
Meta Quest ganha jogo em que você cria galinhas mutantes com radiação cósmica | Divulgação/ImmersedPlayer
Um jogo de realidade virtual prestes a chegar ao Meta Quest em outubro de 2026 começa com uma pergunta bastante simples: e se criar galinhas fosse mais interessante depois de acrescentar radiação cósmica, mutações e uma fazenda espacial?
Essa é a proposta de Is That a Chicken?, novo projeto do estúdio sul-coreano ImmersedPlayer.
Em vez de entregar uma simulação rural tradicional, o jogo coloca o jogador diante de galinhas alteradas pela radiação. A missão envolve descobrir novas espécies, cuidar das aves, coletar ovos, cozinhar, atender clientes e completar uma espécie de Pokédex de galinhas chamada Chicken-dex.
Entre os exemplos já mostrados pela desenvolvedora estão uma galinha literalmente pegando fogo e outra equipada com óculos escuros e visual de discoteca.
O jogo chega para Meta Quest 2, Quest Pro, Quest 3 e Quest 3S, funciona sem conexão permanente com a internet e poderá ser jogado sentado, em pé ou utilizando espaço roomscale.
Por enquanto, porém, a Meta informa apenas outubro de 2026, sem divulgar o dia exato do lançamento.
O objetivo não é simplesmente criar galinhas
A estrutura funciona como uma mistura de coleção, gerenciamento e experimentação.
O jogador recebe animais e pode interagir com eles de diferentes maneiras para tentar produzir novas mutações.
Nem todo resultado é conhecido previamente.
A própria desenvolvedora apresenta a descoberta como parte central da experiência: determinadas interações podem provocar o nascimento de uma galinha que ainda não apareceu no catálogo.
Cada descoberta passa então a integrar a Chicken-dex.
Isso cria um ciclo bastante parecido com jogos de coleção de criaturas, mas transportado para um ambiente em primeira pessoa no qual o jogador manipula diretamente os animais.
A radiação cósmica explica as mutações
O absurdo possui uma justificativa dentro do próprio universo.
As galinhas foram expostas a radiação cósmica, provocando variações cada vez mais estranhas.
Em vez de raças convencionais, aparecem criaturas com características exageradas, poderes visuais ou comportamentos incomuns.
O estúdio já mostrou, por exemplo:
- galinha de fogo;
- galinha com visual de discoteca;
- diferentes variantes mutantes;
- aves produzidas por combinações ainda não reveladas.
A graça está justamente em descobrir o que pode nascer depois de cada experiência.
O momento de quebrar o ovo virou parte do jogo
Is That a Chicken? transforma até o nascimento numa pequena recompensa.
Depois de conseguir um ovo capaz de produzir uma nova variante, o jogador precisa esperar pela revelação.
A desenvolvedora trata esse momento como uma das partes centrais da experiência.
A dúvida é simples: vai nascer algo já conhecido ou uma galinha inédita?
Essa antecipação cria um mecanismo semelhante à abertura de pacotes ou captura de criaturas, mas sem depender necessariamente de caixas externas ou menus abstratos.
A recompensa aparece fisicamente diante do jogador em realidade virtual.
Ovos também viram comida
Nem todo ovo existe para produzir uma nova criatura.
As galinhas também fornecem ovos que podem ser fritos e servidos aos clientes.
Essa atividade alimenta a parte econômica da fazenda.
O jogador atende visitantes, recebe moedas e utiliza os recursos para ampliar a operação e desbloquear novas oportunidades de criação.
Assim, coleção e gerenciamento se conectam.
Quanto mais variedade existe na fazenda, maior tende a ser o número de atividades disponíveis para continuar expandindo o negócio.
Existe uma loja por trás da brincadeira
Isso faz com que o jogo também possua elementos de tycoon.
Não basta simplesmente caminhar pelo cenário olhando galinhas engraçadas.
