BrasilSaúde

Mounjaro terá novas doses no Brasil; veja para quem são indicadas

Caneta injetável de Mounjaro usada no tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade

Mounjaro terá novas doses no Brasil; veja para quem são indicadas | Reprodução

A farmacêutica Eli Lilly anunciou que as concentrações de 12,5 mg e 15 mg do Mounjaro estarão disponíveis no Brasil a partir da segunda quinzena de março.

Com isso, o Mounjaro Brasil passa a oferecer todas as doses comercializadas globalmente: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg.

O medicamento tem como princípio ativo a tirzepatida e é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade.

Como funciona a tirzepatida

De aplicação injetável semanal, a tirzepatida atua como um duplo agonista, pois imita a ação de dois hormônios intestinais:

  • GLP-1

  • GIP (peptídeo inibidor gástrico)

Na prática, o medicamento ajuda a:

  • Controlar os níveis de açúcar no sangue

  • Aumentar a saciedade

  • Contribuir para a perda de peso

Segundo Felipe Berigo, diretor executivo de cardiometabolismo da Lilly, a ampliação das doses permite maior individualização do tratamento.

Quando as doses mais altas são indicadas?

De acordo com a endocrinologista Lívia Porto, do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a resposta ao medicamento é dependente da dose.

Ou seja, quanto maior a concentração, mais expressivos tendem a ser os resultados — mas também maiores podem ser os efeitos colaterais.

As doses de 12,5 mg e 15 mg costumam ser indicadas para:

  • Casos de obesidade mais grave

  • Pacientes com resposta insuficiente às doses menores

  • Situações de persistência da doença

Tratamento começa sempre com dose baixa

Apesar da disponibilidade das doses mais altas, o protocolo médico prevê que 100% dos pacientes iniciem o tratamento com 2,5 mg.

O escalonamento é gradual e serve para reduzir efeitos adversos, que podem incluir:

  • Náuseas

  • Vômitos

  • Diarreia

  • Constipação

  • Dor abdominal

  • Diminuição do apetite

Segundo a especialista, as doses não devem ser “puladas”. O aumento ocorre apenas após avaliação clínica.

Ajuste pode depender da composição corporal

Outro ponto importante é a análise da composição corporal durante o tratamento.

Se o paciente apresentar perda significativa de massa muscular, os médicos podem optar por manter a dose atual, mesmo que a meta inclua maior redução de peso. Nesse caso, ajustes na dieta e acompanhamento nutricional entram como estratégia complementar antes de nova progressão da dose.

+ MAIS NOTÍCIAS DO BRASIL? CLIQUE AQUI
Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

Mais emBrasil

Você também pode gostar!

Deixe uma resposta