Zagueiro do Bragantino pega 12 jogos de suspensão por fala machista contra árbitra

Zagueiro do Bragantino pega 12 jogos de suspensão por fala machista contra árbitra | Reprodução/TVT Sports
A Gustavo Marques marcou o julgamento do zagueiro do Red Bull Bragantino no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP). O defensor recebeu 12 jogos de suspensão e multa de R$ 30 mil por declarações contra a árbitra Daiane Muniz
A punição ocorreu após entrevista concedida depois da derrota do Bragantino para o São Paulo por 2 a 1, no dia 21, pelo Campeonato Paulista.
Como a decisão partiu do TJD-SP, a suspensão será cumprida no Campeonato Paulista de 2027.
Jogador foi denunciado por dois artigos do CBJD
O zagueiro foi enquadrado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O primeiro foi o artigo 243-G, que trata de atos discriminatórios ou preconceituosos relacionados a gênero, raça ou outras condições.
Já o segundo foi o artigo 243-F, que trata de ofensa à honra de alguém por fato ligado diretamente ao esporte.
A Justiça Desportiva entendeu que a fala do jogador teve caráter machista e ofensivo, o que motivou a punição.
Declaração gerou forte repercussão
A polêmica começou após o jogo entre Bragantino e São Paulo. Na entrevista, Gustavo Marques criticou a arbitragem e questionou a escolha de uma mulher para comandar o jogo.
“Não adianta jogar contra São Paulo, Palmeiras, Corinthians e colocarem uma mulher para apitar um jogo deste tamanho”, afirmou o defensor na ocasião.
A declaração gerou forte repercussão no futebol brasileiro e provocou reações imediatas.
Jogador pediu desculpas após o episódio
Ainda no estádio, Gustavo Marques e o diretor esportivo do Bragantino, Diego Cerri, foram até o vestiário da arbitragem para pedir desculpas à árbitra.
Depois, o zagueiro também publicou um pedido de desculpas nas redes sociais.
“Estava de cabeça quente e frustrado pelo resultado. Reconheço o erro e peço desculpas a todas as mulheres e especialmente à Daiane”, escreveu.
Ele afirmou ainda que pretende aprender com o episódio.
Clube e Federação repudiaram a declaração
O Red Bull Bragantino também se manifestou logo após a entrevista do jogador. Em nota oficial, o clube afirmou que não compactua com falas machistas e pediu desculpas à árbitra e às mulheres.
A Federação Paulista de Futebol (FPF) também criticou duramente a declaração. A entidade classificou o comentário como machista, preconceituoso e incompatível com os valores do futebol.
Arbitragem feminina cresce no futebol paulista
A Federação Paulista informou que conta atualmente com 36 árbitras e assistentes em seu quadro oficial. Segundo a entidade, o objetivo é ampliar cada vez mais a presença feminina na arbitragem.








