O jogador precisa produzir, cozinhar, servir clientes e administrar a progressão.
A própria ImmersedPlayer define o projeto como um VR Collection Tycoon, expressão que resume bem essa combinação entre coleção de criaturas e gerenciamento.
O foco, porém, permanece mais próximo de uma experiência casual do que de uma simulação econômica pesada.
A granja funciona também como playground
A desenvolvedora decidiu não limitar todas as interações a tarefas produtivas.
Na descrição oficial, existe uma seção inteira dedicada a coisas que não precisam ser feitas, mas podem.
É possível tocar um sino e chamar o bando inteiro, brincar com luvas de boxe e até enterrar uma galinha numa cesta de basquete.
Nenhuma dessas ações parece necessária para completar o catálogo ou administrar a fazenda.
Elas existem porque a realidade virtual permite transformar objetos e animais em brinquedos interativos.
Esse tipo de liberdade física é justamente um dos pontos em que um jogo VR pode se diferenciar bastante de uma versão convencional para monitor.
Existe até uma arma para ovos
O jogo inclui ainda um equipamento chamado EggGun.
A descrição oficial é curta, mas deixa claro que a ferramenta ajuda a manipular ovos dentro da fazenda.
Outra espécie de aspirador também aparece entre os equipamentos usados para organizar a produção.
A proposta parece assumir deliberadamente um tom de desenho animado.
Nada indica uma preocupação em reproduzir realisticamente uma granja.
O objetivo é transformar tarefas rurais em interações físicas exageradas.
Quest 2 continua incluído
Um detalhe importante está na compatibilidade.
Mesmo com Quest 3 e Quest 3S já consolidados, Is That a Chicken? também está listado para Meta Quest 2 e Quest Pro.
Isso amplia consideravelmente a base potencial de jogadores.
O título não depende, portanto, das capacidades exclusivas dos modelos mais novos para funcionar.
A página oficial informa suporte a controles Touch e aos quatro headsets.
Não é um jogo de hand tracking
Isso merece ser separado porque a Meta vem ampliando bastante a aposta em experiências sem controles físicos.
Apesar de a descrição promocional dizer que o jogador pode pegar galinhas “com as próprias mãos”, a ficha técnica atual da Meta lista Touch Controllers como forma de controle.
Portanto, não há base para afirmar que o jogo utilize rastreamento livre das mãos no lançamento.
O gesto ocorre por meio dos controles rastreados.
Essa diferença ficará ainda mais importante no futuro, porque o Folha do Leste mostrou que a Meta prepara mais de 75 jogos sem controles para seus novos VR Glasses de aproximadamente 100 gramas.
Is That a Chicken? pertence, por enquanto, à geração tradicional do Quest.
Dá para jogar sentado
O jogo possui três modos de posicionamento reconhecidos pela loja:
sentado;
em pé;
roomscale.
Isso significa que o usuário não precisa necessariamente reservar uma grande área vazia para cuidar da fazenda.
Para experiências casuais, suporte sentado é especialmente útil porque permite sessões mais longas sem transformar todo o tempo em atividade física.
Ainda assim, quem possui espaço pode utilizar movimentação corporal mais ampla.
A classificação de conforto é a mais tranquila
A Meta classifica Is That a Chicken? como Comfortable.
Essa indicação sugere baixa intensidade de movimento artificial e menor tendência a provocar desconforto em comparação com experiências de locomoção rápida.
Não significa que nenhuma pessoa possa sentir enjoo.
Sensibilidade a VR varia bastante de usuário para usuário.
Mas a classificação combina com a própria estrutura do jogo: uma fazenda pequena baseada em manipulação de objetos oferece menos motivos para movimentos extremos que um shooter ou simulador de corrida.
O contraste fica evidente diante de jogos como Into the Radius 2, que chega nesta semana ao PS VR2 com exploração, armas e sobrevivência.
Também funciona completamente offline
Outra informação interessante está na necessidade de conexão.
