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Vacinação contra raiva volta a São Gonçalo em novembro

Cão recebe vacina contra a raiva durante campanha antirrábica em São Gonçalo

Vacinação contra raiva volta a São Gonçalo em novembro | Divulgação/Prefeitura de São Gonçalo

São Gonçalo realizou neste sábado (29) a primeira etapa da vacinação antirrábica em mais de 60 pontos e já marcou a próxima mobilização para 7 de novembro de 2026. A meta municipal é imunizar 120 mil cães e gatos ao longo da campanha deste ano.

A ação deste sábado atendeu cães e gatos saudáveis com mais de três meses de vida. A Prefeitura ainda não divulgou, até a publicação do balanço consultado, o total de animais efetivamente vacinados na primeira etapa. Portanto, os 120 mil animais representam a expectativa para o ano, não o resultado deste sábado.

A segunda etapa ocorrerá em outros bairros. Os pontos de vacinação de novembro ainda serão divulgados pela Prefeitura.

Segunda etapa será em 7 de novembro

Quem perdeu a primeira etapa terá uma nova oportunidade na campanha marcada para sábado, 7 de novembro.

A lista de locais da segunda etapa ainda não foi publicada no balanço oficial. Por isso, tutores devem acompanhar a divulgação dos próximos pontos antes de se deslocar com os animais.

Na primeira etapa, o Folha do Leste publicou um guia de serviço com os pontos divulgados para este sábado, critérios da campanha e orientações para levar cães e gatos com segurança.

Meta é vacinar 120 mil animais neste ano

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil trabalha com a expectativa de vacinar 120 mil cães e gatos em 2026.

Esse número funciona como meta da campanha. Ele não deve ser confundido com balanço de doses aplicadas.

Na chamada anterior para a primeira etapa, a Prefeitura havia informado expectativa de 60 mil animais nesta fase inicial e uma segunda etapa em 7 de novembro. No balanço deste sábado, a administração municipal reafirmou a expectativa anual de 120 mil animais.

Cães e gatos precisam ter mais de três meses

A vacinação deste sábado foi destinada a cães e gatos saudáveis com mais de três meses de idade.

A vacina antirrábica em animais de estimação deve ser mantida atualizada anualmente, conforme orientação da campanha municipal e de materiais oficiais de controle da raiva.

A Prefeitura não divulgou, no balanço deste sábado, novos critérios para fêmeas gestantes, animais doentes ou documentação exigida na próxima etapa. Essas regras devem ser confirmadas junto ao calendário de novembro.

Fred, de 12 anos, recebeu mais uma dose

A advogada Laisa Leal, de 34 anos, levou o cão Fred, de 12 anos, ao Centro de Atendimento Veterinário Municipal (Cavem) do Mutuá para receber a dose.

Ela contou que mantém a caderneta de Fred atualizada e costuma levar o animal sempre que há campanha. O relato mostra uma rotina importante de prevenção, especialmente porque a vacina precisa ser repetida anualmente.

A experiência de Laisa, porém, não muda o serviço principal para quem perdeu a data: a próxima grande ação municipal está prevista para 7 de novembro.

Operação teve profissionais e voluntários

A primeira etapa mobilizou cerca de mil profissionais e voluntários capacitados, segundo a Prefeitura.

Participaram agentes de saúde, agentes de endemias, médicos veterinários, equipes do Departamento de Controle de Zoonoses e Vigilância Sanitária, Vigilância em Saúde Ambiental e voluntários treinados.

Assim, a estrutura ajuda a dimensionar a campanha, que espalhou equipes por diferentes bairros para facilitar o acesso dos tutores.

Raiva também representa risco para pessoas

A raiva é uma zoonose viral. Isso significa que pode circular entre animais e seres humanos. Segundo o Ministério da Saúde, a doença tem grande importância em saúde pública pela letalidade de aproximadamente 100% após a instalação do quadro clínico, mas pode ser prevenida com vacinação animal, profilaxia humana quando indicada e vigilância.

A transmissão ocorre pela saliva de animal infectado, principalmente por mordedura. Também pode ocorrer por arranhadura ou lambedura, especialmente quando há contato com mucosas ou pele lesionada, conforme orientações técnicas do Ministério da Saúde.

Cães e gatos fazem parte do ciclo urbano da doença. Morcegos e outros mamíferos silvestres também exigem atenção da vigilância, mas a vacinação anual dos animais domésticos continua sendo uma das principais medidas de prevenção.

O que fazer em caso de mordida

Em caso de mordida, arranhão ou outra exposição de risco, a orientação do Ministério da Saúde é lavar o local com água e sabão o mais rápido possível e procurar atendimento de saúde para avaliação.

O serviço de saúde define a conduta adequada. A pessoa não deve esperar sintomas nem tentar decidir sozinha se precisa de vacina, soro ou observação do animal.

A prevenção começa com a vacina dos pets, mas também depende de atendimento rápido quando ocorre agressão por animal potencialmente transmissor.

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Enzo Carvalho
Enzo Carvalho é jornalista profissional, com atuação voltada à cobertura de inovação, tecnologia, cotidiano e esportes. Ex-jogador profissional de e-sports, traz para o jornalismo uma compreensão prática do universo digital, das plataformas tecnológicas e das transformações provocadas pela cultura conectada.

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