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Cienciano x Botafogo; Informações, escalações, onde assistir

Jogadores do Botafogo durante partida da temporada. O Alvinegro enfrenta o Cienciano no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, a aproximadamente 3.400 metros de altitude, pela ida das oitavas da Sul-Americana

Cienciano x Botafogo; Informações, escalações, onde assistir | Divulgação/Cieciano Club | Vitor Silva/Botafogo

O confronto entre Cienciano x Botafogo tem horário marcado para o meio da noite desta quinta-feira (13), no Estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O confronto terá transmissão exclusiva.

Além do adversário, o Botafogo precisará administrar um fator conhecido das competições continentais: os aproximadamente 3.400 metros de altitude de Cusco. A equipe de Franclim Carvalho, porém, chega ao mata-mata respaldada pela melhor campanha entre os líderes da fase de grupos, enquanto o Cienciano ganhou confiança depois de protagonizar uma virada histórica sobre o Lanús.

A definição da vaga acontecerá na próxima quinta-feira (20), às 21h30, no Estádio Nilton Santos. Como terminou a fase de grupos com a melhor campanha entre os primeiros colocados, o Botafogo terá o direito de decidir esta eliminatória diante de sua torcida.

Como chega o Cienciano

O Cienciano alcançou as oitavas depois de protagonizar uma das maiores reações desta edição da Sul-Americana. Após perder por 2 a 0 para o Lanús na Argentina, o clube peruano precisava de uma atuação praticamente perfeita no confronto de volta em Cusco.

E foi exatamente o que aconteceu. O Cienciano venceu por 4 a 0, com dois gols de Carlos Garcés e outros dois de Alejandro Hohberg, eliminando o então campeão da competição por 4 a 2 no placar agregado.

O resultado também ajuda a explicar por que o Botafogo trata o primeiro confronto com cautela. Além da altitude, o Cienciano apresenta um retrospecto competitivo diante de brasileiros quando joga no Peru.

Segundo a Conmebol, os peruanos venceram três dos seis jogos disputados em casa contra clubes brasileiros em torneios continentais, com um empate e duas derrotas. A única eliminatória desse recorte aconteceu justamente na Sul-Americana de 2003, quando o Cienciano venceu o Santos por 2 a 1 antes de seguir na campanha que terminaria com o título.

Hohberg e Garcés são as principais armas

A reação diante do Lanús teve dois protagonistas que o Botafogo precisará controlar nesta quinta-feira.

Alejandro Hohberg chega como uma das principais ameaças principalmente nas finalizações de média e longa distância. O atacante já marcou três gols de fora da área nesta Sul-Americana, marca que nenhum outro jogador superou em uma mesma edição desde o início da série estatística da Conmebol, em 2013.

Além dele, Carlos Garcés oferece presença física dentro da área e chega valorizado depois dos dois gols marcados contra o Lanús. A Conmebol aponta o equatoriano como o principal goleador do Cienciano na atual campanha continental.

Cristian Souza completa o grupo de jogadores que merece atenção. O uruguaio tem papel importante na criação e foi o atleta que mais produziu passes para finalizações depois de conduzir a bola durante a fase de grupos, com oito ações desse tipo.

Como chega o Botafogo

O Botafogo desembarca no Peru em cenário bastante diferente daquele vivido pelo Cienciano.

Enquanto o clube peruano precisou passar pelos playoffs, o Alvinegro avançou diretamente porque terminou a fase de grupos invicto e com a melhor campanha entre todos os líderes. Foram 16 pontos em 18 possíveis, com cinco vitórias e apenas um empate.

A equipe marcou 15 gols e sofreu cinco, apresentando uma produção ofensiva distribuída entre diferentes jogadores. Danilo, Arthur Cabral, Júnior Santos, Álvaro Montoro, Cristian Medina e Jordan Barrera participaram diretamente de gols durante a campanha.

