Jr e Bruno Guimarães.
Pouco depois, Bidon, Arthur Dias e Vitor Reis também receberam minutos, substituindo Danilo, Mauro Júnior e Jair.
4-3-3 oferece resposta melhor a Ancelotti
A vitória não elimina todos os problemas apresentados no primeiro amistoso, mas oferece uma primeira resposta tática.
Ancelotti havia utilizado um 4-2-4 no empate anterior e decidiu colocar três jogadores no meio para o segundo confronto.
Com Danilo, Bruno Guimarães e Gabriel Bontempo, o Brasil apresentou maior presença na construção e conseguiu ocupar melhor os espaços entre as linhas.
Raphinha começou centralizado, enquanto Rayan e Vini Jr trabalharam pelos lados.
A mudança também liberou Bruno Guimarães para aparecer mais perto da área, movimento que terminou justamente no gol da virada.
O treinador ainda conseguiu observar uma quantidade grande de jogadores sem perder o controle do jogo.
Bontempo aproveita primeira chance como titular
Entre os testes, Gabriel Bontempo teve participação importante.
O jovem começou pela primeira vez uma partida da Seleção principal e participou diretamente do primeiro gol ao encontrar Vanderson.
Sua atuação também ajudou o Brasil a controlar o meio-campo durante boa parte do primeiro tempo.
Ele deixou o gramado na segunda etapa para a entrada de Andrey Santos.
Para Ancelotti, que vem repetindo que pretende ampliar o número de jogadores observados neste novo ciclo, o desempenho representa mais uma opção para acompanhar.
Brasil encerra Data Fifa contra Índia
Depois dos dois jogos contra a Austrália, a Seleção seguirá para a última etapa desta janela internacional.
O Brasil enfrenta a Índia no sábado (3), às 11h, no horário de Brasília, em Calcutá.
Ancelotti deverá continuar o processo de observação e pode voltar a modificar a equipe.
O segundo amistoso em Brisbane, contudo, já ofereceu algo que faltou no primeiro.
O Brasil ainda sofreu defensivamente e chegou a ficar atrás no placar, mas desta vez conseguiu controlar a maior parte da partida, criar oportunidades e transformar reação em vitória.








