The Legend of Zelda completa 40 anos em 2026 e celebra o aniversário com o retorno de uma de suas aventuras mais importantes. Ocarina of Time ganhou um remake exclusivo para Nintendo Switch 2, lançado na quinta-feira, 05/11, com gráficos reconstruídos, dublagem, trilha sonora orquestral e controles modernizados. Além disso, o clássico de 1998 recebeu, pela primeira vez, localização completa para português brasileiro. Neste domingo, 08/11, a comemoração chega também ao GAMM Game Museum, em Roma, com desafios, enigmas e atividades dedicadas à história da franquia.
O lançamento marca o reencontro de diferentes gerações com Hyrule. Quem acompanhou a estreia no Nintendo 64 poderá revisitar uma aventura conhecida, enquanto novos jogadores terão acesso a uma versão desenvolvida para os recursos do Switch 2.
Entretanto, a Nintendo foi além de melhorar a resolução de um jogo antigo. O estúdio reconstruiu cenários, revisou a movimentação de Link, ampliou os diálogos e acrescentou funcionalidades que não existiam na edição original.
Ocarina of Time volta com gráficos reconstruídos e dublagem
Lançado originalmente em 1998, para Nintendo 64, Ocarina of Time acompanha Link em uma missão para impedir que Ganondorf conquiste Hyrule e obtenha o poder da Triforça.
A aventura começa quando o jovem herói recebe uma missão da Grande Árvore Deko e passa a viajar acompanhado pela fada Navi. Ao longo da história, ele explora masmorras, resolve quebra-cabeças, enfrenta chefes e descobre como atravessar diferentes períodos do tempo.
No remake para Nintendo Switch 2, a Nintendo remodelou os ambientes e atualizou texturas, iluminação e apresentação dos personagens. A desenvolvedora também acrescentou cenas cinematográficas estendidas e diálogos dublados, tornando as interações mais elaboradas.
A trilha sonora recebeu arranjos sinfônicos orquestrais, preservando as melodias que ajudaram a construir a identidade da franquia. O objetivo é apresentar o universo de Hyrule com recursos atuais sem substituir a estrutura central da aventura.
As melhorias também alcançam o desempenho, os tempos de carregamento e os efeitos sonoros. Entretanto, a Nintendo não apresentou, na documentação brasileira consultada, uma especificação única de resolução e taxa de quadros que permita afirmar que todo o jogo funciona em 4K e 60 FPS.
Link ganha corrida, salto e câmera controlada pelo analógico
Uma das mudanças mais relevantes para o gameplay envolve a movimentação.
Na versão original, os comandos foram desenvolvidos para o controle do Nintendo 64. Embora tenham marcado uma geração, alguns movimentos e ajustes de câmera refletem as limitações daquela época.
Agora, Link pode correr e saltar com comandos dedicados, enquanto o analógico direito permite movimentar a câmera de maneira mais livre.
Essas alterações tornam a exploração mais próxima das experiências encontradas nos jogos atuais, especialmente durante deslocamentos e combates.
O remake também apresenta cenários reformulados, com detalhes adicionais e novas possibilidades de observação dos ambientes. Além disso, o ciclo de dia e noite continua funcionando mesmo dentro das cidades, ampliando a continuidade visual do mundo.
Para quem conhece Ocarina of Time, as mudanças prometem facilitar ações que antes exigiam maior adaptação aos controles antigos. Já os novos jogadores poderão explorar Hyrule sem enfrentar exatamente as mesmas barreiras de movimentação do Nintendo 64.
Isso não significa, porém, que o título tenha abandonado sua identidade. A aventura continua baseada em exploração, descoberta de equipamentos, resolução de puzzles e confrontos contra inimigos.
Ocarina pode ser tocada usando o microfone do Switch 2
A música sempre foi uma das mecânicas centrais de Ocarina of Time. Durante a campanha, Link aprende melodias que permitem abrir caminhos, alterar o período do dia e interagir com elementos mágicos do cenário.
