Brasil receberá visita do Primeiro-Ministro do Canadá em abril desse ano

Mark Carney, Primeiro-Ministro do Canadá, e Lula: ambos conversaram pelo telefone e combinaram a visita do canadense ao Brasil, a princípio em abril, para acelerar convênio entre o Mercosul | Ricardo Stuckert
O Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney, aceitou convite do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva para uma visita ao país em abril desse ano. O gesto de cortesia aconteceu durante conversa entre os líderes por telefone na tarde desta quinta-feira (8). Pautou a conversa, principalmente, a situação de tensão na Venezuela, dentre outros assuntos de interesse bilateral.
Fora do contexto preocupante da invasão militar americana, que desde sábado deixa o planeta em alerta, Lula e Carney querem aproveitar o encontro em abril para aprofundar o comércio entre os dois países. Nesse sentido, ganha muita força a possibilidade de construção de um acordo comercial entre Mercosul e o Canadá. Ambos querem ativar o modo turbo para acelerar a construção de consensos para o sucesso da negociação.
Vale lembrar que tanto o Brasil quanto o Canadá estiveram na mira dos tarifaços dos Estados Unidos.
Em síntese, trata-se de uma política de terrorismo econômico adotada pelo presidente americano Donald Trump, regida pelo seu humor.
Trata-se do mesmo Donald Trump que determinou a operação militar de invasão à Venezuela para sequestro do ditador Nicolás Maduro, na madrugada de sábado.
Por conta disso, durante a conversa de ambos, Lula e Mark Carney chegaram a um ponto de concordância. A imperiosa necessidade de reforma institucional das organizações internacionais de governança. Por exemplo, Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Internacional do Comércio.
Venezuela
Após a conversa, o Palácio do Planalto divulgou nota à imprensa, sobretudo com a detalhes conversados por ambos acerca da crise na Venezuela agravada pela agressão americana:
“Os dois líderes trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e suas implicações para a região. Ambos condenaram o uso da força sem amparo na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. Lula destacou que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo e que a América do Sul deve continuar sendo uma zona de paz.











































