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WhatsApp reserva nome de usuário, mas recurso ainda não libera conversas

Tela de celular mostra opção do WhatsApp para reservar um nome de usuário com arroba

WhatsApp reserva nome de usuário, mas recurso ainda não libera conversas | Reprodução/Shutterstock

Na nova etapa em que o WhatsApp reserva nome de usuário para os perfis, o aplicativo permite garantir gratuitamente um identificador exclusivo antes de liberar o recurso completo. A plataforma começou a permitir que usuários guardem gratuitamente um identificador exclusivo, no formato @Nome123, para uso futuro na conta.

Por enquanto, o recurso funciona apenas como reserva. Ainda não é possível procurar perfis de terceiros pelo nome de usuário, visualizar esse identificador em outras contas ou iniciar uma conversa usando apenas o @.

A expectativa é que o WhatsApp amplie essas funções ao longo de 2026. Quando a ferramenta estiver completa, o identificador poderá substituir o compartilhamento do telefone em contatos iniciais e convites para grupos.

O que já é possível fazer no WhatsApp

Nesta primeira fase, o usuário pode escolher e reservar um nome único para seu perfil. A medida evita que outra pessoa utilize o mesmo identificador quando a plataforma liberar a função de busca e contato.

O nome de usuário terá o formato com arroba, semelhante ao que já ocorre em redes sociais e aplicativos como Telegram. A ideia é que cada conta tenha uma identificação própria, desvinculada da divulgação pública do telefone.

Até agora, o WhatsApp não informou cobrança para a reserva ou utilização dos nomes de usuário.

O que ainda não funciona

A reserva não muda, por enquanto, a forma como as conversas começam no aplicativo. Usuários ainda precisam ter o número de telefone para adicionar contatos ou iniciar mensagens.

Também não há uma busca pública por identificadores. Portanto, mesmo que uma pessoa já tenha reservado um @, outros usuários ainda não conseguem localizá-la por essa informação.

O WhatsApp prevê liberar, posteriormente:

  • busca de perfis pelo nome de usuário;
  • início de conversas sem troca de número;
  • adição de pessoas a grupos pelo identificador;
  • mecanismos extras para controlar quem pode fazer contato.

Recurso busca reduzir exposição do telefone

A mudança pode ser útil para quem precisa conversar com desconhecidos, clientes, seguidores ou pessoas de grupos temporários sem entregar o número pessoal.

Hoje, ao iniciar uma conversa no WhatsApp, o telefone fica exposto para a outra conta. Com o nome de usuário, a plataforma pretende criar uma camada adicional de privacidade.

Assim, uma pessoa poderá compartilhar um @ em vez de informar seu contato. O recurso também tende a facilitar o uso do aplicativo por pequenos negócios, profissionais autônomos e criadores de conteúdo.

Chave de quatro dígitos deve controlar novos contatos

O WhatsApp também anunciou uma proteção extra para quem não quiser receber mensagens ou ligações de qualquer pessoa que conheça seu identificador.

A plataforma prevê o uso de uma chave de quatro dígitos, que funcionará como uma senha para iniciar contatos pelo nome de usuário. Dessa forma, o usuário poderá limitar quem consegue enviar a primeira mensagem.

A ferramenta tenta impedir que o @ se transforme em porta aberta para spam, golpes ou abordagens indesejadas.

Perfis famosos podem ter regras próprias

Outro ponto ainda sem detalhamento envolve os chamados nomes de alto perfil. O WhatsApp sinalizou a possibilidade de criar um processo de reivindicação para identificadores ligados a pessoas públicas, empresas conhecidas e marcas.

No entanto, a plataforma ainda não explicou como verificará a titularidade desses nomes nem quais critérios usará para resolver disputas.

Por isso, a reserva representa apenas o início de uma mudança maior. O usuário já pode garantir um identificador, mas ainda precisará esperar pelas funções que prometem transformar o @ em uma alternativa real ao número de telefone.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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