A Meta informa que Is That a Chicken? não exige internet para funcionar.
Isso combina com o fato de ser uma experiência para um jogador.
Depois de instalado, o usuário poderá cuidar da fazenda e completar a coleção sem depender de servidores para manter a sessão ativa.
Num momento em que muitos jogos até single-player exigem conexão para determinados recursos, essa simplicidade pode ser uma vantagem.
Não há multiplayer anunciado
Apesar de a proposta parecer adequada para mostrar galinhas absurdas aos amigos, a versão atual está listada apenas como single-player.
Não existe multiplayer ou modo cooperativo confirmado.
Isso diferencia Is That a Chicken? de Birdseed, também mostrado hoje pelo Folha do Leste, que permite observar e fotografar pássaros com até quatro jogadores entre SteamVR e Meta Quest.
Os dois jogos usam aves como centro da experiência, mas seguem direções completamente diferentes.
Birdseed aposta em observação de espécies inspiradas em animais reais.
Is That a Chicken? prefere perguntar o que acontece quando uma galinha sofre mutação cósmica.
Também não possui português confirmado
A página da Meta atualmente lista apenas inglês entre os idiomas.
Português do Brasil não aparece.
Isso pode ter algum peso porque o jogo possui menus, sistemas de progressão e catálogo de criaturas.
Por outro lado, boa parte das ações parece depender de interação física e elementos visuais.
Ainda assim, quem pretende jogar sem domínio de inglês deve considerar a ausência atual de localização.
O jogo nasceu num estúdio pequeno da Coreia do Sul
A ImmersedPlayer é um estúdio independente localizado em Daejeon, na Coreia do Sul.
A empresa trabalha com jogos de PC e realidade virtual e define sua filosofia de forma bastante simples: criar experiências baseadas em novas formas de interação e imersão.
Seu catálogo inclui projetos como Storage 8, Little Nook e Tidal Adventure.
Is That a Chicken? aparece como um dos novos projetos em desenvolvimento e é descrito oficialmente como uma experiência de coleção de galinhas mutantes.
O estúdio já trabalha com realidade virtual há algum tempo
A ImmersedPlayer não está entrando agora no setor.
Little Nook, por exemplo, utiliza realidade mista no Quest 3 e Quest 3S para colocar pequenas criaturas dentro do ambiente real do jogador.
Já Storage 8 possui versão SteamVR além da edição tradicional para PC.
Isso mostra uma equipe acostumada a trabalhar com interações espaciais, ainda que seus projetos permaneçam relativamente pequenos.
Is That a Chicken? leva essa experiência para uma estrutura mais diretamente ligada a jogo de coleção e progressão.
O visual ainda estava sendo ajustado semanas antes do lançamento
Outro detalhe interessante do desenvolvimento é que o estúdio continuava experimentando diferentes estilos visuais no fim de setembro.
A equipe chegou a mostrar alternativas de arte e pedir opinião dos jogadores sobre qual direção combinava melhor com o projeto.
Isso ajuda a explicar por que algumas imagens promocionais podem apresentar pequenas diferenças visuais.
Como o jogo ainda aparece como “Coming Soon”, elementos finais também podem sofrer alterações até o lançamento.
Não existe preço divulgado
A página oficial não apresenta valor de venda.
Também não há indicação de que Is That a Chicken? será gratuito.
Portanto, qualquer preço neste momento seria especulação.
O jogo pode ser adicionado à lista de desejos da Meta Store enquanto a data completa e o valor não são anunciados.
Esse é um ponto que precisará ser atualizado assim que a ImmersedPlayer abrir vendas ou pré-venda.
A data também continua aberta
A situação é parecida com o calendário.
A Meta confirma outubro de 2026, mas não informa o dia.
O site da própria ImmersedPlayer ainda é mais cauteloso e apresenta o jogo apenas como “coming soon”.