Além disso, o Botafogo apresenta um retrospecto perfeito contra adversários peruanos em competições da Conmebol. Foram seis partidas e seis vitórias, embora todos esses confrontos anteriores tenham acontecido em fases de grupos.

Portanto, o jogo em Cusco apresenta um cenário diferente: além do mata-mata, o Botafogo terá de administrar uma equipe que costuma crescer dentro de casa e que acabou de construir uma goleada histórica no mesmo estádio.

Botafogo vem de empate no clássico

O último compromisso do Alvinegro terminou empatado em 1 a 1 com o Fluminense, no sábado (8), pelo Campeonato Brasileiro. Alex Telles abriu o placar em cobrança de falta, enquanto Ignácio empatou durante o segundo tempo.

Franclim Carvalho utilizou Warleson; Vitinho, Justino, Ferraresi e Alex Telles; Cristian Medina, Danilo e Montoro; Kauan Toledo, Villalba e Arthur Cabral como formação inicial naquele clássico.

Agora, entretanto, algumas alterações são esperadas para enfrentar as características do Cienciano e principalmente os efeitos da altitude.

Santi Rodríguez e Júnior Santos voltam a aparecer entre as alternativas ofensivas, oferecendo mais velocidade para uma partida na qual o Botafogo poderá encontrar espaços quando o adversário avançar suas linhas.

Barrera é baixa depois de lesão contra o Fluminense

Uma das ausências mais recentes é Jordan Barrera, que sofreu uma lesão no pé esquerdo durante o clássico contra o Fluminense.

O colombiano entrou durante o segundo tempo, mas se machucou sozinho pouco depois e deixou o campo sentindo fortes dores. Franclim Carvalho demonstrou preocupação após a partida, enquanto o jogador foi encaminhado ao hospital para avaliação.

A baixa reduz as alternativas de velocidade e drible, características que poderiam ser importantes principalmente durante as transições ofensivas em Cusco.

Allan também continua afastado em recuperação de uma lesão muscular que já o retirou de diferentes compromissos nesta temporada.

Kaio Pantaleão, por sua vez, segue no processo de recuperação da grave lesão sofrida no joelho ainda em 2025.

Cinco reforços entraram na lista da Sul-Americana

Franclim Carvalho também ganhou opções para o início do mata-mata.

O Botafogo utilizou as cinco alterações permitidas na inscrição para incluir Warleson, Gabriel Batista, Lucas Monzón, Domingos Andrade e Danilo Pereira.

Por outro lado, Paulinho ficou fora da relação continental, assim como Lucas Emanuel. A escolha obrigou a comissão técnica a priorizar posições consideradas mais necessárias para a sequência da competição.

Lucas Monzón, por exemplo, chegou ao Botafogo nesta janela depois de atuar pelo Junior Barranquilla e assinou contrato até dezembro de 2029.

A possibilidade de utilizar os novos inscritos aumenta as alternativas especialmente durante o segundo tempo, quando o desgaste causado pela altitude pode influenciar as escolhas de Franclim.

Prováveis escalações

A escalação oficial será divulgada aproximadamente uma hora antes do início da partida. Entretanto, considerando a base recente das equipes e as opções disponíveis, a tendência é de formações próximas às seguintes:

CIENCIANO: Gonzalo Falcón; Carlos Cabello, Maximiliano Amondarain, Kevin Becerra e Marcos Martinich; Santiago Arias e Gerson Barreto; Cristian Souza, Alejandro Hohberg e Neri Bandiera; Carlos Garcés.
Técnico: Horacio Melgarejo.

A projeção utiliza como referência a espinha dorsal do elenco inscrito pelo Cienciano e os jogadores que ganharam protagonismo durante a campanha continental. Hohberg, Garcés, Becerra, Barreto e Souza aparecem entre as principais referências destacadas pela própria Conmebol.