Na nova versão, os jogadores podem continuar executando essas músicas pelos botões tradicionais. Entretanto, a Nintendo acrescentou outra possibilidade: utilizar o microfone integrado do Switch 2.
O recurso permite cantarolar uma melodia ou tocar um instrumento real próximo ao console para reproduzir determinadas canções dentro do jogo.
A proposta cria uma interação entre a música do mundo real e a aventura virtual. Entretanto, o recurso não significa que qualquer som produzido pelo jogador será reconhecido como uma composição válida.
As melodias continuam vinculadas ao sistema musical de Ocarina of Time, que utiliza sequências específicas para ativar efeitos no mundo de Hyrule.
Além disso, o recurso é opcional. Quem prefere a experiência tradicional poderá continuar utilizando os comandos convencionais.
Português brasileiro chega pela primeira vez a Ocarina of Time
Outra novidade importante para o público nacional é a localização completa para português brasileiro, confirmada pela Nintendo.
A edição original de 1998 não oferecia oficialmente essa opção. Ao longo dos anos, muitos brasileiros conheceram a história utilizando versões em outros idiomas ou traduções desenvolvidas por fãs.
Com o remake, jogadores poderão acompanhar os textos e informações oficiais da aventura em português do Brasil.
A novidade facilita especialmente a compreensão dos diálogos, das instruções recebidas durante as missões e dos enigmas encontrados nas masmorras.
Essa mudança tem impacto prático em um RPG de ação e aventura no qual conversar com personagens e interpretar pistas faz parte da progressão.
Entretanto, localização para português brasileiro não deve ser confundida automaticamente com dublagem em português. A Nintendo confirma a presença de dublagem e a disponibilidade do idioma brasileiro, mas essas informações, isoladamente, não especificam que todas as vozes foram gravadas em português.
Museu dos Mil Monstros permite enfrentar chefes novamente
O remake também inclui atividades que ampliam a experiência além da campanha original.
Uma delas é o Museu dos Mil Monstros, espaço dedicado aos inimigos encontrados durante a aventura.
No local, os jogadores podem consultar informações sobre adversários derrotados e disputar novos desafios contra inimigos poderosos.
Entre as possibilidades anunciadas estão revanches cronometradas, nas quais o objetivo é vencer confrontos no menor tempo possível.
O sistema oferece uma alternativa para quem gosta de testar habilidades, melhorar estratégias e revisitar batalhas sem depender exclusivamente da progressão normal da história.
Além disso, a nova edição acrescenta elementos relacionados aos pensamentos das fadas, incentivando a exploração e a descoberta de detalhes espalhados por Hyrule.
O jogo também disponibiliza ferramentas para acompanhar objetivos e consultar informações sobre a jornada, ajudando quem precisa retomar uma campanha depois de algum tempo sem jogar.
Aplicativo Zelda Notes amplia os desafios fora do console
A Nintendo também integrou Ocarina of Time ao ZELDA NOTES, serviço disponível pelo aplicativo Nintendo Switch para dispositivos móveis compatíveis.
Entre os recursos estão o acompanhamento das atividades realizadas no jogo e desafios que incentivam os usuários a encontrar locais específicos de Hyrule a partir de imagens.
O aplicativo também permite criar partituras, compartilhar composições por códigos QR e responder a questionários sobre Ocarina of Time.
Segundo a Nintendo, a experiência reúne um banco de mais de 2 mil perguntas relacionadas ao jogo.
Entretanto, determinados recursos dependem de conta Nintendo, conexão com a internet e, quando indicado pela plataforma, assinatura do Nintendo Switch Online.
Portanto, a integração com o celular funciona como um complemento à aventura, e não como uma exigência para concluir a campanha principal.
Roma celebra os 40 anos de Zelda neste domingo
Enquanto os jogadores exploram o remake, o GAMM Game Museum, em Roma, realiza neste domingo, 08/11, uma programação especial dedicada aos 40 anos de The Legend of Zelda.