Consequentemente, não é correto cravar uma estreia em determinada semana.
O que está confirmado é a janela mensal.
Quest começa a receber jogos cada vez menos previsíveis
Is That a Chicken? também serve para mostrar uma mudança interessante no catálogo de VR.
Durante anos, realidade virtual ficou fortemente associada a shooters, simuladores e experiências de terror porque esses gêneros se adaptavam facilmente aos controles de movimento.
Esse cenário está se ampliando.
Somente nos últimos dias, o Folha do Leste mostrou um jogo de observação de pássaros com câmera virtual, uma experiência em que bicicleta ergométrica vira veículo cyberpunk e agora uma granja espacial dedicada a galinhas mutantes.
É exatamente esse tipo de projeto estranho que uma plataforma madura começa a permitir.
VR funciona particularmente bem para coisas absurdas
Existe uma vantagem curiosa na proposta.
Manipular uma galinha com um mouse é uma ação comum de videogame.
Pegar uma criatura virtual com as duas mãos, observar, colocar em determinado local, pegar seu ovo e depois usar outro objeto para cozinhar transforma a mesma tarefa em algo muito mais físico.
VR consegue dar importância a ações banais simplesmente porque o corpo participa delas.
Isso ajuda a explicar por que jogos aparentemente simples conseguem funcionar bem dentro de headsets.
O objeto não precisa ter mecânica extremamente complexa.
Ele precisa responder de maneira convincente ao jogador.
A coleção pode ser o principal fator de longevidade
O grande teste estará na variedade.
Um sistema baseado em descobrir mutações depende de oferecer criaturas suficientes para manter a curiosidade depois das primeiras horas.
Se houver poucas combinações, a surpresa desaparece rapidamente.
Se existirem muitas variações e maneiras diferentes de chegar até elas, completar a Chicken-dex pode sustentar a experiência durante bastante tempo.
A ImmersedPlayer ainda não divulgou oficialmente quantas galinhas diferentes existirão.
Esse é um dos números que mais interessa antes do lançamento.
Economia também precisa evitar repetição
O outro desafio está na parte de gerenciamento.
Fritar ovos e atender clientes pode ser divertido em VR porque exige movimentos físicos.
Mas a mesma tarefa repetida dezenas de vezes pode se tornar cansativa se não houver novas ferramentas, melhorias ou mudanças na rotina.
A expansão da fazenda e o desbloqueio de galinhas raras parecem justamente os sistemas destinados a renovar esse ciclo.
Até o lançamento, porém, ainda não existe material suficiente para avaliar sua profundidade.
Por isso, Is That a Chicken? deve ser tratado como uma proposta interessante, não como um jogo já testado pelo Folha do Leste.
Ainda não existem avaliações
A Meta Store não possui avaliações de usuários para o título.
Isso é esperado porque ele ainda não foi lançado.
Consequentemente, não existem dados confiáveis sobre desempenho, duração, variedade real de conteúdo ou qualidade das interações finais.
As informações disponíveis vêm da descrição oficial da Meta e da própria desenvolvedora.
A experiência prática só poderá ser julgada quando o jogo estiver disponível.
O mais estranho talvez seja que a ideia faça sentido
Separadamente, quase todos os componentes são conhecidos.
- Existem jogos de fazenda.
- Existem jogos de coleção.
- Existem tycoons.
- Existem criaturas mutantes.Existem jogos de realidade virtual baseados em manipular objetos.
Is That a Chicken? simplesmente coloca tudo no mesmo galinheiro.
O resultado é uma fazenda espacial em que radiação cósmica produz galinhas de fogo, ovos viram dinheiro e descobrir uma ave usando óculos de discoteca conta como progresso.
Talvez não seja a demonstração mais séria do futuro da realidade virtual.
Mas é um ótimo exemplo de por que videogames não precisam ser sérios para explorar bem uma tecnologia.