BOTAFOGO: Warleson; Vitinho, Justino, Ferraresi e Alex Telles; Cristian Medina, Danilo e Montoro; Santi Rodríguez, Júnior Santos e Arthur Cabral.
Técnico: Franclim Carvalho.

A formação alvinegra representa uma projeção a partir da equipe utilizada contra o Fluminense, considerando o retorno de alternativas ofensivas e as ausências conhecidas para a viagem ao Peru.

Danilo é destaque do Botafogo na Sul-Americana

Embora a produção ofensiva esteja distribuída, Danilo chega ao mata-mata com números importantes.

O volante marcou três gols pelo Botafogo nas competições da Conmebol nesta temporada, tornando-se o principal goleador alvinegro nesse recorte.

A participação do meio-campista também será importante para controlar o ritmo da partida, principalmente porque jogar em altitude exige cuidados adicionais com intensidade, pressão e recuperação entre as ações.

Por isso, o Botafogo pode alternar momentos de pressão com períodos de maior controle da posse, evitando transformar a partida em um jogo excessivamente acelerado.

1993 inspira, mas título seria inédito na Sul-Americana

A participação continental também recupera uma memória importante para o torcedor alvinegro.

Em 1993, o Botafogo conquistou a Copa CONMEBOL, derrotando o Peñarol nos pênaltis no Maracanã. O próprio clube descreve aquela competição como antecessora da atual Copa Sul-Americana.

Entretanto, as competições são oficialmente distintas.

A Conmebol registra o Botafogo como campeão da Copa CONMEBOL de 1993 e da Libertadores de 2024, enquanto destaca que o troféu da atual Sul-Americana ainda falta à galeria do clube.

Assim, uma eventual conquista em 2026 representaria o primeiro título do Botafogo na Copa Sul-Americana, embora também ampliasse a tradição iniciada com a conquista continental de 1993.

Cienciano sabe o que é ganhar a Sul-Americana

Do outro lado, o adversário possui uma relação especial com a competição.

O Cienciano conquistou a Copa Sul-Americana de 2003 e, no ano seguinte, venceu também a Recopa Sul-Americana. O clube peruano, portanto, possui experiência histórica em campanhas continentais de mata-mata.

A campanha de 2026 revive parte dessa memória, principalmente depois da goleada por 4 a 0 que eliminou o Lanús.

Agora, o Cienciano tentará novamente utilizar o Estádio Inca Garcilaso de la Vega e a altitude de Cusco como aliados para construir vantagem antes da viagem ao Rio.

O Botafogo começa o mata-mata com a vantagem de decidir a vaga no Rio de Janeiro, mas sabe que precisará atravessar antes um dos cenários mais difíceis da competição.

Em Cusco, o Alvinegro encontrará um Cienciano fortalecido pela virada contra o Lanús, uma torcida empolgada e os efeitos dos 3.400 metros de altitude. Por isso, sair do Peru com a eliminatória controlada pode ser tão importante quanto buscar uma vitória antes da decisão no Nilton Santos.

FICHA TÉCNICA

CIENCIANO x BOTAFOGO – Copa Sul-Americana – Jogo de ida das oitavas de final

Data e Horário: 13/08/2026, quinta-feira, às 21h30 (Horário de Brasília) | Onde Assistir: Paramount+ (streaming) | Local: Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro (RJ) | Árbitro: Augusto Aragon (EQU) | Auxiliares: Christian Lescano (EQU) e Mauricio Lozada (EQU) | VAR: Franklin Congo (EQU)

PROVÁVEIS ESCALAÇÕES

CIENCIANO: Espinoza, Yovera, Aguilar, Becerra e Cabello; Robles, Arias e Caparó; Succar, Cavero e Garcés. Técnico: Cristian Ruggeri

BOTAFOGO: Warleson, Vitinho, Ferraresi, Justino (Monzón) e Telles; Huguinho, Medina, Danilo e Montoro; Martins e Cabral. Técnico: Franclim Carvalho

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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