O museu italiano preparou uma exposição interativa com enigmas, curiosidades e atividades inspiradas na franquia criada por Shigeru Miyamoto e Takashi Tezuka.
Desde quinta-feira, 05/11, o público também pode experimentar o remake de Ocarina of Time em uma tela grande dentro do espaço.
A programação de domingo começa às 9h30, no horário local de Roma, com a abertura da exposição e de um percurso interativo.
Às 11h, visitantes poderão participar de um quiz sobre a história da série. Depois, às 12h30, acontece o Hyrule Grand Prix, competição temática em Mario Kart 8.
A partir das 15h, o museu promove o Ocarina Challenge, desafio musical baseado nas melodias da franquia.
Às 16h, os participantes poderão competir em um desafio de Ocarina of Time, buscando completar um objetivo no menor tempo possível.
A programação inclui ainda uma mesa-redonda sobre as quatro décadas de Hyrule, marcada para 17h30, e um sorteio de prêmios às 18h30.
O museu também prevê atividades com cosplayers e desconto de 20% no ingresso integral para visitantes que comparecerem caracterizados.
Mesmo depois deste domingo, a exposição permanecerá disponível por mais três semanas, conforme o anúncio da instituição.
Por que Zelda se tornou uma das franquias mais influentes dos games?
A história de The Legend of Zelda começou em 1986, quando a Nintendo lançou o primeiro jogo da série no Japão.
Naquele período, a aventura chamou atenção ao colocar a exploração e a descoberta no centro da experiência. Em vez de conduzir o jogador por uma única sequência de fases, o título incentivava a procurar caminhos, encontrar equipamentos e desvendar segredos.
Essa estrutura ajudou a estabelecer elementos que se tornaram recorrentes nos jogos de ação e aventura.
Ao longo das décadas, Zelda passou por transformações profundas. Ocarina of Time levou a franquia ao universo tridimensional em 1998, enquanto Breath of the Wild, lançado em 2017, reformulou a exploração com um mundo aberto baseado em experimentação.
Posteriormente, Tears of the Kingdom ampliou as possibilidades de construção e interação com objetos, oferecendo diferentes maneiras de resolver situações.
Apesar das mudanças tecnológicas, a franquia preservou características centrais: a curiosidade do jogador, a importância dos enigmas e a sensação de descobrir algo inesperado.
Ocarina of Time ocupa um lugar especial nessa trajetória porque ajudou a estabelecer soluções de movimentação, combate e câmera que influenciaram numerosos jogos tridimensionais.
Ao reconstruir o clássico para o Switch 2, a Nintendo também apresenta essa etapa da história dos videogames a uma geração que não acompanhou a transição dos consoles para os ambientes 3D.
Quanto custa Zelda Ocarina of Time no Brasil?
The Legend of Zelda: Ocarina of Time está disponível para Nintendo Switch 2 desde quinta-feira, 05/11.
Na loja oficial brasileira, a Nintendo anuncia o jogo por R$ 329,90, em sua versão digital.
O arquivo possui tamanho estimado de 27 GB, conforme a ficha nacional. O título é destinado a um jogador e pode ser utilizado nos modos TV, semiportátil e portátil do console.
O remake é um produto independente. Portanto, a disponibilidade da versão clássica de Ocarina of Time em serviços de assinatura da Nintendo não deve ser confundida com acesso automático à nova edição.
O lançamento faz parte de uma celebração maior, que também inclui equipamentos comemorativos, concertos e projetos relacionados ao universo de Hyrule.
Quarenta anos depois da primeira aventura, The Legend of Zelda continua conectando diferentes gerações. E, com Ocarina of Time reconstruído para o Switch 2, a Nintendo oferece uma nova maneira de acompanhar uma das jornadas mais conhecidas da história dos games.









